{"id":23671,"date":"2012-05-21T15:05:03","date_gmt":"2012-05-21T15:05:03","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2012\/05\/21\/i-festival-de-multiplas-sexualidades-cahl-promove-manifestacao-contra-homofobia-e-debate-acesso-a-educacao\/"},"modified":"2012-05-21T15:05:03","modified_gmt":"2012-05-21T15:05:03","slug":"i-festival-de-multiplas-sexualidades-cahl-promove-manifestacao-contra-homofobia-e-debate-acesso-a-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/i-festival-de-multiplas-sexualidades-cahl-promove-manifestacao-contra-homofobia-e-debate-acesso-a-educacao\/","title":{"rendered":"I Festival de M\u00faltiplas Sexualidades: CAHL promove manifesta\u00e7\u00e3o contra homofobia e debate acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>No Dia Mundial de Combate \u00e0 Homofobia, 17 de maio, foi a vez do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), na cidade de Cachoeira, receber o I Festival de M\u00faltiplas Sexualidades da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB).<\/p>\n<p>A abertura do terceiro dia do evento foi marcada por um ato p\u00fablico contra as opress\u00f5es, seguido de uma passeata que percorreu as ruas da cidade chamando aten\u00e7\u00e3o para os direitos dos homossexuais. O movimento contou com a participa\u00e7\u00e3o de estudantes, professores e representantes de associa\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, como o presidente da Associa\u00e7\u00e3o do Grupo Gay de Cachoeira, Alexandre Britto, e a coordenadora do N\u00facleo de G\u00eanero, Diversidade Sexual e Educa\u00e7\u00e3o (NUGEDS), Ana Cristina Givigi.<\/p>\n<p>\u2018Homofobia, acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gias de resist\u00eancia\u2019 foi o tema do debate no per\u00edodo da noite. Compuseram a mesa institucional o reitor da UFRB, Paulo Gabriel Nacif; a pr\u00f3-reitora de Extens\u00e3o, Ana Rita Santiago; o pr\u00f3-reitor de Pol\u00edticas Afirmativas e Assuntos Estudantis, Ronaldo Barros; a diretora do CAHL, Georgina Gon\u00e7alves; a coordenadora de Pol\u00edticas Afirmativas, Denize Ribeiro; e o estudante Diogo de Oliveira, representante do Coletivo Aquenda! de Diversidade Sexual.<\/p>\n<p>O reitor Paulo Gabriel relembrou a sua origem para destacar que a universidade deve ser um espa\u00e7o democr\u00e1tico que garanta a todos o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. \u201cJ\u00e1 somos uma das universidades mais inclusivas do pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o a estudantes negros e pobres e queremos alcan\u00e7ar o mesmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade sexual\u201d, defendeu o pr\u00f3-reitor Ronaldo Barros. Para ele, ao incluir a discuss\u00e3o de g\u00eanero e sexualidade no \u00e2mbito das pol\u00edticas afirmativas, a UFRB deu mais um passo significativo em dire\u00e7\u00e3o a essa conquista. Na opini\u00e3o de Denize Ribeiro, alguns desafios ainda precisam ser superados, mas a universidade n\u00e3o deve perder de vista seu papel para provocar a reflex\u00e3o na sociedade como um todo.<\/p>\n<p>O debate seguiu com o Babado Acad\u00eamico. \u2018Quem est\u00e1 faltando aqui?\u2019 foi a quest\u00e3o levantada pelos palestrantes convidados ao tratar das dificuldades enfrentadas pelos homossexuais no acesso ao ensino superior. \u2018O pior preconceito \u00e9 aquele velado, institucionalizado\u2019, provocou Leilane Assun\u00e7\u00e3o, doutoranda em Ci\u00eancias Sociais pela UFRN e militante do Grupo Universit\u00e1rio de Defesa da Diversidade e Express\u00e3o das Sexualidades (GUDDES). Leilane, que \u00e9 a segunda transexual doutoranda no Brasil, defendeu que \u00e9 preciso se apropriar da heran\u00e7a hist\u00f3rica de forma cr\u00edtica e buscar posicionamentos mais conciliadores entre os movimentos sociais.<\/p>\n<p>Para o professor Fernando Pocahy, do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em psicologia da UNIFOR e coordenador do Laborat\u00f3rio de Estudos e Pesquisas Multiversos, \u00e9 com alegria, ironia e, sobretudo, rigor \u00e9tico, que podemos questionar \u2018as estranhezas impertinentes que se acham domesticadas\u2019. Durante sua fala, ele incitou: \u2018libertemo-nos das formas institu\u00eddas de produzir e fazer circular o conhecimento!\u2019. O debate teve a media\u00e7\u00e3o da professora do curso de Servi\u00e7o Social da UFRB Val\u00e9ria Miranda, que ao final lembrou que o trabalho para uma educa\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria exige pr\u00e1ticas de resist\u00eancia.<strong><\/p>\n<p>Arte como express\u00e3o &#8211;<\/strong> Como parte do Festival, os participantes tamb\u00e9m puderam conferir a exposi\u00e7\u00e3o \u2018Mulher, sexo e sexualidade. Mexeu com uma mexeu com todas\u2019, produzida pelos estudantes de Museologia e aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o no foyer do audit\u00f3rio. O trabalho orientado pela professora Patr\u00edcia Santos destacou os corpos que se entendem como mulher inseridos em diferentes cen\u00e1rios sociais e hist\u00f3ricos. \u2018Resgatamos as am\u00e9lias, passando pelos cabar\u00e9s do s\u00e9culo passado at\u00e9 a Marcha das Vadias. A ideia \u00e9 mostrar a trajet\u00f3ria feminina desde a opress\u00e3o at\u00e9 sua emancipa\u00e7\u00e3o sexual\u2019, disse Jana\u00edna Miranda, estudante do 5\u00ba semestre e membro do Coletivo Aquenda! de Diversidade Sexual.<\/p>\n<p>O Banheir\u00e3o foi outra atra\u00e7\u00e3o aberta ao p\u00fablico do evento. A instala\u00e7\u00e3o dos estudantes de Artes Visuais representou uma ruptura com os dispositivos da heteronormatividade, trazendo a quest\u00e3o do feminino e masculino como constru\u00e7\u00f5es sociais. Uma proje\u00e7\u00e3o interativa convidava os visitantes a fazer barulho ao tempo em que exibia frases e imagens de impacto que retratavam a viol\u00eancia contra a mulher.<strong><\/p>\n<p>Encerramento \u2013<\/strong> As atividades do I Festival de M\u00faltiplas Sexualidades seguiram at\u00e9 a sexta-feira, dia 18 de maio. O \u00faltimo dia do evento reuniu os participantes no <em>campus<\/em> de Cruz das Almas para o debate \u2018Trabalhos, pesquisas e fazeres: g\u00eanero, sexualidade e diversidade sexual\u2019. Uma exposi\u00e7\u00e3o coordenada pelo N\u00facleo de Estudos e Pesquisas em Viol\u00eancia, G\u00eanero, Ra\u00e7a\/Etnia Maria Quit\u00e9ria apresentou \u00e0 comunidade os trabalhos acad\u00eamicos nessas tem\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u2018Esse evento abriu uma possibilidade de di\u00e1logo em todos os Centros de Ensino da UFRB, na perspectiva de discutir e construir pol\u00edticas de gest\u00e3o, ensino, pesquisa e extens\u00e3o em g\u00eanero e sexualidade\u2019, avaliou a idealizadora do festival e respons\u00e1vel pelo rec\u00e9m-criado NUGEDS, Ana Cristina Givigi. A plen\u00e1ria final votou o plano de a\u00e7\u00e3o proposto pelo n\u00facleo, voltado ao acesso e perman\u00eancia das m\u00faltiplas sexualidades na universidade.<\/p>\n<p>{phocagallery view=category|categoryid=106|limitstart=0|limitcount=0}<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Mundial de Combate \u00e0 Homofobia, 17 de maio, foi a vez do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), na cidade de Cachoeira, receber o I Festival de M\u00faltiplas Sexualidades da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB). 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