{"id":20960,"date":"2008-01-12T08:55:25","date_gmt":"2008-01-12T08:55:25","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2008\/01\/12\/cobertura-completa-do-seminario-de-literatura-em-cachoeira-e-sao-felix\/"},"modified":"2008-01-12T08:55:25","modified_gmt":"2008-01-12T08:55:25","slug":"cobertura-completa-do-seminario-de-literatura-em-cachoeira-e-sao-felix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/cobertura-completa-do-seminario-de-literatura-em-cachoeira-e-sao-felix\/","title":{"rendered":"Cobertura completa do Semin\u00e1rio de Literatura em Cachoeira e S\u00e3o F\u00e9lix"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\">O Semin&aacute;rio de Literatura, Linguagem &amp; Express&atilde;o, realizado entre 08 a 12 de janeiro,&nbsp;foi uma proposta de construir um espa&ccedil;o de reflex&atilde;o, fomento e viv&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia liter&aacute;ria na cidade de Cachoeira.<\/p>\n<p>O evento, organizado pelo NESPOC &ndash; N&uacute;cleo de Estudos Sociedade, Pol&iacute;tica e Cultura &ndash; UFRB, com participa&ccedil;&atilde;o do Centro Cultural Dannemann, do Pouso da Palavra, da Casa de Barro e da Proext da UFRB, possibilitou, atrav&eacute;s de debates, recitais, exposi&ccedil;&otilde;es, palestras e oficinas, a reflex&atilde;o de uma produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, que posteriormente resultar&aacute; em uma publica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>******* Veja&nbsp;como foram as palestras e eventos<\/p><\/div>\n<div align=\"justify\"><strong>Exposi&ccedil;&otilde;es e recitais marcam a abertura do Semin&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p>Por Gislene Mesquita*<\/p>\n<p>Dia 08 de janeiro, abertura oficial do Semin&aacute;rio de Literatura, Linguagem e Express&atilde;o. O evento aconteceu no Centro Cultural Dannemann, com o lan&ccedil;amento das exposi&ccedil;&otilde;es: Encontros e desencontros de Andr&eacute; Dias, Produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria de Juiz de Fora\/1990 de Lu&iacute;s Fernando, Poesia cearense de Ylo Barroso, Produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria marginal de Ma&iacute;ra Castanheiro, Revistas liter&aacute;rias brasileira\/1970 &ndash; 2005 de Paso Cac e, 40 anos de poema Processo de Regina Pouchain.<\/p>\n<p>Os organizadores do semin&aacute;rio, Jo&atilde;o de Moraes Filho, Ma&iacute;ra Castanheiro e Nuno Gon&ccedil;alves abriram o evento. &ldquo;Esse semin&aacute;rio &eacute; uma forma de agu&ccedil;ar o sentido de jovens escritores e interessados leitores, desmitificar a literatura e fazer dela algo cotidiano&rdquo;, afirmou Moraes Filho.<\/p>\n<p>Em seguida foram apresentados os autores das exposi&ccedil;&otilde;es. Logo depois os recitais come&ccedil;aram, com a participa&ccedil;&atilde;o de alunos, professores e comunidade local. Para os organizadores o Semin&aacute;rio &eacute;&nbsp; um &ldquo;Ato pol&iacute;tico em seu pleno sentido, com todas as suas implica&ccedil;&otilde;es que ultrapassam a literatura e envolvem tamb&eacute;m gestos, oralidades e v&iacute;nculos com outras esferas da vida&rdquo;, pontua Nuno.<\/p>\n<p>A necessidade de uma discuss&atilde;o sobre o fazer est&eacute;tico, liter&aacute;rio e a interven&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica visa privilegiar a busca de pessoas que pautam suas reflex&otilde;es a partir da pr&oacute;pria pr&aacute;tica. A proposta da organiza&ccedil;&atilde;o desse semin&aacute;rio contribui tamb&eacute;m para aumentar os la&ccedil;os entre a comunidade e a universidade, estimulando o di&aacute;logo constante e o aprendizado m&uacute;tuo.<\/p>\n<p>&ldquo;Em uma cidade de cultura t&atilde;o tradicional quanto Cachoeira, ainda chama a aten&ccedil;&atilde;o saber que mais de 50% de seus habitantes com filhos matriculados na rede p&uacute;blica tinham apenas de tr&ecirc;s a quatro anos de estudo. Por isso, a&ccedil;&otilde;es culturais como essas s&atilde;o t&atilde;o urgentes&rdquo;, diz Moraes Filho.<\/p>\n<p>* Gislene &eacute; estudante do Curso de Jornalismo da UFRB<\/p>\n<p>******* <\/p>\n<p><strong>Palestra de Geraldo Maia, o poeta da pra&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p>Por Gislene Mesquita*<\/p>\n<p>Na quarta, 09 de janeiro, o poeta&nbsp; Geraldo Maia comp&ocirc;s a mesa Poetas na pra&ccedil;a: Marginaliza&ccedil;&atilde;o, Populariza&ccedil;&atilde;o e Revolu&ccedil;&atilde;o da Poesia dos anos 80 na Bahia no Semin&aacute;rio de Literatura, Linguagem e Express&atilde;o.<\/p><\/div>\n<div align=\"justify\">Ator, diretor teatral, editor, ambientalista, ecotrofoterapeuta e arte-educador, Geraldo Maia &eacute; um dos fundadores (em janeiro de 1979) do extinto Movimento Poetas na Pra&ccedil;a. O movimento produziu e popularizou a poesia universal atrav&eacute;s de recitais di&aacute;rios nas pra&ccedil;as da cidade de Salvador, principalmente na Piedade,&nbsp; nas d&eacute;cadas de oitenta e noventa, reunindo os mais ousados, libert&aacute;rios, criativos e revolucion&aacute;rios poetas da Bahia.<\/div>\n<div align=\"justify\">&ldquo;Criamos a Casa do Poeta num espa&ccedil;o cedido pela minha m&atilde;e na sua pens&atilde;o. L&aacute;, os poetas se reuniam para beber, fumar e, principalmente, recitar poesias. Para entrar era obrigado a tirar a roupa, foi uma experi&ecirc;ncia revolucion&aacute;ria maravilhosa&rdquo;, afirma Geraldo.<\/div>\n<div align=\"justify\">O movimento foi marcado por drogas, sexo e poesia. Os poetas se caracterizavam por ser bastante irreverentes. Na pra&ccedil;a, a poesia era o principal a ser veiculado. &ldquo;Faz&iacute;amos tudo de forma intensa, era essa a nossa grande viagem. A poesia era trabalhada como arte&rdquo;, diz Geraldo. &Aacute;s vezes, os poetas incorporavam tamb&eacute;m outras formas de linguagem, como a m&uacute;sica e o teatro.<\/div>\n<div align=\"justify\">&ldquo;A palestra me proporcionou uma reflex&atilde;o muito grande. Maia tem opini&otilde;es bastante pol&ecirc;micas. Ele &eacute; uma prova de que &eacute; poss&iacute;vel romper com o sistema que nos &eacute; imposto. As falas dele agu&ccedil;aram meu esp&iacute;rito cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o a esse mundo dominado pelo capitalismo&rdquo;, pontua o estudante de Jornalismo, Elton Vitor Coutinho.<\/p>\n<p>********<\/p>\n<p><strong>Quem conta um conto&#8230; <\/strong><\/p>\n<p>Por Ana Clara Barros*<\/div>\n<div align=\"justify\">Ainda na quarta-feira, 9 de janeiro, aconteceu a Mesa-redonda Encantos do Conto. Mediada pela professora Renata Pitombo, a Mesa tamb&eacute;m contou com a participa&ccedil;&atilde;o dos professores Adriana Telles e Carlos Ribeiro.<\/p>\n<p>O encontro aconteceu no Pouso da Palavra na cidade de Cachoeira, &agrave; luz de velas, sendo mais uma atra&ccedil;&atilde;o do Semin&aacute;rio de Literatura, Linguagem e Express&atilde;o.<\/p><\/div>\n<div align=\"justify\">O grande tema abordado e at&eacute; questionado, foi o g&ecirc;nero Conto. Dentre muitas explana&ccedil;&otilde;es, os participantes falaram do efeito que os contos t&ecirc;m que causar no leitor, da emo&ccedil;&atilde;o, do suspense, da excita&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o esquecendo da precis&atilde;o e concis&atilde;o que os caracteriza e possibilita a analogia com o jornalismo.<\/div>\n<div align=\"justify\">A professora Adriana Telles falou da sensibilidade que cada pessoa tem, da arte, da frui&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Cada vez que leio o mesmo conto, descubro coisas diferentes. Assim, a obra est&aacute; aberta para quem tem olhos para ela&rdquo;, afirmou Telles.<\/div>\n<div align=\"justify\">O professor Carlos Ribeiro abordou sobre o car&aacute;ter real e fant&aacute;stico dos contos, fazendo uma analogia com o jornalismo liter&aacute;rio. A professora Renata Pitombo explanou sobre a experi&ecirc;ncia da leitura compartilhada que teve com seus alunos da disciplina T&oacute;picos Especiais em Comunica&ccedil;&atilde;o. Segundo ela, a leitura, hoje em dia, passou a ser algo solit&aacute;rio, que se faz sozinho, n&atilde;o se contam mais hist&oacute;rias como antigamente. &ldquo;Foi por isso que resolvi possibilitar essa experi&ecirc;ncia para os alunos e escolhi os contos pelo afeto que eu tinha por eles&rdquo;, disse Pitombo.<\/div>\n<div align=\"justify\">O p&uacute;blico participou e questionou. Para V&iacute;rgilio El&iacute;sio, engenheiro cachoeirano que mora no Rio de Janeiro, o Semin&aacute;rio tem a cara da hist&oacute;ria de Cachoeira, e essas iniciativas catalisam a vida cultural da cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;* Ana Clara &eacute; estudante do Curso de Jornalismo da UFRB<\/p>\n<p>***************<\/p><\/div>\n<div align=\"justify\"><strong><br \/>Mesa Encantos do Conto foi composta por estudantes de Jornalismo<\/strong><\/div>\n<div align=\"justify\">Por Ana Clara Bastos<\/div>\n<div align=\"justify\">O Semin&aacute;rio de Literatura, Linguagem e Express&atilde;o fervilha a cidade de Cachoeira. Na tarde de quinta-feira, 10 de janeiro, as alunas da disciplina T&oacute;picos Especiais em Comunica&ccedil;&atilde;o, do curso de Jornalismo da UFRB, explanaram sobre autores e suas obras de contos. A disciplina &eacute; ministrada pela professora Renata Pitombo, e prop&ocirc;s, durante o 2&ordm; semestre de 2007, uma viagem pelo mundo dos contos.<br \/>Ao todo eram nove meninas que surpreenderam o p&uacute;blico e abordaram cinco autores diferentes. As alunas Jamile Teixeira e Joseane Vitena falaram sobre a vida do autor Nelson Rodrigues e seu livro &#039;A vida como ela &eacute;&#039;. Ilani Silva e Ana Clara Barros explanaram sobre Rubem Fonseca e sua obra &#039;Pequenas Criaturas&#039;. Paloma Braga e Aline Silva sobre &#039;Os 50 contos&#039; de Machado de Assis. Andr&eacute;ia Costa e Alana Oliveira discorreram sobre &#039;A carta roubada&#039; de Edgar Allan Poe. Ainda houve a apresenta&ccedil;&atilde;o do livro &#039;Fic&ccedil;&otilde;es&#039; de Jorge Lu&iacute;s Borges feita pela aluna La&iacute;s Fraga.<br \/>As alunas expuseram sobre a experi&ecirc;ncia de ler contos, e o modo de escrever de cada autor, sua linguagem, o estilo e seus temas prediletos.<br \/>Ao final das apresenta&ccedil;&otilde;es, foi aberto espa&ccedil;o para discuss&otilde;es. O p&uacute;blico questionou a influ&ecirc;ncia da literatura na hist&oacute;ria e no jornalismo. O poeta Orlando Pinheiro achou excelente a oportunidade de comunh&atilde;o entre pessoas pela leitura. &ldquo;Achei uma experi&ecirc;ncia deliciosa, antigamente as pessoas se reuniam para ler e &eacute; importante resgatar esse costume&rdquo;, afirma Pinheiro.<\/div>\n<div align=\"justify\">******* <\/div>\n<div align=\"justify\"><strong><br \/>L&iacute;ngua e Paix&atilde;o<\/strong><\/div>\n<div align=\"justify\">Por Gislene Mesquita<\/p>\n<\/div>\n<div align=\"justify\">Dia 10 &agrave; noite. Monclar Valverde, m&uacute;sico e professor, na palestra Paix&atilde;o, Poesia e Linguagem, afirmou:&ldquo;A l&iacute;ngua precisa da paix&atilde;o para se tornar poesia&rdquo;.<br \/>Segundo Valverde, a paix&atilde;o pela l&iacute;ngua que torna a poesia poss&iacute;vel se d&aacute; pelo entusiasmo que seria a paix&atilde;o pela paix&atilde;o. Somos todos movidos por esse entusiasmo. Ele nos leva&nbsp;a nos expressarmos.<br \/>Valverde falou de outras formas de arte al&eacute;m da poesia, como a m&uacute;sica. Para ele &eacute; imposs&iacute;vel explicar a can&ccedil;&atilde;o apenas pela letra, pois o &ecirc;xito da can&ccedil;&atilde;o se d&aacute; tamb&eacute;m pelo tom, pela sonoridade. Por&eacute;m, as pessoas costumam ter esse v&iacute;cio semi&oacute;tico.<br \/>A paix&atilde;o foi outro tema bastante discutido. &ldquo;Estar apaixonado &eacute; o oposto de ser livre. Essa id&eacute;ia parece paradoxal, pois prezamos a liberdade. Mas, estar apaixonado &eacute; estar escravizado pela paix&atilde;o, e isso nos traz felicidade&rdquo;,&nbsp;analisou.<br \/>Sobre a linguagem, Valverde afirmou que nenhuma l&iacute;ngua nasce da gram&aacute;tica, ocorre justamente o inverso. &ldquo;A linguagem n&atilde;o &eacute; l&oacute;gica, primeiro aprendemos a l&iacute;ngua, depois sua gram&aacute;tica&rdquo;, diz ele. Ao fim da palestra,&nbsp;ele recitou um de seus poemas e, selecionou a m&uacute;sica Cantiucula, do seu segundo &aacute;lbum, para a plat&eacute;ia apreciar um pouco de sua arte.<br \/>Depois, o p&uacute;blico se reuniu na Pra&ccedil;a Dr. Milton em Cachoeira, onde ocorreram recitais com a presen&ccedil;a dos cordelistas Ant&ocirc;nio Barreto, Gutemberg Santana e S&eacute;rgio Bahialista.&nbsp;&nbsp;<\/div>\n<div align=\"justify\">************<br \/><strong><br \/>Existe uma literatura negra?<\/strong><\/div>\n<div align=\"justify\">Por Ted Sampaio *<\/p>\n<\/div>\n<div align=\"justify\">Na manh&atilde; da sexta-feira, dia 11, os debates se deram em torno da literatura negra. Intitulada de &#039;Poemas Negros, Negros Poemas&#039;, a mesa de debates contou com a participa&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Carlos Limeira, Land&ecirc; Onawale, Wesley Barbosa e H&eacute;lio Assis.<\/div>\n<div align=\"justify\">Depois de declamarem algumas poesias abordando a situa&ccedil;&atilde;o social, pol&iacute;tica, religiosa e cultural da popula&ccedil;&atilde;o negra no Brasil, foi aberta a discuss&atilde;o &agrave; plat&eacute;ia que fez elogios aos poetas e estudiosos que compunham a mesa.<\/div>\n<div align=\"justify\">Mas a plat&eacute;ia tamb&eacute;m fez cr&iacute;ticas, sobre quest&otilde;es preconceituosas. A discuss&atilde;o ficou acirrada ap&oacute;s o poeta Tanuse Cardoso, que fazia parte da plat&eacute;ia, questionar sobre a real exist&ecirc;ncia de uma literatura negra. Segundo Cardoso, a denomina&ccedil;&atilde;o &ldquo;literatura negra&rdquo;, assim como a literatura gay entre outras, n&atilde;o deveria existir, j&aacute; que todas estas s&atilde;o simplesmente literatura brasileira.<\/div>\n<div align=\"justify\">Para Land&ecirc; Onawale, a literatura negra apresenta algumas especificidades que permitem essa classifica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Ela reflete toda uma cultura de afirma&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz Onawale. Segundo ele, a popula&ccedil;&atilde;o negra sofreu, e ainda sofre, todo tipo de preconceito, encontrando na literatura um ve&iacute;culo de divulga&ccedil;&atilde;o. O poeta define o estilo como uma forma de revidar estes ataques. &ldquo;N&atilde;o existe literatura negra que n&atilde;o seja uma forma de luta&rdquo;, completa.<\/div>\n<div align=\"justify\">A comunic&oacute;loga Luisa Mahin, que fazia parte da plat&eacute;ia, afirmou que a literatura negra &eacute; uma forma de resist&ecirc;ncia cultural. &Eacute; uma ruptura com os padr&otilde;es existentes na sociedade brasileira.<\/div>\n<div align=\"justify\">Jos&eacute; Carlos Limeira tamb&eacute;m defende a classifica&ccedil;&atilde;o de uma literatura negra. &ldquo;Todos os escritores deste estilo prov&eacute;m do movimento negro, por isso &eacute;, de fato, uma forma de luta&rdquo;, afirma Limeira. Para a fil&oacute;sofa Regina Pouchain, n&atilde;o existe poesia negra, mas poesia brasileira. <\/div>\n<div align=\"justify\">Acusa&ccedil;&otilde;es de racismo trocadas entre palestrantes e plat&eacute;ia apressaram o t&eacute;rmino das discuss&otilde;es encerrando as atividades da manh&atilde;. <\/div>\n<div align=\"justify\">* Ted &eacute; estudante de jornalismo da UFRB. <\/div>\n<div align=\"justify\">********&nbsp;<\/div>\n<div align=\"justify\"><strong>&ldquo;Re-ci-ta&nbsp; Po-e-ta&rdquo;<\/strong><\/div>\n<div align=\"justify\">Por Ted Sampaio<\/div>\n<div align=\"justify\">No s&aacute;bado, dia 12, as atividades se deram durante todo o dia. Um caf&eacute; da manh&atilde; liter&aacute;rio no Pouso da Palavra abriu a programa&ccedil;&atilde;o. Falando sobre Literatura Fant&aacute;stica, o escritor Carlos Em&iacute;lio C. Lima foi o palestrante do dia. O &ldquo;bate-papo liter&aacute;rio&rdquo;, como foi chamado pelos organizadores do evento, contou ainda com a participa&ccedil;&atilde;o de poesias recitadas por integrantes da plat&eacute;ia.<\/div>\n<div align=\"justify\">Pela tarde os participantes do Semin&aacute;rio de Literatura, Linguagem e Express&atilde;o sa&iacute;ram em cortejo pelas ruas da cidade. Com gritos de &ldquo;recita poeta&rdquo;, provocavam a popula&ccedil;&atilde;o a se atentarem para a import&acirc;ncia das poesias, contos e demais tipos de literaturas.<\/div>\n<div align=\"justify\">No cortejo foram entregues peda&ccedil;os de bambus que continham poemas. Cada pessoa ficou respons&aacute;vel por um bambu que seria lan&ccedil;ado no rio Paragua&ccedil;u a fim de que fossem, um dia, encontrados por algu&eacute;m. <\/div>\n<div align=\"justify\">Ao se aproximar do fim da tarde, o cortejo saiu de barco pelo rio em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Pedra da Baleia, onde foram lan&ccedil;ados os bambus. <\/div>\n<div align=\"justify\">&Agrave;&nbsp;noite o evento retornou ao Pouso da Palavra. Na ocasi&atilde;o foi feita uma homenagem aos poetas Fran&ccedil;a, Erickson Luna e Zeca de Magalh&atilde;es, j&aacute; falecidos. Participaram dessa homenagem poetas como Nuno Gon&ccedil;alves, Ant&ocirc;nio Barreto, Dam&aacute;rio Dacruz, Geraldo Maia, Jurandir Rita entre outros que foram acompanhados por um grupo de samba de roda.<\/div>\n<div align=\"justify\">Terminado o recital os participantes sa&iacute;ram novamente em cortejo, dessa vez para o Restaurante da Maga. L&aacute; aconteceu o Sambando na Poesia, um projeto que envolve samba de crioulo intercalado por poemas. <\/div>\n<div align=\"justify\">O I Semin&aacute;rio de Literatura, Linguagem e Express&atilde;o foi encerrado com samba, anima&ccedil;&atilde;o e a sensa&ccedil;&atilde;o de dever cumprido por parte dos organizadores que prometem um evento ainda maior no pr&oacute;ximo ano. <\/div>\n<div align=\"justify\">****<\/div>\n<div align=\"justify\">Veja as fotos:&nbsp;<\/div>\n<div align=\"center\">{gallery}noticias\/sem_literatura\/fotos{\/gallery} <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Semin&aacute;rio de Literatura, Linguagem &amp; Express&atilde;o, realizado entre 08 a 12 de janeiro,&nbsp;foi uma proposta de construir um espa&ccedil;o de reflex&atilde;o, fomento e viv&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia liter&aacute;ria na cidade de Cachoeira. 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