{"id":23266,"date":"2011-08-30T21:29:17","date_gmt":"2011-08-30T21:29:17","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2011\/08\/30\/nota-publica-campus-da-ufrb-em-feira-de-santana\/"},"modified":"2011-08-30T21:29:17","modified_gmt":"2011-08-30T21:29:17","slug":"nota-publica-campus-da-ufrb-em-feira-de-santana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/nota-publica-campus-da-ufrb-em-feira-de-santana\/","title":{"rendered":"Nota P\u00fablica &#8211; Campus da UFRB em Feira de Santana"},"content":{"rendered":"<p>No dia 16 de agosto, a Excelent\u00edssima Senhora Presidenta da  Rep\u00fablica, Dilma Rousseff, autorizou a implanta\u00e7\u00e3o de duas novas  universidades federais na Bahia: a Universidade Federal do Oeste da  Bahia (UFOBA) e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFESBA). Al\u00e9m  disso, a Presidenta resolveu implantar tr\u00eas novos campi em nosso estado:  em Cama\u00e7ari, um campus da UFBA; em S\u00e3o Francisco do Conde, o campus da  UNILAB e em Feira de Santana, um campus da UFRB.<\/p>\n<p>Posteriormente, numa reuni\u00e3o com o Secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o Superior,  dia 24 de agosto, ouvimos que o Governo est\u00e1 explicitando o seu projeto  de expans\u00e3o j\u00e1 no primeiro ano de mandato, visando criar uma agenda que  permita as institui\u00e7\u00f5es envolvidas pensar o processo de forma planejada.<\/p>\n<p>Nossa universidade foi criada em 2005, gestada em virtude de um amplo  processo de mobiliza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtico. A Bahia, com uma \u00e1rea de  564.830 km\u00b2, 417 munic\u00edpios e uma popula\u00e7\u00e3o de mais de 14 milh\u00f5es de  habitantes, possu\u00eda, ent\u00e3o, uma \u00fanica universidade federal.<\/p>\n<p>Era, portanto, inadmiss\u00edvel que o nosso estado ocupasse a pen\u00faltima  posi\u00e7\u00e3o no ranking de n\u00famero de vagas em universidades p\u00fablicas federais  para cada mil habitantes. A perman\u00eancia desta condi\u00e7\u00e3o comprometeria o  futuro das novas gera\u00e7\u00f5es e legaria \u00e0 Bahia graves entraves ao seu  desenvolvimento.<\/p>\n<p>A sa\u00edda era enfrentar as barreiras existentes e derrubar o muro que  nos separava do ensino p\u00fablico federal. Organizamos mais de 50 reuni\u00f5es e  audi\u00eancias p\u00fablicas, com a participa\u00e7\u00e3o de intelectuais, artistas,  pol\u00edticos e, sobretudo, com o apoio dos milhares de an\u00f4nimos da  sociedade civil que percebiam a import\u00e2ncia deste movimento e as  conseq\u00fc\u00eancias que ele teria para o presente de nossas cidades e para o  futuro de nossa gente. A hist\u00f3ria mostra que est\u00e1vamos certos.<\/p>\n<p>Hoje a UFRB est\u00e1 presente em Amargosa, Cachoeira, Cruz das Almas e  Santo Ant\u00f4nio de Jesus. Contamos com mais de 8 mil alunos, 39 cursos de  gradua\u00e7\u00e3o, nove cursos de mestrado e um doutorado. Temos 550 professores  e 450 servidores t\u00e9cnicos-administrativos.<\/p>\n<p>O fato de a UFRB ser aquela, dentre as novas universidades federais  criadas nos \u00faltimos anos, com o maior percentual de alunos das classes  C, D e E \u00e9 um indicativo importante de sua fun\u00e7\u00e3o social e do papel que  uma universidade como a nossa cumpre na luta que travamos contra as  graves desigualdades sociais ainda existentes.<\/p>\n<p>Para o nosso orgulho, somos tamb\u00e9m a universidade federal brasileira  que possui o maior percentual de alunos negros. Em grande parte, isto se  deve \u00e0 decis\u00e3o de implantarmos uma consistente pol\u00edtica de a\u00e7\u00f5es  afirmativas e de assist\u00eancia estudantil que se tornou refer\u00eancia  nacional e objeto de estudo de muitos pesquisadores.<\/p>\n<p>Se \u00e9 verdade que inclu\u00edmos tantos estudantes de baixa renda, esta  mesma realidade nos demanda ainda mais pol\u00edticas de assist\u00eancia  estudantil e perman\u00eancia que permitam a forma\u00e7\u00e3o de nossos alunos. Este \u00e9  um processo dial\u00e9tico que enfrentamos com convic\u00e7\u00e3o e empenho.<\/p>\n<p>Agora, mais uma vez, a UFRB \u00e9 convocada a dar sua contribui\u00e7\u00e3o no  processo de interioriza\u00e7\u00e3o das universidades p\u00fablicas federais, dentro  do programa de expans\u00e3o da rede p\u00fablica de ensino superior.<\/p>\n<p>Neste momento, a Excelent\u00edssima Presidenta da Rep\u00fablica, Dilma  Rousseff, resolveu que chegou o momento de contribuirmos para a  transforma\u00e7\u00e3o na vida de outros milhares de cidad\u00e3os baianos, jovens ou  n\u00e3o, por meio do ensino, da pesquisa e da extens\u00e3o. A presidenta nos  convocou a implantarmos um campus da UFRB em Feira de Santana, munic\u00edpio  em que grande parcela de nossa comunidade mora e terra natal de parcela  ainda maior de discentes, docentes e servidores  t\u00e9cnico-administrativos, o que nos une ainda mais.<\/p>\n<p>Sabemos que uma universidade n\u00e3o define seu espa\u00e7o de atua\u00e7\u00e3o  exclusivamente pelo nome que carrega, muito menos pela regi\u00e3o que abriga  a sua sede. Por este motivo, no mesmo momento em que a UFRB foi  convocada a implantar o campus de Feira de Santana, a Universidade do  Vale do Jequitinhonha e Mucuri implantar\u00e1 os campi de Una\u00ed e Jana\u00faba (na  Bacia Hidrogr\u00e1fica do S\u00e3o Francisco), a Universidade Federal de Juiz de  Fora ter\u00e1 um campus em Governador Valadares e a Universidade Federal de  Uberl\u00e2ndia implantar\u00e1 mais dois campi, o primeiro em Patos de Minas e o  segundo em Monte Carmelo. Tais acontecimentos confirmam o que dissemos  acima.<\/p>\n<p>Entretanto, mesmo que segu\u00edssemos um equivocado crit\u00e9rio de defini\u00e7\u00e3o  do espa\u00e7o de atua\u00e7\u00e3o direta de uma universidade, a partir do locus de  sua sede, possivelmente nenhum especialista se atreveria a determinar  linhas r\u00edgidas para delimitar o territ\u00f3rio daquilo que historicamente se  convencionou chamar de Rec\u00f4ncavo. Sempre devemos falar de faixas de  transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A antiga Villa do Arraial de Feira de Sant`Anna, criada em 9 de maio  de 1833, nasceu do desmembramento de seu territ\u00f3rio daquele ent\u00e3o  pertencente ao munic\u00edpio de Cachoeira. Hoje, Feira de Santana possui um  territ\u00f3rio com 1.337 km\u00b2, popula\u00e7\u00e3o estimada de mais de 556 mil  habitantes e uma densidade demogr\u00e1fica de 416,03 habitantes por  quil\u00f4metro quadrado (IBGE\/2010), entretanto, ainda n\u00e3o conta com uma  universidade federal.<\/p>\n<p>Diante do papel que me foi designado pelas urnas e ratificado pelo  Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, que me nomeou Reitor da Universidade Federal do  Rec\u00f4ncavo da Bahia, tenho por bem expressar de maneira clara e objetiva o  posicionamento da Reitoria nesta quest\u00e3o.<\/p>\n<p>A iniciativa de implantar um campus em Feira de Santana partiu da  Presidenta da Rep\u00fablica, entretanto, ao tomarmos conhecimento desta  decis\u00e3o, atuamos firmemente para que esse campus fosse da UFRB. Temos de  considerar diversas quest\u00f5es como, por exemplo, a possibilidade do  di\u00e1logo UEFS-UFRB que seguramente pode resultar na maior articula\u00e7\u00e3o  regional da hist\u00f3ria da Bahia, sem a tutoria soteropolitana. E isso deve  ser percebido como um fato portador de sementes de futuro. Demais,  consideramos que a implanta\u00e7\u00e3o desse campus por qualquer outra  universidade federal, t\u00e3o perto da nossa, nesse momento em que a UFRB  precisa conquistar recursos e apoio para se consolidar, seria contra os  interesses estrat\u00e9gicos da nossa universidade.<\/p>\n<p>Acreditamos que \u00e9 uma honra para qualquer universidade do mundo  instalar um campus em Feira de Santana. Seu povo, hist\u00f3ria, tradi\u00e7\u00f5es, a  pujan\u00e7a econ\u00f4mica e cultural, fazem de Feira de Santana um local  privilegiado para o desenvolvimento da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a alta densidade demogr\u00e1fica do munic\u00edpio, aliada ao fato  de ser a maior cidade do interior do norte e nordeste do Brasil,  elevar\u00e1 a UFRB a um patamar ainda maior, o que contribuir\u00e1 decisivamente  para a atra\u00e7\u00e3o mais eficiente de recursos humanos e novos  investimentos, que beneficiar\u00e3o toda a comunidade acad\u00eamica da UFRB, em  todos os seus extremos geogr\u00e1ficos. Ao contr\u00e1rio de concorrer com os  recursos agora existentes, um campus em Feira de Santana significa a  possibilidade de maior capta\u00e7\u00e3o deles.<\/p>\n<p>Ademais, se por ventura fossemos esperar a resolu\u00e7\u00e3o de todos os  problemas inerentes \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de qualquer universidade, para s\u00f3  ent\u00e3o, diante de uma realidade ideal, ampliar os nossos cursos e \u00e1rea de  atua\u00e7\u00e3o, possivelmente a UFRB estaria instalada em uma s\u00f3 cidade e a  maioria de n\u00f3s n\u00e3o faria parte desta comunidade. Foi a nega\u00e7\u00e3o desta  premissa que permitiu que, hoje, milhares de estudantes, docentes e  t\u00e9cnico-administrativos construam esta experi\u00eancia civilizat\u00f3ria chamada  UFRB.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que contamos com grande apoio da comunidade baiana  para que a UFRB fosse a institui\u00e7\u00e3o escolhida para a implanta\u00e7\u00e3o do  campus de Feira de Santana. Nesse aspecto vale destacar a valorosa  colabora\u00e7\u00e3o do Magn\u00edfico Reitor da Universidade Estadual de Feira de  Santana, Professor Jos\u00e9 Carlos de Santana, que defendeu com firmeza e  densidade acad\u00eamica o protagonismo da UFRB nesse processo.<\/p>\n<p>O maior motivo pelo qual a Reitoria defende a implanta\u00e7\u00e3o do campus  de Feira de Santana \u00e9 o compromisso que temos com o desenvolvimento  cultural e cient\u00edfico de nosso estado. Apoiar e atuar para a amplia\u00e7\u00e3o  do n\u00famero das vagas em universidades federais no Estado da Bahia \u00e9 um  compromisso que assumimos desde o nosso nascimento e antes disso, quando  ainda sonh\u00e1vamos com tal perspectiva. Nosso papel hist\u00f3rico \u00e9  contribuir para o avan\u00e7o com excel\u00eancia e inclus\u00e3o social e, desta  forma, renegar tal compromisso seria dar as costas \u00e0 vontade da  comunidade acad\u00eamica, expressa legitimamente nas urnas, em nosso recente  processo de consulta interna que ratificou tal projeto.<\/p>\n<p>Negar aos jovens e adultos, sobretudo os de baixa renda, o acesso \u00e0  universidade seria uma contradi\u00e7\u00e3o com a nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Por isso, defenderemos a implanta\u00e7\u00e3o do campus da UFRB em Feira de  Santana, da mesma forma que defendemos, e continuaremos a faz\u00ea-lo, a  implanta\u00e7\u00e3o de campi na hist\u00f3rica cidade de Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o, e  tamb\u00e9m em Valen\u00e7a e Nazar\u00e9 das Farinhas.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que a universidade \u00e9 aut\u00f4noma, n\u00e3o \u00e9 soberana.  Estes dois conceitos n\u00e3o podem ser confundidos, sobretudo numa academia.  A soberania \u00e9 uma prerrogativa do Estado. Assim, coube \u00e0 Presidenta da  Rep\u00fablica, e somente a ela, a decis\u00e3o de, neste momento, definir pela a  instala\u00e7\u00e3o de um campus em Feira de Santana e convocar a UFRB a assumir  tal tarefa.<\/p>\n<p>Tarefa esta que a Reitoria acatou e defender\u00e1, como um imperativo de  justi\u00e7a, coer\u00eancia e compromisso com o desenvolvimento cultural, social e  cient\u00edfico de nossa Na\u00e7\u00e3o, esperando para cumpri-la o apoio inestim\u00e1vel  da comunidade acad\u00eamica e regional.<\/p>\n<p>Paulo Gabriel Soledade Nacif<br \/> Reitor da UFRB<\/p>\n<p>Se preferir, fa\u00e7a o download do PDF <a href=\"\/portal\/index.php?option=com_docman&#038;task=doc_download&#038;gid=1282&#038;Itemid=44\">Nota P\u00fablica &#8211; Campus da UFRB em Feira de Santana<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 16 de agosto, a Excelent\u00edssima Senhora Presidenta da Rep\u00fablica, Dilma Rousseff, autorizou a implanta\u00e7\u00e3o de duas novas universidades federais na Bahia: a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOBA) e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFESBA). 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