{"id":23729,"date":"2012-07-12T19:33:05","date_gmt":"2012-07-12T19:33:05","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2012\/07\/12\/com-apoio-da-fapesb-pesquisador-da-ufrb-encontra-solucao-para-podridao-vermelha-do-sisal\/"},"modified":"2012-07-12T19:33:05","modified_gmt":"2012-07-12T19:33:05","slug":"com-apoio-da-fapesb-pesquisador-da-ufrb-encontra-solucao-para-podridao-vermelha-do-sisal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/com-apoio-da-fapesb-pesquisador-da-ufrb-encontra-solucao-para-podridao-vermelha-do-sisal\/","title":{"rendered":"Com apoio da Fapesb, pesquisador da UFRB encontra solu\u00e7\u00e3o para podrid\u00e3o vermelha do sisal"},"content":{"rendered":"<p>A cultura do sisal \u00e9 uma das poucas adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es semi\u00e1ridas do nordeste brasileiro. No Estado da Bahia s\u00e3o produzidos 94% do sisal nacional, gerando anualmente cerca de 101 milh\u00f5es de d\u00f3lares em divisas para o pa\u00eds. O sisal tem uma grande import\u00e2ncia social, pois possibilita que as fam\u00edlias mais carentes do Brasil permane\u00e7am no campo. Somente no Estado da Bahia, cerca de 700 mil trabalhadores dependem desta atividade.<\/p>\n<p>Apesar do sisal ser considerado uma planta r\u00fastica e pouco suscet\u00edvel ao ataque de doen\u00e7as e pragas, na Bahia tem sido constatado um aumento significativo na incid\u00eancia da podrid\u00e3o vermelha do pseudocaule do sisal, que leva a planta \u00e0 morte, resultando em perdas consider\u00e1veis para os produtores. O agente causal da doen\u00e7a \u00e9 o fungo Aspergillus niger, identificado com base em caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Coordenada pelo professor Jorge Teodoro de Souza da UFRB, a equipe formada por pesquisadores da UFRB, da EBDA e da Embrapa Mandioca Fruticultura, atrav\u00e9s do Edital de Apoio a Pesquisas para o Semi\u00e1rido da FAPESB, realizou estudos para obter informa\u00e7\u00f5es sobre a doen\u00e7a. O grupo constatou que o fungo da podrid\u00e3o vermelha \u00e9 o mais disseminado e com as maiores densidades populacionais nas planta\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, o Aspergillus niger sobrevive no res\u00edduo do sisal, utilizado para aduba\u00e7\u00e3o das planta\u00e7\u00f5es. Os pesquisadores descobriram que o fungo s\u00f3 sobrevive bem no res\u00edduo fresco. Por isso, recomendam que seja feita a fermenta\u00e7\u00e3o do res\u00edduo, para matar o fungo, antes de aplic\u00e1-lo como fertilizante.<\/p>\n<p>Os pesquisadores encontraram outra alternativa de controle do Aspergillus N\u00edger: a aplica\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias antagonistas nas plantas para que elas possam combater o causador da podrid\u00e3o vermelha. Esta bact\u00e9ria \u00e9 encontrada no pr\u00f3prio sisal. \u201cIsolamos e crescemos a bact\u00e9ria fora da planta e a colocamos em mudas antes de plant\u00e1-las\u201d, explica Souza. A bact\u00e9ria \u00e9 implantada em mudas para que elas permane\u00e7am sadias durante seu crescimento: \u201cPara isso, precisamos fazer uma formula\u00e7\u00e3o, pois se colocarmos apenas a bact\u00e9ria na planta, ela morrer\u00e1\u201d. As bact\u00e9rias s\u00e3o produzidas em laborat\u00f3rio na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia, em Cruz das Almas.<\/p>\n<p>A Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, em parceria com a UFRB, est\u00e1 financiando um projeto de instala\u00e7\u00e3o da primeira biof\u00e1brica de sisal do Brasil, que funcionar\u00e1 em Cruz das Almas. Al\u00e9m de mudas melhoradas para a regi\u00e3o sisaleira, a Biof\u00e1brica produzir\u00e1 esp\u00e9cies que servir\u00e3o para produ\u00e7\u00e3o de bioetanol, bebidas destiladas e produtos farmac\u00eauticos. \u201cJuntando este projeto da SECTI com o projeto desenvolvido com o apoio da FAPESB, conseguiremos evitar a podrid\u00e3o vermelha no sisal\u201d, diz Souza, que recebeu da FAPESB cerca de R$ 100 mil para o desenvolvimento das pesquisas.<\/p>\n<p><em>Fonte: Ascom\/Fapesb<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cultura do sisal \u00e9 uma das poucas adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es semi\u00e1ridas do nordeste brasileiro. No Estado da Bahia s\u00e3o produzidos 94% do sisal nacional, gerando anualmente cerca de 101 milh\u00f5es de d\u00f3lares em divisas para o pa\u00eds. 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