{"id":25810,"date":"2015-12-23T12:02:14","date_gmt":"2015-12-23T12:02:14","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2015\/12\/23\/i-expomeasb-sera-reaberta-no-cahl-em-janeiro\/"},"modified":"2015-12-23T12:02:14","modified_gmt":"2015-12-23T12:02:14","slug":"i-expomeasb-sera-reaberta-no-cahl-em-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/i-expomeasb-sera-reaberta-no-cahl-em-janeiro\/","title":{"rendered":"I Expomeasb ser\u00e1 reaberta no CAHL em janeiro"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s ter sido desmontada por an\u00f4nimos no dia 15 de dezembro, a exposi\u00e7\u00e3o do acervo do Measb,&nbsp;<em><a href=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/2009\/09\/24\/curso-de-extensao-psicopatologia-na-infancia-e-na-adolescencia-diagnostico-e-tratamento\/\">Personalidades da Hist\u00f3ria da Agronomia no Rec\u00f4ncavo<\/a>,<\/em>&nbsp;ser\u00e1 novamente montada em Cachoeira em janeiro. De acordo com informa\u00e7\u00f5es da coordena\u00e7\u00e3o da &nbsp;Expomeasb, algumas pessoas que n\u00e3o concordaram com o conte\u00fado da Exposi\u00e7\u00e3o arrancaram os banners dos pain\u00e9is no dia seguinte ao lan\u00e7amento.<\/p>\n<p>Em nota, a coordenadora do Memorial, Mestre em Hist\u00f3ria Regional e Local pela UNEB e Especialista em Gest\u00e3o Cultural pela UFBA, fala da import\u00e2ncia da continuidade do projeto. Mait\u00ea Rangel explica que &#8220;expor um acervo museol\u00f3gico n\u00e3o significa fazer apologia a uma corrente historiogr\u00e1fica ou a determinados atores sociais: trata-se, antes de tudo, de um compromisso com o patrim\u00f4nio musealizado, da responsabilidade de disponibilizar ao p\u00fablico bens culturais que est\u00e3o sob a guarda do Measb, mas que pertencem \u00e0 sociedade&#8221;.<\/p>\n<p>Segue nota de esclarecimento:<\/p>\n<p><strong>Measb &#8211; Mem\u00f3ria, Patrim\u00f4nio e Responsabilidade Social<\/strong><\/p>\n<p>O Projeto ExpoMEASB foi concebido com a proposta de montar e veicular exposi\u00e7\u00f5es itinerantes, disponibilizando ao p\u00fablico o acervo do Memorial do Ensino Agr\u00edcola Superior da Bahia (MEASB). Montada inicialmente em Cruz das Almas, a exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Personalidades da Hist\u00f3ria da Agronomia no Rec\u00f4ncavo<\/em>, que comp\u00f5e o projeto e tem a curadoria da professora Rita de C\u00e1ssia Silva Doria, seguiu para Cachoeira e teve sua abertura no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), na tarde do dia 14 de dezembro de 2015, com previs\u00e3o de permanecer at\u00e9 fevereiro. Por\u00e9m, no segundo dia, a exposi\u00e7\u00e3o foi impedida de prosseguir. Sob a alega\u00e7\u00e3o de n\u00e3o concordar com o conte\u00fado exposto, algumas pessoas retiraram os banners dos pain\u00e9is sem a autoriza\u00e7\u00e3o dos organizadores e jogaram numa \u00e1rea pr\u00f3xima \u00e0 Xerox, conforme informa\u00e7\u00f5es que chegaram \u00e0 coordena\u00e7\u00e3o do projeto ExpoMEASB.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o itinerante \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que integra um projeto maior de dinamiza\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do Memorial, que visa suscitar o debate sobre a import\u00e2ncia da mem\u00f3ria e do patrim\u00f4nio, bem como colocar em pauta a hist\u00f3ria da nossa institui\u00e7\u00e3o (UFRB). N\u00e3o significa que toda a hist\u00f3ria se resume ao abordado na exposi\u00e7\u00e3o. O que est\u00e1 posto no material \u00e9 um fragmento dessa mem\u00f3ria, parte dessa hist\u00f3ria que precisa estar em debate. Tampouco significa que fazemos apologia ao coronelismo, latifundi\u00e1rios ou a uma hist\u00f3ria contada de um \u00fanico ponto de vista. Entendemos e compreendemos a diversidade de atores sociais envolvidos e atuantes na constitui\u00e7\u00e3o do Imperial Instituto Baiano de Agricultura e da Escola Agr\u00edcola da Bahia e as transforma\u00e7\u00f5es experimentadas ao longo dos \u00faltimos 150 anos.<\/p>\n<p>O acervo do MEASB, em processo de documenta\u00e7\u00e3o, vai muito al\u00e9m dos quadros que comp\u00f5em a exposi\u00e7\u00e3o. A escolha dos quadros em \u00f3leo sobre tela foi motivada pela presen\u00e7a da assinatura na Ata de funda\u00e7\u00e3o do Imperial Instituto Baiano de Agricultura (1859) pela primeira dire\u00e7\u00e3o da Escola Agr\u00edcola da Bahia (1877) e pelo ciclo que marca a hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o em que muitos alunos, quando formados, tornaram-se professores e diretores.&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto equipamento cultural, n\u00e3o podemos nos furtar de publicizar o patrim\u00f4nio sob a guarda do Memorial. Os quadros em quest\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o vest\u00edgios da hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o. O que colocamos para a comunidade \u00e9 a necessidade de debater sobre mem\u00f3ria e preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio enquanto responsabilidade social. A exposi\u00e7\u00e3o comp\u00f5e um conjunto maior que objetiva colocar em foco a exist\u00eancia de um equipamento cultural na UFRB e qual deve ser o seu papel. Nossa proposta parte do princ\u00edpio de que a preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 indissoci\u00e1vel da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse acervo, de reconhecido valor hist\u00f3rico, cultural e cient\u00edfico, testemunha a mem\u00f3ria da implanta\u00e7\u00e3o do ensino superior no Rec\u00f4ncavo Baiano. Trata-se de cole\u00e7\u00f5es importantes para a hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o, das tecnologias e ci\u00eancias agr\u00e1rias desenvolvidas no Brasil a partir do s\u00e9culo XIX. S\u00e3o equipamentos did\u00e1ticos e cient\u00edficos, livros, teses, fotografias e documentos que est\u00e3o sob a guarda do Measb\/UFRB, mas que s\u00e3o patrim\u00f4nio da comunidade do Rec\u00f4ncavo.<\/p>\n<p>Como prev\u00ea o seu Regimento Interno, o MEASB tem como miss\u00e3o atuar para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do ensino superior agr\u00edcola e das ci\u00eancias e tecnologias agr\u00e1rias na Bahia e no Brasil, em concord\u00e2ncia com a voca\u00e7\u00e3o potencial do seu acervo, sendo de sua responsabilidade documentar, conservar, preservar, valorizar e expor esse patrim\u00f4nio, tornando esses bens culturais acess\u00edveis.<\/p>\n<p>O Memorial n\u00e3o se resume \u00e0 casa que o abriga: ele existe em seu acervo que \u00e9 reduto dessa mem\u00f3ria do ensino agr\u00edcola. Para ter sentido, precisa estar em movimento. Nesse ponto fundamental \u00e9 que focamos a comunica\u00e7\u00e3o como a chave para vivificar esse conjunto de pe\u00e7as, publica\u00e7\u00f5es e documentos; registros da hist\u00f3ria, dos desafios enfrentados pela institui\u00e7\u00e3o desde a sua funda\u00e7\u00e3o. Nesse movimento \u00e9 que podemos refletir sobre as pr\u00e1ticas museol\u00f3gicas, o fazer hist\u00f3rico e a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio como responsabilidade social, em um debate que respeite as diferentes opini\u00f5es e express\u00f5es.<\/p>\n<p>Mait\u00ea dos Santos Rangel<br \/>Coordenadora do Memorial do Ensino Agr\u00edcola Superior da Bahia (MEASB\/UFRB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s ter sido desmontada por an\u00f4nimos no dia 15 de dezembro, a exposi\u00e7\u00e3o do acervo do Measb,&nbsp;Personalidades da Hist\u00f3ria da Agronomia no Rec\u00f4ncavo,&nbsp;ser\u00e1 novamente montada em Cachoeira em janeiro. 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