{"id":24759,"date":"2014-07-01T14:52:40","date_gmt":"2014-07-01T14:52:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2014\/07\/01\/parceria-cientifica-entre-ufrb-e-ufmg-desenvolve-novos-produtos-para-tratamento-das-leishmanioses\/"},"modified":"2014-07-01T14:52:40","modified_gmt":"2014-07-01T14:52:40","slug":"parceria-cientifica-entre-ufrb-e-ufmg-desenvolve-novos-produtos-para-tratamento-das-leishmanioses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/parceria-cientifica-entre-ufrb-e-ufmg-desenvolve-novos-produtos-para-tratamento-das-leishmanioses\/","title":{"rendered":"Parceria cient\u00edfica entre UFRB e UFMG desenvolve novo tratamento das leishmanioses"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\">A Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), em parceria cient\u00edfica com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),&nbsp;desenvolve estrat\u00e9gia&nbsp;terap\u00eautica inovadora para o tratamento das leishmanioses, conjunto de doen\u00e7as causado por protozo\u00e1rios do g\u00eanero Leishmania, transmitido por insetos hemat\u00f3fagos (que se alimentam de sangue) e potencialmente letal. A pesquisa \u00e9 desenvolvida desde 2009.<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 realizado pelo Grupo de Pesquisas e Desenvolvimento de Medicamentos Leishmanicidas e se dedica ao desenvolvimento de novos produtos biotecnol\u00f3gicos, baseados em nanotecnologia, aplicados ao tratamento das leishmanioses. A parceria j\u00e1 resultou em dezenas de publica\u00e7\u00f5es ao longo de cinco anos, com destaque para um Dep\u00f3sito de Patente na \u00e1rea de Sa\u00fade no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2012 e, recentemente, junho de 2014, uma publica\u00e7\u00e3o no peri\u00f3dico de alto impacto cient\u00edfico, Informa Healthcare.<\/p>\n<p>Segundo um dos pesquisadores, Raul Ribeiro, professor do Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias, Ambientais e Biol\u00f3gicas (CCAAB\/UFRB), a pesquisa \u00e9 um tratamento inovador para as leishmanioses, pois se trata de um medicamento administrado por via intravenosa, o que o torna mais eficaz e de baixo custo, pois \u00e9 produzido, com uso da nanobiotecnologia, a partir de medicamentos j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>\u201cQuando esses f\u00e1rmacos j\u00e1 existentes s\u00e3o associados a sistemas nanoestruturados (de tamanho nanom\u00e9trico, biodegrad\u00e1veis e biocampat\u00edveis), conhecidos como sistemas carreadores de f\u00e1rmacos, modifica-se totalmente a distribui\u00e7\u00e3o do f\u00e1rmaco no corpo do paciente. Portanto, faz o medicamento atingir elevadas concentra\u00e7\u00f5es somente naqueles \u00f3rg\u00e3os\/tecidos de interesse, o que naturalmente resulta em aumento de efic\u00e1cia e diminui\u00e7\u00e3o da toxicidade\u201d, explicou o pesquisador.<\/p>\n<p>O novo tratamento, registrado com o nome de Formula\u00e7\u00e3o Farmac\u00eautica Compreendendo Lipossomas Convencionais e Lipossomas de Circula\u00e7\u00e3o Prolongada como Sistema Entregador de F\u00e1rmacos Leishmanicidas, encontra-se em fase de ajustes de protocolos. Os estudos agora est\u00e3o direcionados para a defini\u00e7\u00e3o do melhor regime terap\u00eautico (doses e frequ\u00eancias de uso). \u201cA equipe de inventores est\u00e1 bastante motivada a seguir desenvolvendo a tecnologia de maneira a possibilitar, futuramente, a transfer\u00eancia do seu privil\u00e9gio de explora\u00e7\u00e3o ao setor privado\u201d, finalizou o professor Raul Ribeiro.<\/p>\n<p><strong>Relev\u00e2ncia do tema e das pesquisas realizadas<\/strong><\/p>\n<p>As leishmanioses s\u00e3o consideradas doen\u00e7as negligenciadas pelo fato de afetar milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo, sobretudo indiv\u00edduos pobres e residentes em pa\u00edses em desenvolvimento, como o Brasil, gerar impacto devastador sobre a humanidade e n\u00e3o dispor de tratamentos eficazes ou adequados. Considerando que n\u00e3o h\u00e1 vacinas de uso humano licenciadas, a quimioterapia segue como o principal m\u00e9todo de controle de todas as formas cl\u00ednicas das leishmanioses em humanos.<\/p>\n<p>Atualmente, os medicamentos utilizados na terapia das leishmanioses apresentam v\u00e1rios problemas, incluindo toxicidade e efeitos adversos, os quais favorecem a descontinuidade do tratamento e o aparecimento de cepas resistentes. Ademais, o arsenal qu\u00edmico dispon\u00edvel \u00e9 restrito, insatisfat\u00f3rio e de alto custo. At\u00e9 ent\u00e3o, as tentativas cient\u00edficas para o desenvolvimento de terapias eficientes n\u00e3o tem sido bem sucedidas e o vasto conhecimento acerca do parasito n\u00e3o tem se traduzido em desenvolvimento de novos f\u00e1rmacos.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa da UFRB e UFMG, o Brasil registra cerca de 90% dos casos de Leishmaniose Visceral (LV) na Am\u00e9rica Latina e, juntamente com Eti\u00f3pia, Sud\u00e3o, \u00cdndia, Nepal e Bangladesh, mais de 90% da incid\u00eancia anual de LV no mundo. Apesar dos esfor\u00e7os no controle de vetores e reservat\u00f3rios caninos, fontes oficiais brasileiras reconhecem que a LV encontra-se em r\u00e1pida expans\u00e3o territorial e crescente mortalidade, acometendo indiv\u00edduos de diferentes grupos et\u00e1rios, inclusive de forma oportunista em pacientes com AIDS (s\u00edndrome da imunodefici\u00eancia adquirida), \u00e0 semelhan\u00e7a do que se observa no sul da Europa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), em parceria cient\u00edfica com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),&nbsp;desenvolve estrat\u00e9gia&nbsp;terap\u00eautica inovadora para o tratamento das leishmanioses, conjunto de doen\u00e7as causado por protozo\u00e1rios do g\u00eanero Leishmania, transmitido por insetos hemat\u00f3fagos (que se alimentam de sangue) e potencialmente letal. A pesquisa \u00e9 desenvolvida desde 2009. 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