{"id":23634,"date":"2012-04-20T00:27:12","date_gmt":"2012-04-20T00:27:12","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2012\/04\/20\/dialogo-cultural-do-iii-ebecult-leva-samba-de-roda-ao-campus-de-cachoeira\/"},"modified":"2012-04-20T00:27:12","modified_gmt":"2012-04-20T00:27:12","slug":"dialogo-cultural-do-iii-ebecult-leva-samba-de-roda-ao-campus-de-cachoeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/dialogo-cultural-do-iii-ebecult-leva-samba-de-roda-ao-campus-de-cachoeira\/","title":{"rendered":"Di\u00e1logo Cultural do III EBECULT leva samba de roda ao campus de Cachoeira"},"content":{"rendered":"<p>O samba do Rec\u00f4ncavo tomou o audit\u00f3rio do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB) na noite desta quarta-feira, dia 18 de abril, primeiro dia do III Encontro Baiano de Estudos em Cultura (EBECULT). Abertas as rodas de samba e de conversa, deu-se in\u00edcio o primeiro dos Di\u00e1logos Culturais inseridos na programa\u00e7\u00e3o do evento. A proposta foi promover um momento de troca com os mestres de uma das manifesta\u00e7\u00f5es reconhecidamente mais ricas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Participaram do di\u00e1logo representantes do Samba Suerdick de Dona Dalva e do Samba Gera\u00e7\u00e3o do Iguape, de Cachoeira; do Samba de Dona Zelita, de Saubara, e do Samba Chula Filhos da Pitangueira, de S\u00e3o Francisco do Conde. A mediadora foi a cantora, compositora e dan\u00e7arina Cl\u00e9cia Queiroz, que se intitulou uma apaixonada pelo samba de roda do Rec\u00f4ncavo. Ela convidou a professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e pesquisadora do samba chula, Katharina Doring, para abrir as falas expondo sobre a sua pesquisa e o contato que manteve com os mestres.<\/p>\n<p>Katharina Doring explicou que o objetivo de sua pesquisa foi conhecer a hist\u00f3ria de vida dos mestres do samba do Rec\u00f4ncavo a fim de levar o aprendizado adquirido com este contato para suas aulas de arte-educa\u00e7\u00e3o. Seu trabalho deu origem a um document\u00e1rio com depoimentos de mais de 15 mestres do samba chula, em especial. \u201cComecei a pesquisa em 2001, j\u00e1 s\u00e3o onze anos e ainda n\u00e3o sa\u00ed do samba, \u00e9 contagiante\u201d, disse, fazendo quest\u00e3o de frisar que aquela era mais uma oportunidade de aprender com os mestres ali presentes.<\/p>\n<p><strong>Gera\u00e7\u00e3o de mestres &#8211; <\/strong>Conhecedor das origens e declarado \u201cguardi\u00e3o zeloso\u201d do samba chula, o mestre Zeca Afonso dos Filhos da Pitangueira contou que aprendeu a arte com o av\u00f4 e prometeu a ele levar \u00e0 frente a tradi\u00e7\u00e3o. \u201cMeu tatarav\u00f4 foi um dos escravos que trouxeram o samba chula para o Brasil. Todo mundo acha que esse samba nasceu no Rec\u00f4ncavo, mas \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural de origem africana\u201d, afirmou o mestre. Segundo ele, os escravos rezavam e depois festejavam com o samba os santos S\u00e3o Cosme, Santo Ant\u00f4nio e S\u00e3o Roque.<\/p>\n<p>Dona Zelita, tamb\u00e9m mestre do samba e ex\u00edmia tocadora de prato, fez quest\u00e3o de contar que aprendeu tudo que sabe na ro\u00e7a. \u201cAntigamente a gente tocava era na enxada, agora \u00e9 que tem essa coisa do prato. A gente ia capinar e depois desmontava a enxada para tocar o samba\u201d, disse. Para ela, o samba \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o que infelizmente est\u00e1 se perdendo aos poucos porque os jovens n\u00e3o se interessam em preservar.\u00a0 \u201cEspero que n\u00e3o acabe aqui\u201d, incitou. Pelo menos no primeiro dia do EBECULT, s\u00f3 a noite acabou em muito samba de roda.<\/p>\n<p>{phocagallery view=category|categoryid=97|limitstart=0|limitcount=0}<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O samba do Rec\u00f4ncavo tomou o audit\u00f3rio do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB) na noite desta quarta-feira, dia 18 de abril, primeiro dia do III Encontro Baiano de Estudos em Cultura (EBECULT). 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