{"id":25035,"date":"2014-10-31T20:17:42","date_gmt":"2014-10-31T20:17:42","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2014\/10\/31\/pesquisadores-debatem-os-150-anos-da-ait\/"},"modified":"2014-10-31T20:17:42","modified_gmt":"2014-10-31T20:17:42","slug":"pesquisadores-debatem-os-150-anos-da-ait","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/pesquisadores-debatem-os-150-anos-da-ait\/","title":{"rendered":"Pesquisadores debatem os 150 anos da AIT em Cachoeira"},"content":{"rendered":"<p>O Encontro Internacional \u201cAssocia\u00e7\u00e3o Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, 150 anos Depois\u201d teve a sua abertura oficial na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB) na tarde desta quinta-feira, 30, com a presen\u00e7a de mais de 140 pessoas. O evento foi realizado na Funda\u00e7\u00e3o Hansen Bahia, Cachoeira, em paralelo com atividades de outras institui\u00e7\u00f5es de ensino do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos trabalhos, foram apresentados ao p\u00fablico os document\u00e1rios produzidos no ano de 2003: \u201cSurplus\u201d, do sueco Erik Gandini, e \u201cA Revolta do Buzu\u201d, do argentino radicado no Brasil, Carlos Pronzato. O debate foi mediado pelo professor do curso de Comunica\u00e7\u00e3o da UFRB, Jorge Cardoso Filho. Logo ap\u00f3s o debate do filme, a mesa de abertura foi formada pelo vice-diretor do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) e, na ocasi\u00e3o, representante da Reitoria, professor Wilson Penteado; o professor Francisco Henrique Rozendo, do Grupo de Estudos e Pesquisas Marxistas (GEPM), e pela professora Albany Mendon\u00e7a, da Associa\u00e7\u00e3o dos Professores Universit\u00e1rios do Rec\u00f4ncavo (APUR).<\/p>\n<p>Wilson Penteado deu boas vindas aos presentes, frisou a import\u00e2ncia do encontro e dos estudos do grupo ao tempo que parabenizou seus membros pelo protagonismo em promover uma atividade internacional. A representante da APUR, Albany Mendon\u00e7a, registrou a satisfa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o em contribuir com o debate. \u201cPara n\u00f3s \u00e9 uma imensa satisfa\u00e7\u00e3o que a APUR se fa\u00e7a presente em mais um debate da classe trabalhadora porque entendemos que nossos anseios s\u00f3 se movem a partir das lutas de classe\u201d, comenta. O representante do GEPM, Francisco Henrique Rozendo, destacou os desafios de promover um debate sobre a Associa\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho. \u201cEsse encontro traz \u00e0 tona o legado deixado pela AIT, enquanto trabalhadores que somos e nos convoca a responsabilidades na constru\u00e7\u00e3o do futuro\u201d, explicou<\/p>\n<p>A primeira mesa de debates intitulada \u201cOs desafios da AIT e da emancipa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora\u201d foi constitu\u00edda pelo professor Bruno Dur\u00e3es (UFRB), membro da coordena\u00e7\u00e3o nacional do Encontro, e com a presen\u00e7a de outros tr\u00eas palestrantes: Brian Garvey, pesquisador associado da Universidade de Strathclyde, em Glasgow, na Esc\u00f3cia; Michel Ralle, professor do Departamento de Estudos Ib\u00e9ricos e Latino-Americanos, da Universidade de Sorbonne &#8211; Paris IV, na Fran\u00e7a; e Val\u00e9rio Arcary, professor de Hist\u00f3ria do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia de S\u00e3o Paulo. O professor Dur\u00e3es agradeceu aos colaboradores na organiza\u00e7\u00e3o do evento e disse que esse debate \u201crepresenta a possibilidade de pensar de modo diferente diante de uma sociedade global onde o capitalismo n\u00e3o consegue resolver os problemas sociais em escala ampliada\u201d.<\/p>\n<p>Os pesquisadores abordaram diferentes temas relacionados \u00e0 origem e trajet\u00f3ria da AIT. Brian, por exemplo, falou da conjuntura dos trabalhadores nos pa\u00edses da Europa. Val\u00e9rio Arcary lembrou que o s\u00e9culo XIX iniciou um per\u00edodo hist\u00f3rico de formula\u00e7\u00f5es socialistas e de correntes que defendiam a tese de que os valores de \u201cIgualdade\u201d e \u201cLiberdade\u201d, da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa s\u00e3o indissoci\u00e1veis. \u201cNenhum documento dos \u00faltimos 160 anos teve o impacto do Manifesto do Partido Comunista na sociedade. Centenas de pessoas dedicaram suas vidas a este programa\u201d, afirmou. Ainda segundo Arcary, \u201c a I Internacional e a Comuna de Paris s\u00e3o movimentos pol\u00edtico que uniram todas as tend\u00eancias igualit\u00e1rias da segunda metade do s\u00e9culo XIX\u201d, complementou<\/p>\n<p>Ralle destaca que embora a Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Trabalhadores (AIT) tenha tido uma vida breve (1864 a 1877), a entidade deixou um importante legado que persiste at\u00e9 os dias atuais. \u201ca I Internacional \u00e9 a primeira manifesta\u00e7\u00e3o real daquilo que Marx chama de um \u201cespectro\u201d que ronda a Europa. A luta dos trabalhadores de meados do s\u00e9culo XIX continua influenciando os ideais de milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O encerramento previsto das atividades sobre as associa\u00e7\u00f5es internacionais do trabalho acontece no pr\u00f3ximo dia 3 de novembro, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mais informa\u00e7\u00f5es sobre os estudos do Grupo de Estudos de Pesquisas Marxistas (GEPM) est\u00e3o dispon\u00edveis em:&nbsp;<a href=\"http:\/\/ufrb.edu.br\/gepm\">www.ufrb.edu.br\/gepm<\/a>.<\/p>\n<p>{gallery}noticias2014\/ait{\/gallery}<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Encontro Internacional \u201cAssocia\u00e7\u00e3o Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, 150 anos Depois\u201d teve a sua abertura oficial na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB) na tarde desta quinta-feira, 30, com a presen\u00e7a de mais de 140 pessoas. 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