{"id":27814,"date":"2018-07-27T20:34:39","date_gmt":"2018-07-27T20:34:39","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2018\/07\/27\/artigo-do-reitor-da-ufrb-sobre-os-13-anos-de-educacao-superior-no-reconcavo-da-bahia\/"},"modified":"2018-07-27T20:34:39","modified_gmt":"2018-07-27T20:34:39","slug":"artigo-do-reitor-da-ufrb-sobre-os-13-anos-de-educacao-superior-no-reconcavo-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/artigo-do-reitor-da-ufrb-sobre-os-13-anos-de-educacao-superior-no-reconcavo-da-bahia\/","title":{"rendered":"Artigo do Reitor da UFRB sobre os 13 anos de Educa\u00e7\u00e3o Superior no Rec\u00f4ncavo da Bahia"},"content":{"rendered":"<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, o mundo ocidental vivia fortes ebuli\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais embaladas pelos ecos das grandes transforma\u00e7\u00f5es do final do s\u00e9culo XVIII. No Brasil, o clima era de radicaliza\u00e7\u00e3o pela independ\u00eancia pol\u00edtica. As prov\u00edncias baianas do Rec\u00f4ncavo, em especial Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o, Maragogipe e Cachoeira, protagonizaram batalhas que derrotariam as for\u00e7as portuguesas da regi\u00e3o. Essa vit\u00f3ria foi decisiva para impulsionar a decis\u00e3o do Pr\u00edncipe Regente em proclamar a independ\u00eancia do Brasil.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da UFRB tamb\u00e9m \u00e9 marcada na luta pela independ\u00eancia do Brasil quando, em Santo Amaro, a C\u00e2mara de Verean\u00e7a marca o seu tempo como farol e guia, ao propor os pilares constitutivos de um Estado soberano com organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, administrativa e jur\u00eddica pr\u00f3prias; um sistema econ\u00f4mico financeiro e cultural aut\u00f4nomo, exigindo tamb\u00e9m liberdade de cren\u00e7a religiosa e a implanta\u00e7\u00e3o na prov\u00edncia de uma universidade p\u00fablica. Desde aquela \u00e9poca, o Rec\u00f4ncavo compreendia que a pol\u00edtica, os direitos civis e a produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica s\u00e3o aspectos indissoci\u00e1veis da ci\u00eancia, da filosofia, das artes e da cultura, no desenvolvimento de uma na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 dessa consci\u00eancia e for\u00e7a ancestral que nasce em 29 de julho de 2005 a Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB). A C\u00e2mara Santamarense reivindicou uma universidade para o Rec\u00f4ncavo, contudo o sonho seria adiado por mais um s\u00e9culo, quando decis\u00f5es pol\u00edticas de governos progressistas retomaram e implementaram o maior projeto de expans\u00e3o e interioriza\u00e7\u00e3o do ensino superior no Brasil. Sua cria\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o foi protagonizada por uma grande for\u00e7a pol\u00edtica e com ampla participa\u00e7\u00e3o dos povos do Rec\u00f4ncavo. Lideran\u00e7as, artistas, intelectuais e pessoas do povo, mobilizados, mostraram sua disposi\u00e7\u00e3o, lutaram bravamente e conquistaram a segunda universidade federal na Bahia. &nbsp;<\/p>\n<p>Criada por desmembramento da Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia, a UFRB est\u00e1 enraizada no local. Suas funda\u00e7\u00f5es est\u00e3o encharcadas pelos saberes e tradi\u00e7\u00f5es ancestrais; pelo solo f\u00e9rtil do massap\u00ea; pelas comunidades das \u00e1guas, os ribeirinhos, pescadores e marisqueiros; pelas comunidades agr\u00edcolas e quilombolas. Nas tramas e tran\u00e7as dos artes\u00e3os, nas m\u00e3os criativas dos ceramistas, no impulsionamento do com\u00e9rcio e dos servi\u00e7os, na beleza da diversidade dos tipos culturais e da est\u00e9tica identit\u00e1ria, a UFRB vai colaborando para mudar a paisagem, os cen\u00e1rios, produzindo conhecimento, ci\u00eancia, tecnologia, arte e cultura, ao mesmo tempo em que forma jovens e adultos, profissionais e cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Ao completar, no \u00faltimo dia&nbsp;29 de julho, 13 anos, a institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 conta com sete centros de ensino em sete cidades, onde circulam 834 servidores docentes sendo 91% de mestres e doutores, 711 t\u00e9cnicos administrativos e cerca de 450 trabalhadores terceirizados e 12.345 estudantes.<\/p>\n<p>A Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia elevou a oferta de vagas para al\u00e9m da capital do estado e comemora o crescimento do n\u00famero de jovens baianos, em especial da popula\u00e7\u00e3o negra e pobre, com acesso ao n\u00edvel superior de ensino, nos \u00faltimos anos. Desde a sua cria\u00e7\u00e3o, a UFRB vem ganhando destaque no cen\u00e1rio nacional pela sua pol\u00edtica de inclus\u00e3o social. Suas a\u00e7\u00f5es de pesquisa e extens\u00e3o se espalham pelos territ\u00f3rios se fazendo presente na vida dos povos, criando e trocando conhecimentos e saberes numa rela\u00e7\u00e3o de complementaridade.<\/p>\n<p>Vida longa \u00e0 UFRB, posto que uma universidade \u00e9 por natureza inconclusa, existe como a\u00e7\u00e3o, processo em permanente movimento de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Silvio Luiz de Oliveira Soglia<br \/>Reitor da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, o mundo ocidental vivia fortes ebuli\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais embaladas pelos ecos das grandes transforma\u00e7\u00f5es do final do s\u00e9culo XVIII. No Brasil, o clima era de radicaliza\u00e7\u00e3o pela independ\u00eancia pol\u00edtica. 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