{"id":22738,"date":"2010-10-05T12:45:59","date_gmt":"2010-10-05T12:45:59","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2010\/10\/05\/em-artigo-pro-reitor-de-extensao-comenta-a-contribuicao-da-extensao-universitaria-para-o-desenvolvimento-de-tecnologias-sociais\/"},"modified":"2010-10-05T12:45:59","modified_gmt":"2010-10-05T12:45:59","slug":"em-artigo-pro-reitor-de-extensao-comenta-a-contribuicao-da-extensao-universitaria-para-o-desenvolvimento-de-tecnologias-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/em-artigo-pro-reitor-de-extensao-comenta-a-contribuicao-da-extensao-universitaria-para-o-desenvolvimento-de-tecnologias-sociais\/","title":{"rendered":"Em artigo, pr\u00f3-reitor de Extens\u00e3o comenta a contribui\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o universit\u00e1ria para o desenvolvimento de Tecnologias Sociais"},"content":{"rendered":"<p><strong>A contribui\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o universit\u00e1ria para o desenvolvimento de Tecnologias Sociais<\/strong><\/p>\n<p>Por Aelson Silva de Almeida, Pr\u00f3-Reitor de Extens\u00e3o da UFRB.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, no Brasil, ocasionada\u00a0 por fatores pol\u00edtico-conjunturais,a cobran\u00e7a por uma universidade\u00a0 mais inclusiva e mais pr\u00f3xima das\u00a0 demandas sociais tem\u00a0 crescido\u00a0 significativamente. \u00c9 advinda de setores\u00a0 de Extens\u00e3o das Universidades P\u00fablicas\u00a0 dos movimentos sociais, organiza\u00e7\u00f5es\u00a0 n\u00e3o governamentais e de governos, que\u00a0 cobram um compromisso, sobretudo\u00a0 advogando uma resposta mais efetiva \u00e0 cr\u00edtica, aos ajustes e, principalmente,\u00a0 \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do acesso dos grupos\u00a0 populacionais \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Um dos exemplos ilustrativos dessa cobran\u00e7a \u00e9 o movimento de institui\u00e7\u00f5es em defesa da promo\u00e7\u00e3o da inclus\u00e3o social de popula\u00e7\u00f5es\u00a0 vulnerabilizadas pela pobreza por meio da disponibiliza\u00e7\u00e3o de Tecnologias Sociais (TS). A quest\u00e3o apresentada \u00e9: o que se espera\u00a0 da universidade p\u00fablica brasileira em termos de contribui\u00e7\u00e3o para o\u00a0 desenvolvimento de Tecnologias Sociais? Ou, \u00e9 poss\u00edvel a universidade,\u00a0 com o seu isolamento estrutural, articular a Extens\u00e3o, o Ensino e a Pesquisa em favor da produ\u00e7\u00e3o de Tecnologias Sociais para segmentos\u00a0 populacionais exclu\u00eddos? S\u00e3o estas quest\u00f5es que o texto pretende elucidar ou, pelo menos,\u00a0 fornecer mais elementos para a constru\u00e7\u00e3o de outra postura da\u00a0 universidade e \u00f3rg\u00e3os financiadores em rela\u00e7\u00e3o ao enfrentamento dos graves problemas de exclus\u00e3o vividos pela maioria da popula\u00e7\u00e3o\u00a0 brasileira.<\/p>\n<p>Quest\u00f5es estruturais da universidade<\/p>\n<p>Para Dagnino (2004), a universidade \u00e9 disfuncional tanto \u00e0 classe mais\u00a0 abastada da popula\u00e7\u00e3o brasileira, quanto aos mais marginalizados.\u00a0 O autor evidencia que sua estrutura institucional, que prima pela\u00a0 promo\u00e7\u00e3o e status individuais, associada a uma vis\u00e3o linear de\u00a0 produ\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de conhecimentos e tecnologias, n\u00e3o possibilita,\u00a0 por um lado, a vincula\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas por meio da inova\u00e7\u00e3o\u00a0 tecnol\u00f3gica. Por outro, a postura de detentores dos conhecimentos\u00a0 cient\u00edficos n\u00e3o possibilita maior aproxima\u00e7\u00e3o das comunidades por\u00a0 n\u00e3o dispor de identifica\u00e7\u00e3o com as causas populares ou, simplesmente,\u00a0 por n\u00e3o possuir conhecimento adequado que permita intera\u00e7\u00e3o. Esse\u00a0 fato ocorre, na maioria das vezes, para tentar legitimar a pr\u00e1tica,\u00a0\u00a0 o oferecimento pontual de cursos, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e outras\u00a0 modalidades tipicamente assistencialistas.<\/p>\n<p>Em outras palavras, o que se observa, na organiza\u00e7\u00e3o da vida acad\u00eamica, \u00e9 que as fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas \u2013 o Ensino, a Pesquisa e a Extens\u00e3o \u2013, quando\u00a0 existem, s\u00e3o exercidas com impressionante independ\u00eancia uma da\u00a0 outra. Ademais, s\u00e3o sempre percebidas como fim da a\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria\u00a0 e n\u00e3o meio para promover o desenvolvimento e a qualidade de vida.<\/p>\n<p>A indissociabilidade, prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira, tem sido\u00a0 historicamente renegada, e a Extens\u00e3o, em especial, continua sendo\u00a0 considerada o \u201csapo\u201d da hist\u00f3ria, quando deveria ser al\u00e7ada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o\u00a0 de \u201cpr\u00edncipe\u201d, de acordo com a met\u00e1fora de Ribeiro (2007).\u00a0 Apenas mais recentemente, notadamente por interfer\u00eancia do F\u00f3rum\u00a0 de Pr\u00f3-Reitores de Extens\u00e3o das Universidades P\u00fablicas Brasileiras\u00a0 (Forproex) e de \u00f3rg\u00e3os de governos preocupados com a efetividade das\u00a0 pol\u00edticas p\u00fablicas, \u00e9 que o n\u00e3o financiamento da Extens\u00e3o Universit\u00e1ria\u00a0 tem recebido cr\u00edticas e come\u00e7am a aparecer algumas iniciativas em\u00a0 \u00f3rg\u00e3os de fomento, a exemplo das bolsas de Extens\u00e3o do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).<\/p>\n<p>Contudo, a dificuldade da implementa\u00e7\u00e3o da Extens\u00e3o Universit\u00e1ria\u00a0 n\u00e3o reside apenas no financiamento da Extens\u00e3o, mas, sobretudo, nas\u00a0 concep\u00e7\u00f5es que lhe deram origem.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica da Extens\u00e3o tem origem na concep\u00e7\u00e3o de universidade\u00a0 detentora do saber, \u00fanico, verdadeiro, iluminado que, por um lado,\u00a0 deveria ser transferido \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e, por outro, deveria ser colocado\u00a0 para assistir \u00e0 popula\u00e7\u00e3o com o provimento de algum servi\u00e7o. Dessa\u00a0 forma, a Extens\u00e3o Universit\u00e1ria Brasileira herda os modelos Europeu\u00a0 e Americano da oferta de cursos e da presta\u00e7\u00e3o assistencial de servi\u00e7os,\u00a0 respectivamente.<\/p>\n<p>A realidade e a necessidade de repensar a pr\u00e1tica da Extens\u00e3o Universit\u00e1ria s\u00f3 come\u00e7am a ser pautadas no Brasil a partir do\u00a0 movimento estudantil (Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes \u2013 UNE) com\u00a0 os projetos de democratiza\u00e7\u00e3o do ensino. Mais recentemente, com a\u00a0 cria\u00e7\u00e3o do Forproex, em 1987, os modelos conceitual e institucional\u00a0 receberam cr\u00edticas e formula\u00e7\u00f5es de alternativas para o surgimento\u00a0 de uma Extens\u00e3o Universit\u00e1ria mais engajada, dialogada e pr\u00f3xima da\u00a0 popula\u00e7\u00e3o mais exclu\u00edda (SOUSA, 2000).<\/p>\n<p>As novas proposi\u00e7\u00f5es pressup\u00f5em uma a\u00e7\u00e3o processual e cont\u00ednua,\u00a0 n\u00e3o pontual, em que o conhecimento cient\u00edfico interaja com os demais\u00a0 saberes da popula\u00e7\u00e3o, em um di\u00e1logo permanente, visando \u00e0 produ\u00e7\u00e3o\u00a0 de conhecimentos e \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o para a resolu\u00e7\u00e3o de problemas\u00a0 concretos das pessoas e de suas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Plano Nacional de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria (FORPROEX, 2001) \u00e9\u00a0 refer\u00eancia para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de Extens\u00e3o nas universidades\u00a0 p\u00fablicas brasileiras e salienta a necessidade de supera\u00e7\u00e3o da Extens\u00e3o\u00a0 assistencialista e refor\u00e7a a necessidade da Extens\u00e3o como \u201cprocesso\u00a0 educativo, cient\u00edfico e cultural que articula o ensino e a pesquisa,\u00a0 de forma indissoci\u00e1vel, viabilizando a rela\u00e7\u00e3o transformadora entre\u00a0 universidade e sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Assim, para que a universidade crie v\u00ednculos com a sociedade de intera\u00e7\u00e3o\u00a0 e n\u00e3o de transfer\u00eancia de tecnologias, destoadas das realidades vividas,\u00a0 \u00e9 necess\u00e1rio criar, permanentemente, um ambiente institucional que\u00a0 reforce o car\u00e1ter indissoci\u00e1vel da Extens\u00e3o, do Ensino e da Pesquisa. E,\u00a0 ainda, ir al\u00e9m na compreens\u00e3o de que a pr\u00e1tica extensionista interativa\u00a0 na universidade mant\u00e9m uma constante din\u00e2mica e renova\u00e7\u00e3o dos\u00a0 conte\u00fados em sala de aula e produz investiga\u00e7\u00e3o, conhecimentos e\u00a0 tecnologias na medida em que as posturas defensoras da neutralidade\u00a0 axiol\u00f3gica deixam de existir e as pesquisas passam a ser a descoberta da\u00a0 realidade, dos problemas da popula\u00e7\u00e3o e das respostas aos problemas\u00a0 para a imediata apropria\u00e7\u00e3o dos resultados.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto de mudan\u00e7a de enfoque epistemol\u00f3gico (vis\u00e3o de\u00a0 mundo, compreens\u00e3o da realidade) e metodol\u00f3gico (instrumento mais\u00a0 democr\u00e1tico na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico)\u00a0 que se insere a nova pr\u00e1tica da Extens\u00e3o. Decorre da\u00ed que a Extens\u00e3o\u00a0 deve ser necess\u00e1ria para o processo formativo da comunidade\u00a0 acad\u00eamica e tamb\u00e9m deve contribuir para viabilizar as transforma\u00e7\u00f5es\u00a0 necess\u00e1rias da sociedade.<\/p>\n<p>Nesse \u00faltimo aspecto, h\u00e1 uma crescente demanda para que a\u00a0 universidade contribua com o desenvolvimento de TS, o que s\u00f3 se\u00a0 concretiza a partir da vis\u00e3o de Extens\u00e3o interativa aqui defendida. \u00c9\u00a0 certo que essa vis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 compartilhada pela totalidade ou maioria\u00a0 dos docentes, mas incorpora-se por nichos existentes no seio das\u00a0 universidades p\u00fablicas, ocupando as brechas e construindo uma nova\u00a0 possibilidade de mudan\u00e7a, como afirma Dagnino (2004).<\/p>\n<p>As Tecnologias Sociais<\/p>\n<p>A defesa do que se convencionou chamar de Tecnologia Social (TS)\u00a0 fundamenta-se na oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s tecnologias convencionais. A\u00a0 universidade que se presta, por meio da Extens\u00e3o e da Pesquisa, a\u00a0 desenvolver Tecnologias Sociais necessariamente necessita despir-se\u00a0 da tradi\u00e7\u00e3o do modelo tecnol\u00f3gico moderno que produziu a tecnologia\u00a0 convencional ou pelo menos realizar as adequa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a\u00a0 nova realidade, especialmente dos empreendimentos populares, o que\u00a0 foi chamada pelo professor Dagnino (2004) de adequa\u00e7\u00e3o sociot\u00e9cnica.\u00a0 A TS contrap\u00f5e-se ao modelo que valoriza a libera\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra,\u00a0 utiliza insumos externos em demasia, degrada o meio ambiente, n\u00e3o\u00a0 valoriza o potencial e a cultura locais e gera depend\u00eancia, caracter\u00edsticas\u00a0 constituintes da Tecnologia Convencional.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o de TS vai al\u00e9m do enfoque no artefato e agarra-se no\u00a0 contexto e na realidade concreta dos sujeitos para transformar. \u00c9 um\u00a0 posicionamento pol\u00edtico, na medida em que \u00e9 um situar-se no mundo\u00a0 das pessoas e de seu espa\u00e7o, sua organiza\u00e7\u00e3o, de forma independente,\u00a0 aut\u00f4noma e autogestion\u00e1ria. A TS \u00e9 um instrumento pedag\u00f3gico, pelo\u00a0 qual todos aprendem no construir das solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Essas caracter\u00edsticas da constru\u00e7\u00e3o social da TS aproximam do\u00a0 conceito de Extens\u00e3o interativa. Compreender a concep\u00e7\u00e3o e as\u00a0 metodologias para desenvolvimento das TSs \u00e9 fundamental para a\u00a0 atua\u00e7\u00e3o verdadeiramente de intera\u00e7\u00e3o universidade\u2013comunidade.\u00a0 De acordo com Thiollent (2005), as metodologias participativas e a pesquisa-a\u00e7\u00e3o possibilitam a integra\u00e7\u00e3o e viabiliza o desenvolvimento\u00a0 de Tecnologias Sociais, indispens\u00e1veis ao desenvolvimento social.<\/p>\n<p>Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/p>\n<p>A universidade p\u00fablica brasileira necessita rever seus pressupostos\u00a0 paradigm\u00e1ticos e antenar-se para as novas configura\u00e7\u00f5es e as\u00a0 necessidades do ensino superior. A articula\u00e7\u00e3o virtuosa da pesquisa e Extens\u00e3o pode trazer, \u00e0 luz dos princ\u00edpios que regem o movimento\u00a0 pela defesa da promo\u00e7\u00e3o das tecnologias sociais, contribui\u00e7\u00f5es\u00a0 significativas para a transforma\u00e7\u00e3o das estruturas que privilegiam poucos em detrimento de muitos. Quebrar resist\u00eancias, modificar\u00a0 arranjos institucionais, valorizar nichos e iniciativas emancipadoras s\u00e3o\u00a0 condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a prof\u00edcua rela\u00e7\u00e3o universidade\u2013comunidade.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p>DAGNINO, R. A tecnologia social e seus desafios. In: FUNDA\u00c7\u00c3O BANCO DO\u00a0 BRASIL. Tecnologia Social: uma estrat\u00e9gia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro:\u00a0 Funda\u00e7\u00e3o Banco do Brasil, 2004. p. 187-209.<br \/>F\u00d3RUM DE PR\u00d3-REITORES DE EXTENS\u00c3O DAS UNIVERSIDADES P\u00daBLICAS BRASILEIRAS. Plano Nacional de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria. Rio de Janeiro: Forproex, 2001. Dispon\u00edvel em: .<br \/>RIBEIRO, R. J. Pref\u00e1cio: o sapo e o pr\u00edncipe. In: ALMEIDA FILHO, N. Universidade\u00a0 nova: textos cr\u00edticos e esperan\u00e7osos. Bras\u00edlia\/Salvador: UNB\/ Edufba, 2007. p. 11-18.<br \/>SOUSA, A. L. L. A hist\u00f3ria da extens\u00e3o universit\u00e1ria. Campinas: Al\u00ednea, 2000.<br \/>THIOLLENT, M. Perspectiva da metodologia de pesquisa participativa e de pesquisa-a\u00e7\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o de projetos sociais e solid\u00e1rios. In: LIANZA, S.; ADDOR, F. (Orgs.). Tecnologia e desenvolvimento social e solid\u00e1rio. Porto Alegre: UFRGS, 2005. p. 172-189.<\/p>\n<p>Fonte: Livro Tecnologia Social e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel: Contribui\u00e7\u00f5es da RTS para a formula\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de Estado de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o. Junho de 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A contribui\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o universit\u00e1ria para o desenvolvimento de Tecnologias Sociais Por Aelson Silva de Almeida, Pr\u00f3-Reitor de Extens\u00e3o da UFRB. 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