{"id":25750,"date":"2015-12-01T19:04:11","date_gmt":"2015-12-01T19:04:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2015\/12\/01\/professor-da-ufrb-e-homenageado-com-nome-de-nova-especie-de-mandioca-silvestre\/"},"modified":"2015-12-01T19:04:11","modified_gmt":"2015-12-01T19:04:11","slug":"professor-da-ufrb-e-homenageado-com-nome-de-nova-especie-de-mandioca-silvestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/professor-da-ufrb-e-homenageado-com-nome-de-nova-especie-de-mandioca-silvestre\/","title":{"rendered":"Professor da UFRB \u00e9 homenageado com nome de nova esp\u00e9cie de mandioca silvestre"},"content":{"rendered":"<p>O professor aposentado da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), Paulo Cezar Lemos de Carvalho, foi homenageado com o uso de seu nome para denominar uma nova esp\u00e9cie de mandioca silvestre, intitulada <i>Manihot cezarii<\/i> M. Martins. A planta est\u00e1 entre as 15 novas esp\u00e9cies descobertas pelo projeto \u201cColeta e Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Silvestres de <i>Manihot<\/i> no Brasil\u201d, realizado por pesquisadores da UFRB e da Embrapa Mandioca e Fruticultura, desde 2010.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de ser um dos maiores conhecedores deste g\u00eanero, ao qual pertence a mandioca, Paulo Cezar sempre se destacou como educador, na forma\u00e7\u00e3o de estudantes do Ensino M\u00e9dio e Superior em Cruz das Almas e cidades vizinhas\u201d, reconheceu o professor da UFRB, M\u00e1rcio Martins, um dos autores do estudo, em parceira com o pesquisador da Embrapa, Carlos Alberto Ledo. A descri\u00e7\u00e3o da nova esp\u00e9cie foi publicada no n\u00famero 24 do peri\u00f3dico Novon, publicado pelo <i>Missouri Botanical Garden<\/i>, Estados Unidos, e dispon\u00edvel online no link <a href=\"http:\/\/www.bioone.org\/doi\/pdf\/10.3417\/2014012\">http:\/\/www.bioone.org\/doi\/pdf\/10.3417\/2014012<\/a>.<\/p>\n<p><i>Manihot cezarii<\/i> M. Martins \u00e9 encontrada nos estados de Goi\u00e1s e Mato Grosso, tem folhas planas e verde-azuladas e infloresc\u00eancias p\u00eandulas, com br\u00e1cteas foli\u00e1ceas, caracter\u00edsticas que a distinguem de outras esp\u00e9cies do grupo. \u00c9 considerada como Em Perigo (EN) de acordo com os crit\u00e9rios da Lista Vermelha da <i>International Union for Conservation of Nature<\/i> (IUCN), por ter distribui\u00e7\u00e3o restrita a menos do que 5.000 km<sup>2<\/sup> e por n\u00e3o existir em mais do que cinco localidades. \u201cMuitas esp\u00e9cies de <i>Manihot<\/i> s\u00e3o consideradas amea\u00e7adas, da\u00ed a import\u00e2ncia de mant\u00ea-las cultivadas nas cole\u00e7\u00f5es de campo das institui\u00e7\u00f5es envolvidas neste projeto\u201d, disse Martins.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico das pesquisas &#8211; <\/strong>De acordo com Martins, as pesquisas com parentes silvestres de mandioca iniciaram-se em 1995 na antiga Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), juntamente com a Embrapa Recursos Gen\u00e9ticos e Biotecnologia (CENARGEN), e se estenderam at\u00e9 o ano 2000. \u201cNesse per\u00edodo, o professor Paulo Cezar e o pesquisador da CENARGEN, Ant\u00f4nio Costa Allem, viajaram pelo Brasil e coletaram esp\u00e9cies silvestres de <i>Manihot<\/i> com finalidade taxon\u00f4mica e conservacionista, mantendo acessos dos materiais coletados em \u00e1reas experimentais de ambas as institui\u00e7\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n<p>Com o novo projeto iniciado em 2010 e financiado pela Embrapa, o CNPq e a FAPESB, foram visitados 15 estados brasileiros, a maioria no Nordeste e Centro-Oeste. Como resultado, foram coletados cerca de 300 exemplares de 40 esp\u00e9cies silvestres de <i>Manihot <\/i>e descobertas 15 novas esp\u00e9cies. Das esp\u00e9cies novas descobertas, tr\u00eas j\u00e1 foram descritas: <i>Manihot breviloba<\/i> P. Carvalho &amp; M. Martins, que ocorre no litoral de Sergipe, <i>Manihot bellidifolia<\/i> P. Carvalho &amp; M. Martins e <i>Manihot longiracemosa<\/i> P. Carvalho &amp; M. Martins, que ocorrem na Chapada Diamantina.<\/p>\n<p>\u201cA descri\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies \u00e9 importante para o melhor entendimento de nossa diversidade e do seu estado de conserva\u00e7\u00e3o. Com esse conhecimento, podemos tomar medidas que preservem essas esp\u00e9cies e o ecossistema onde elas ocorrem\u201d, explicou Martins. \u201cOs dados coletados nas pesquisas tamb\u00e9m est\u00e3o auxiliando os programas de melhoramento e pr\u00e9-melhoramento da mandioca desenvolvidos pela Embrapa Mandioca e Fruticultura. Num primeiro momento, toda esp\u00e9cie silvestre \u00e9 potencialmente \u00fatil nesse processo\u201d, acrescentou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor aposentado da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), Paulo Cezar Lemos de Carvalho, foi homenageado com o uso de seu nome para denominar uma nova esp\u00e9cie de mandioca silvestre, intitulada Manihot cezarii M. Martins. 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