{"id":20730,"date":"2007-08-22T17:14:33","date_gmt":"2007-08-22T17:14:33","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2007\/08\/22\/reitor-da-ufrb-e-entrevistado-pela-revista-ensino-superior\/"},"modified":"2007-08-22T17:14:33","modified_gmt":"2007-08-22T17:14:33","slug":"reitor-da-ufrb-e-entrevistado-pela-revista-ensino-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/reitor-da-ufrb-e-entrevistado-pela-revista-ensino-superior\/","title":{"rendered":"Reitor da UFRB \u00e9 entrevistado pela Revista Ensino Superior"},"content":{"rendered":"<p><strong>R<\/strong>evista <strong>E<\/strong>nsino <strong>S<\/strong>uperior &#8211; Jornalista Juliana Duarte entrevista o Reitor da UFRB, Paulo Gabriel Nacif.<\/p>\n<div align=\"justify\"><strong>RES <\/strong>&#8211; Qual &eacute; a import&acirc;ncia de um grande estabelecimento de ensino superior para o desenvolvimento de uma cidade?<\/p>\n<p>Reitor UFRB &#8211; Vamos pensar numa regi&atilde;o. Um estabelecimento de ensino superior, notadamente p&uacute;blico, federal, estadual ou municipal, n&atilde;o pode abdicar de atuar, tamb&eacute;m, como uma ag&ecirc;ncia de desenvolvimento regional. Mesmo sem explicitar, a IES assume sempre, em algum grau, o conceito de &ldquo;regi&atilde;o de aprendizagem&rdquo; e desse modo a regi&atilde;o passa a ter dispon&iacute;vel uma s&eacute;rie de informa&ccedil;&otilde;es e uma din&acirc;mica de discuss&atilde;o dos seus problemas que influencia, sempre, positivamente o capital social. Essa influ&ecirc;ncia sempre existe, mas quanto mais incorporada na miss&atilde;o da IES, melhores s&atilde;o os resultados. Tudo isso sem perder a no&ccedil;&atilde;o de universalidade que est&aacute; na pr&oacute;pria origem do estabelecimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RES<\/strong> &#8211; O Sr. acredita que a UFRB atende &agrave;s demandas locais?<\/p>\n<p>Reitor UFRB &#8211; A demanda mais imediata de vagas pelo ensino superior j&aacute; tem um significado imenso. Passamos de um oferecimento de 120 vagas no ano de&nbsp; 2004 para 1420 vagas em 2008. No entanto as demandas da regi&atilde;o s&atilde;o imensas, at&eacute; por que foi a popula&ccedil;&atilde;o local que sonhou e se mobilizou por esta institui&ccedil;&atilde;o, por acreditar que as fun&ccedil;&otilde;es de ensino, extens&atilde;o e pesquisa de uma universidade s&atilde;o estrat&eacute;gicas para o desenvolvimento regional. Estamos numa fase de di&aacute;logo forte com a comunidade e temos certeza que ela entende que cada vez mais nos aproximaremos dela nas diversas dimens&otilde;es poss&iacute;veis. &nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RES<\/strong>&#8211; O sr. acredita que a interioriza&ccedil;&atilde;o do ensino acompanha as fronteiras agr&iacute;colas do Brasil?<\/p>\n<p>Reitor UFRB &#8211; Talvez essa l&oacute;gica exista do ponto de vista do ensino privado. Mas s&oacute; nos &uacute;ltimos cinco anos passamos a ter um programa consistente de interioriza&ccedil;&atilde;o do ensino superior federal e assim regi&otilde;es tradicionais como o Rec&ocirc;ncavo da Bahia,&nbsp; a Amaz&ocirc;nia ou o semi-&aacute;rido nordestino ganharam unidades federais. Neste caso a l&oacute;gica parece se basear em aspectos para al&eacute;m da quest&atilde;o econ&ocirc;mica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RES<\/strong>&#8211; O que a UFRB contribuiu para a regi&atilde;o durante sua exist&ecirc;ncia?<\/p>\n<p>Reitor UFRB- Somos herdeiros de uma institui&ccedil;&atilde;o &ndash; a Escola de Agronomia &ndash; que data de 1877 e nesse caso, tivemos um grande papel no desenvolvimento da pesquisa agr&iacute;cola na regi&atilde;o e no Brasil.&nbsp; A partir da efetiva&ccedil;&atilde;o da UFRB em 2005, e o seu funcionamento em 2006, passamos a pensar nas diversas dimens&otilde;es culturais da sociedade de forma mais efetiva e seguramente logo teremos uma boa lista de contribui&ccedil;&otilde;es para o Rec&ocirc;ncavo e para a Bahia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RES<\/strong>&#8211; Sobre o Projeto de Expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o Superior do Governo Federal, qual &eacute; a sua opini&atilde;o? &nbsp;<\/p>\n<p>Reitor UFRB &#8211; Ele &eacute; t&atilde;o &oacute;bvio e estrat&eacute;gico para o Pa&iacute;s que &eacute; dif&iacute;cil entender as cr&iacute;ticas ao processo e por que demorou tanto a acontecer. Considero que ele cria&nbsp; as condi&ccedil;&otilde;es efetivas para o t&atilde;o sonhado desenvolvimento sustent&aacute;vel do Brasil e corrige distor&ccedil;&otilde;es perversas: porque um jovem que nasceu em Pernambuco deveria ter mais condi&ccedil;&otilde;es de estudar numa universidade federal do que um jovem baiano? Por que o Rio Grande do Sul merecia ter 04 universidades federais e o Paran&aacute; apenas 01? Isso fere profundamente o Pacto Federativo. N&atilde;o entendo como as elites pol&iacute;ticas brasileiras deixaram coisas absurdas como essas acontecerem. &Eacute; evidente que passamos por dificuldades no processo de implanta&ccedil;&atilde;o de novas institui&ccedil;&otilde;es, mas elas decorrem muito mais da imensa burocracia do Estado brasileiro. O Governo Federal tem cumprido o que foi pactuado e, na outra ponta, n&oacute;s, nas novas universidades, temos trabalhado fortemente para cumprirmos a nossa parte no processo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<strong>RES<\/strong>&#8211; A descentraliza&ccedil;&atilde;o do ensino superior contribui para a diminui&ccedil;&atilde;o do desemprego?<\/div>\n<div align=\"justify\">Reitor UFRB &#8211; Ela ser&aacute; fundamental para a atra&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias e servi&ccedil;os par ao interior. Aumentar&aacute; a nossa capacidade de competi&ccedil;&atilde;o internacional pela melhoria sist&ecirc;mica da forma&ccedil;&atilde;o educacional da nossa popula&ccedil;&atilde;o. Prefiro n&atilde;o falar em influencia de curto prazo. No que diz respeito a m&eacute;dio e longo prazo &eacute; uma medida fundamental para o crescimento e desenvolvimento sustent&aacute;vel do Brasil. &nbsp;<\/p>\n<p><strong>RES<\/strong>&#8211; Se a UFRB aproveita as caracter&iacute;sticas locais (fauna e flora) para as aulas? Qual &eacute; a import&acirc;ncia disso?<\/p>\n<p>Reitor UFRB &#8211;&nbsp; Temos estimulado isso. Neste aspecto, sem perder a no&ccedil;&atilde;o de universalidade, o Rec&ocirc;ncavo ser&aacute; assumido como &ldquo;regi&atilde;o de aprendizagem&rdquo;, buscando-se a&ccedil;&otilde;es sin&eacute;rgicas entre a universidade e o referido territ&oacute;rio, de modo que ela contribua para a&nbsp; constitui&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias regionais. Isto acontecer&aacute; via uma desafiadora e cont&iacute;nua dinamiza&ccedil;&atilde;o das atividades de ensino, pesquisa e extens&atilde;o, buscando-se que o processo de aprendizagem se espraie e seja praticado em todos os setores da sociedade regional.&nbsp; Deste modo, a universidade estar&aacute; buscando elementos que a introduzam, regionalmente, como uma relevante fonte de saber que ligar&aacute; o Rec&ocirc;ncavo aos processos s&oacute;cio-econ&ocirc;micos e culturais em curso em todo o mundo.<br \/>O Rec&ocirc;ncavo da Bahia constitui-se num territ&oacute;rio cuja constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica, social, econ&ocirc;mica e cultural data do in&iacute;cio da coloniza&ccedil;&atilde;o brasileira, tendo uma delimita&ccedil;&atilde;o regional bem definida. Deste modo em uma pequena &aacute;rea (cerca de 15.000 km2), menor do que muitos munic&iacute;pios brasileiros, tem-se uma densidade demogr&aacute;fica de 62 hab\/km2, quase tr&ecirc;s vezes maior do que o valor&nbsp; m&eacute;dio do estado. Os sub-espa&ccedil;os s&oacute;cio-ambientais desta regi&atilde;o apresentam importantes especificidades. Por exemplo, neste territ&oacute;rio, na &aacute;rea denominada do Rec&ocirc;ncavo Sul, com uma extens&atilde;o n&atilde;o superior a 2.000 km2 e dist&acirc;ncias n&atilde;o superiores a 100 km, encontram-se n&uacute;cleos significativos em termos hist&oacute;ricos e culturais como Cachoeira, S&atilde;o Felix, Santo Amaro, Nazar&eacute; das Farinhas e S&atilde;o Franscisco do Conde; e m&uacute;ltiplos ambientes como o Rio Paraguass&uacute; e o Lago artificial de Pedra do Cavalo (186,2 km2), de usos m&uacute;ltiplos, a &aacute;rea dos ecossistemas costeiros de Maragojipe, Nazar&eacute;, Jaguaripe e Valen&ccedil;a,&nbsp; a &aacute;rea norte do Corredor Ecol&oacute;gico Central da Mata Atl&acirc;ntica, a Serra da Jib&oacute;ia, a Ba&iacute;a de Todos os Santos e suas ilhas e o ambiente semi-&aacute;rido. Todo esse territ&oacute;rio apresenta uma excelente infra-estrutura urbana, de transportes e comunica&ccedil;&otilde;es.<br \/>Tais aspectos permitem a estrutura&ccedil;&atilde;o de uma universidade multicampi, baseada nas especificidades desses sub-espa&ccedil;os, com centros de estudos nas diversas &aacute;reas do conhecimento,&nbsp; que explorem as culturas locais, os aspectos espec&iacute;ficos e essenciais da sua organiza&ccedil;&atilde;o social e do meio ambiente. Deve-se ressaltar que a forte defini&ccedil;&atilde;o do Rec&ocirc;ncavo, cujo todo resulta da intera&ccedil;&atilde;o das especificidades dos seus sub-espa&ccedil;os &eacute; por si s&oacute;, um forte vetor contra o isolamento dos diferentes campi a serem implantados. <br \/>A Universidade Federal do Rec&ocirc;ncavo da Bahia ocupar&aacute; uma posi&ccedil;&atilde;o fundamental nessa din&acirc;mica, empreendendo processos de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, de produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o da ci&ecirc;ncia e da cultura, al&eacute;m de ocupar lugar estrat&eacute;gico e redefinidor da matriz de desenvolvimento s&oacute;cio-econ&ocirc;mico e cultural da regi&atilde;o em foco.<\/p>\n<p><a href=\"\/portal\/index.php?option=com_performs&#038;formid=4\" title=\"Comente esta not&iacute;cia\"><\/p>\n<div style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/portal\/images\/comentario.jpg\" alt=\"Coment&aacute;rio\" title=\"Coment&aacute;rio\" width=\"233\" height=\"81\" \/><\/div>\n<p><\/a>&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Ensino Superior &#8211; Jornalista Juliana Duarte entrevista o Reitor da UFRB, Paulo Gabriel Nacif. 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