{"id":23637,"date":"2012-04-20T14:54:35","date_gmt":"2012-04-20T14:54:35","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2012\/04\/20\/participantes-do-iii-ebecult-conhecem-trabalho-das-ceramistas-de-coqueiros\/"},"modified":"2012-04-20T14:54:35","modified_gmt":"2012-04-20T14:54:35","slug":"participantes-do-iii-ebecult-conhecem-trabalho-das-ceramistas-de-coqueiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/participantes-do-iii-ebecult-conhecem-trabalho-das-ceramistas-de-coqueiros\/","title":{"rendered":"Participantes do III EBECULT conhecem trabalho das ceramistas de Coqueiros"},"content":{"rendered":"<p>Os participantes do III Encontro Baiano de Estudos em Cultura (EBECULT) tiveram a oportunidade de se aproximar dos saberes e fazeres do Rec\u00f4ncavo atrav\u00e9s de \u2018viv\u00eancias\u2019 inseridas na programa\u00e7\u00e3o do segundo dia do evento, quinta-feira, dia 19 de abril. O trabalho secular das ceramistas da comunidade de Coqueiros, no munic\u00edpio de Maragogipe, foi uma das atividades desenvolvidas por artes\u00f5es da regi\u00e3o que puderam ser apreciadas <em>in loco<\/em>. Uma manh\u00e3 de intensa descoberta desta arte e das m\u00e3os que sustentam a tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O percurso da visita foi guiado pelos estudantes da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB) Mariana Lyra, Josenildo J\u00fanior e Sida da Silva, monitores do EBECULT e bolsistas do projeto de extens\u00e3o \u2018M\u00e3os que modelam o barro\u2019. O projeto que teve in\u00edcio em 2008 tem como objetivo contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e a sustentabilidade da comunidade de Coqueiros, atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es direcionadas \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial, ao Turismo e \u00e0 Cidadania.<\/p>\n<p>De acordo com a professora Patr\u00edcia Ver\u00f4nica (Museologia), uma das coordenadoras do projeto e que tamb\u00e9m esteve presente na visita, a proposta \u00e9 conhecer melhor as m\u00faltiplas potencialidades locais, atuando na sua divulga\u00e7\u00e3o e contribuindo para o desenvolvimento da comunidade. \u201cExiste todo um potencial aqui que ainda n\u00e3o \u00e9 explorado, seja no turismo cultural, de ra\u00edz, gastron\u00f4mico etc. A maioria das pessoas que visita a regi\u00e3o passa direto para a cidade de Maragogipe\u201d, diz a professora.<\/p>\n<p><strong>Preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria &#8211;<\/strong> Outro problema \u00e9 a desvaloriza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o artesanal pela nova gera\u00e7\u00e3o. No ano passado, o projeto realizou seis oficinas com 145 alunos do Ensino M\u00e9dio de Coqueiros, a fim de estimular os mais jovens a se engajar com a promo\u00e7\u00e3o da comunidade e a valoriza\u00e7\u00e3o da atividade da cer\u00e2mica.<\/p>\n<p>Dona Cadu, 92 anos, uma das ceramistas mais experientes de Coqueiros, faz coro \u00e0 falta de interesse dos mais novos. Em seu ateli\u00ea logo na entrada de casa, sem parar de produzir nem mesmo durante a conversa com os visitantes, ela era s\u00f3 vitalidade como que provando sua destreza com o barro. J\u00e1 na outra ponta da rua, era Dona Santa, 65 anos, que trabalhava com a ajuda de alguns membros da fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m para ela \u00e9 raro ver um jovem interessado em cer\u00e2mica. \u201cEu pensei que uns fossem passando e outros dando continuidade, mas n\u00e3o \u00e9 assim que acontece\u201d, desabafou.<\/p>\n<p>Uma das exce\u00e7\u00f5es encontradas em Coqueiros foi o jovem Rodrigo, de 15 anos, que empregava seu tempo livre ao burnimento de algumas pe\u00e7as. A estudante Mariana explica que esta \u00e9 uma das etapas da produ\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica em que ainda se encontram alguns jovens, devido ao r\u00e1pido retorno financeiro. Mas Rodrigo diz que o que levou mesmo \u00e0 atividade foi o encanto com a beleza das pe\u00e7as. Ele aprendeu o of\u00edcio com a sua tia Ant\u00f4nia, que mais ao fundo da casa tamb\u00e9m trabalhava na confec\u00e7\u00e3o de panelas de v\u00e1rios tamanhos e formatos.<strong><\/p>\n<p>Vivendo o Rec\u00f4ncavo &#8211;<\/strong> Durante as viv\u00eancias do III EBECULT tamb\u00e9m receberam visita\u00e7\u00e3o projetos de arte popular e cultura material e imaterial dos munic\u00edpios de S\u00e3o F\u00e9lix e Cachoeira. Nos caminhos da cultura, os participantes puderam conhecer a Casa do Samba de Roda de Dona Dalva, a F\u00e1brica de Charutos Dannemann, a Irmandade da Boa Morte, a Filarm\u00f4nica Lira Ciciliana, o Museu-Casa Hansen Bahia, dentre outros.<\/p>\n<p>{phocagallery view=category|categoryid=98|limitstart=0|limitcount=0}<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os participantes do III Encontro Baiano de Estudos em Cultura (EBECULT) tiveram a oportunidade de se aproximar dos saberes e fazeres do Rec\u00f4ncavo atrav\u00e9s de \u2018viv\u00eancias\u2019 inseridas na programa\u00e7\u00e3o do segundo dia do evento, quinta-feira, dia 19 de abril. 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