{"id":28247,"date":"2019-02-27T19:25:21","date_gmt":"2019-02-27T19:25:21","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2019\/02\/27\/no-dia-da-mulher-ufrb-inicia-serie-com-cinco-pesquisadoras-destaques-em-suas-areas\/"},"modified":"2019-02-27T19:25:21","modified_gmt":"2019-02-27T19:25:21","slug":"no-dia-da-mulher-ufrb-inicia-serie-com-cinco-pesquisadoras-destaques-em-suas-areas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/no-dia-da-mulher-ufrb-inicia-serie-com-cinco-pesquisadoras-destaques-em-suas-areas\/","title":{"rendered":"No Dia da Mulher, UFRB inicia s\u00e9rie com cinco pesquisadoras destaques em suas \u00e1reas"},"content":{"rendered":"<p>A Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB) comemora o Dia Internacional da Mulher (08 de mar\u00e7o) com uma homenagem a cinco pesquisadoras destaques em suas \u00e1reas de conhecimento. Inspirada pela s\u00e9rie <a href=\"http:\/\/www.cnpq.br\/web\/guest\/pioneiras-da-ciencia-do-brasil7\/\"><em>Pioneiras da Ci\u00eancia no Brasil<\/em><\/a>, lan\u00e7ada pelo CNPq em 2013, o objetivo desta sequ\u00eancia de relatos \u00e9 contar a hist\u00f3ria dessas mulheres que contribuem de forma relevante para o avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico e, principalmente, na forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos.<\/p>\n<p>As pesquisadoras homenageadas pela UFRB s\u00e3o Adriana Bagaldo (Zootecnia), Ana Fermino (Agronomia), \u00c2ngela Figueredo (Ci\u00eancias Sociais), Franceli da Silva (Biodiversidade e Recursos Naturais) e Simone Alves (Melhoramento Gen\u00e9tico). A sele\u00e7\u00e3o teve como crit\u00e9rio o fato de essas cientistas terem sido contempladas com Bolsas de Produtividade em Pesquisa ou em Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico e Extens\u00e3o Inovadora do CNPq no per\u00edodo 2014-2019.<\/p>\n<p>De acordo com o CNPq , \u201co estabelecimento de figuras exemplares femininas \u00e9 um importante recurso para diminuir os estere\u00f3tipos de g\u00eanero e motivar as meninas e as mulheres para as carreiras cient\u00edficas e para as ci\u00eancias em geral, como apontam diversos estudos e relat\u00f3rios\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>Durante o m\u00eas de mar\u00e7o, apresentaremos a hist\u00f3ria de cada uma delas:<\/p>\n<p>{slider Adriana Bagaldo &#8211; Zootecnia}<\/p>\n<p>A professora Adriana Regina Bagaldo nasceu na cidade de S\u00e3o Paulo, em 22 de maio de 1973, e cresceu em S\u00e3o Caetano do Sul, regi\u00e3o do ABC. Mesmo tendo crescido na cidade, seu pai sempre foi produtor de leite no interior de S\u00e3o Paulo, onde ela passava a maioria de suas f\u00e9rias e feriados. Foi a\u00ed que a paix\u00e3o por animais, especialmente vacas leiteiras, foi crescendo. N\u00e3o teve d\u00favidas, prestou o vestibular em Zootecnia e foi cursar na Universidade Federal de Lavras (UFLA), no per\u00edodo de 1992 a 1997.&nbsp; N\u00e3o satisfeita apenas com a gradua\u00e7\u00e3o, ingressou em 1998 no mestrado em Ci\u00eancia Animal e Pastagens na Escola Superior de Agricultura \u201cLuiz de Queiroz\u201d da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), e em 2001 no doutorado na mesma institui\u00e7\u00e3o, finalizando em 2004. Em 2006, aprovou um projeto de p\u00f3s-doutoramento na Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), e veio \u00e0 Bahia, especificamente \u00e0 Universidade Federal da Bahia (UFBA), para o curso. Foi quando conheceu e firmou uma forte parceria cient\u00edfica como o professor Ronaldo Lopes Oliveira, da Escola de Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia da UFBA. Grande amigo e colega de profiss\u00e3o, at\u00e9 hoje s\u00e3o parceiros em trabalhos e projetos cient\u00edficos. Incluindo as suas refer\u00eancias do mestrado e doutorado, ela se recorda que os homens sempre foram maioria em sua \u00e1rea de pesquisa. Como relata: \u201cEu nunca parei para pensar porque somos t\u00e3o poucas mulheres nessa a\u00e9rea. Quando eu entrei em Zootecnia, n\u00f3s \u00e9ramos uma turma de 25 alunos, com cinco mulheres e 20 homens. Acredito que talvez, no futuro, essa diferen\u00e7a diminua, porque hoje as turmas t\u00eam mais mulheres\u201d. Atualmente, Adriana \u00e9 professora adjunta na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB). Em 2008, foi aprovada no concurso p\u00fablico para docente na \u00e1rea de Bromatologia, no campus de Cruz das Almas, e, no mesmo ano, foi credenciada ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Animal. Foi coordenadora do mesmo programa no per\u00edodo de 2010 a 2014. Hoje, coordena o laborat\u00f3rio de Bromatologia, que \u00e9 um laborat\u00f3rio de multiusu\u00e1rios e que atende a um grande n\u00famero de mestrandos do Programa. \u00c9 bolsista em produtividade do CNPq desde 2013, e faz pesquisas na \u00e1rea de avalia\u00e7\u00e3o de alimentos para pequenos ruminantes: ovinos e caprinos. Seu interesse \u00e9 em alimentos alternativos, em especial coprodutos regionais, como torta de dend\u00ea, torta de licuri, farelo de algaroba, torta de cacau. H\u00e1 tr\u00eas anos, ela concilia o trabalho de pesquisadora com o seu papel de m\u00e3e da pequena Lucina. \u201cQuando me tornei bolsista produtividade, eu n\u00e3o tinha filha e podia me dedicar mais, agora eu realmente sei as dificuldades para participar de congresso, trabalhar em casa&#8230; Tenho que tentar ser mais eficiente em um curto prazo de tempo que tenho para me dedicar\u201d, avalia. Dentre as homenagens que j\u00e1 recebeu em sua carreira est\u00e1 a men\u00e7\u00e3o de Honra ao M\u00e9rito como destaque do Programa de Aperfei\u00e7oamento de Ensino (PAE) da Escola Superior de Agricultura &#8220;Luiz de Queiroz&#8221; da USP em 2004. Al\u00e9m desse reconhecimento, Adriana \u00e9 autora de mais de 70 artigos em revistas nacionais e internacionais, soma cerca de 50 orienta\u00e7\u00f5es conclu\u00eddas de discentes da gradua\u00e7\u00e3o ao p\u00f3s-doutorado e mais de 30 orienta\u00e7\u00f5es de bolsistas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4485831357535274\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Curr\u00edculo Lattes<\/a>.<\/p>\n<\/p>\n<p>{slider Ana Fermino &#8211; Agronomia}<\/p>\n<p>A professora Ana Cristina Fermino Soares nasceu em Mo\u00e7ambique, no sudeste da \u00c1frica, e viveu at\u00e9 os dezoito anos na ilha de Cabo Verde, localizada a 570 km da costa da \u00c1frica Ocidental. Estudou dois anos em Lisboa, Portugal, mas concluiu o ensino fundamental e m\u00e9dio em Cabo Verde. Na \u00e9poca, como n\u00e3o havia universidades em seu pa\u00eds, concorreu a uma bolsa do <em>African American Institute<\/em> e foi estudar nos Estados Unidos, na \u00e1rea de Microbiologia. Para ela, foi uma \u201cescolha natural\u201d, uma vez que sempre gostou das ci\u00eancias e o curso tinha uma boa perspectiva profissional. A escolha pelas ci\u00eancias agr\u00e1rias tamb\u00e9m \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o familiar. Filha de cabo-verdianos, seu pai foi agr\u00f4nomo, na \u00e1rea de Solos; fundou o primeiro instituto de pesquisas na \u00e1rea de ci\u00eancias agr\u00e1rias em Cabo Verde e gerenciou um instituto de pesquisa no N\u00edger. \u201cEu acompanhava essa trajet\u00f3ria e, para mim, a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e a pesquisa sempre estiveram muito presentes. N\u00e3o me conseguia ver s\u00f3 com a gradua\u00e7\u00e3o\u201d, lembra. Ela graduou-se em Microbiologia e Imunologia na Universidade do Arizona, Tucson (1988). Ao longo do curso, trabalhou como assistente de laborat\u00f3rio e recebeu a oferta de bolsa para continuar os estudos na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Cursou o mestrado tamb\u00e9m em Microbiologia e Imunologia, na Universidade do Arizona, Tucson (1990), quando conheceu o marido e teve seu primeiro filho. Mudou-se para o Brasil com a fam\u00edlia e, aqui, atuou como pesquisadora na Embrapa do Semi\u00e1rido, em Petrolina, na qualidade de bolsista de Desenvolvimento Regional pelo CNPq. Em seguida, fez o doutorado em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal, \u00e1rea de Solos\/Microbiologia do Solo, pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (1998). Nesta \u00e9poca, teve dois filhos e precisou conciliar ainda mais a fun\u00e7\u00e3o de m\u00e3e com a de pesquisadora. \u201cFoi bem dif\u00edcil, ainda n\u00e3o existia a licen\u00e7a maternidade para bolsistas Capes\u201d, diz Ana, que avalia: \u201ca partir do momento que uma mulher se torna m\u00e3e, tem os filhos como prioridade e precisa abrir m\u00e3o de algumas coisas pela educa\u00e7\u00e3o de seus filhos. Isso realmente nos coloca em certa desvantagem em rela\u00e7\u00e3o aos homens\u201d. Atualmente, Ana tem nacionalidade brasileira e \u00e9 professora titular da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB). Foi membro da C\u00e2mara de Assessoramento em Ci\u00eancias Agr\u00e1rias e da C\u00e2mara de Bolsas da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Foi Pr\u00f3-Reitora de Pesquisa, P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o, Cria\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o (2011-2015) e Superintendente de Assuntos Internacionais (2015-2018) na UFRB. E \u00e9 a atual Coordenadora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Microbiologia Agr\u00edcola. Desenvolve pesquisas na \u00e1rea do manejo agroecol\u00f3gico da cultura do sisal na regi\u00e3o semi\u00e1rida da Bahia, expandindo recentemente para outras culturas regionais. Seu foco \u00e9 o controle biol\u00f3gico das plantas e o desenvolvimento de subprodutos a partir de res\u00edduos p\u00f3s-cultivo. Tem parcerias com docentes da UFRB, UFMG, UEFS e UNICAMP e pesquisadores da Embrapa, IAC e CEPEM-LNBIO. \u00c9 autora de dois dep\u00f3sitos de patentes junto ao INPI, um deles por \u201cprocesso de obten\u00e7\u00e3o de extrato e produ\u00e7\u00e3o de biofungicida a partir de folhas de ju\u00e1\u201d (2014) e outro por \u201cm\u00e9todo de produ\u00e7\u00e3o de pigmento fungico amarelo\u201d (2016). Tem tr\u00eas livros publicados e 75 artigos em peri\u00f3dicos. Orientou mais de 85 trabalhos acad\u00eamicos e 50 de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Ela acredita que a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia tem aumentado e se tornado mais marcante. \u201cJ\u00e1 conquistamos v\u00e1rios espa\u00e7os, percebemos isso em sala de aula. Temos v\u00e1rias mulheres hoje em cursos que antes eram considerados para homens\u201d, comemora a pesquisadora, sugerindo que ainda existem mais espa\u00e7os a ocupar.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2237448778462839\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Curr\u00edculo Lattes<\/a>.<\/p>\n<\/p>\n<p>{slider \u00c2ngela Figueiredo &#8211; Ci\u00eancias Sociais}<\/p>\n<p>A professora \u00c2ngela Lucia Silva Figueiredo \u00e9 natural de Lauro de Freitas, na Bahia, mas estudou boa parte de sua vida em Salvador. \u00c9 uma das filhas mais novas de uma fam\u00edlia numerosa, na qual a educa\u00e7\u00e3o e o gosto pelas ci\u00eancias exatas sempre foi estimulado. Cursou o ensino t\u00e9cnico no antigo Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (CEFET), hoje Instituto Federal da Bahia (IFBA). No entanto, optou pelas ci\u00eancias humanas em sua carreira acad\u00eamica. Al\u00e9m de suas habilidades comunicativas, ela conta que foi ao assistir as aulas do professor e soci\u00f3logo H\u00e9lio Rocha num cursinho preparat\u00f3rio para o vestibular que se identificou com as Ci\u00eancias Sociais. \u201cFiquei encantada com o fato de ser uma \u00e1rea das ci\u00eancias em que voc\u00ea pode falar de v\u00e1rias coisas do cotidiano, em que voc\u00ea pode aprender sobre o cotidiano e em que voc\u00ea pode teorizar sobre o cotidiano\u201d, diz. \u00c2ngela ingressou na Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1988, onde se graduou em Antropologia (1994) e concluiu o mestrado em Ci\u00eancias Sociais (1998). Realizou o doutorado em Sociologia pela Sociedade Brasileira de Instru\u00e7\u00e3o (SBI) no Instituto Universit\u00e1rio de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), no per\u00edodo de 1998 a 2003, e p\u00f3s-doutorados no Carter Woodson Institute, na Universidade da Virg\u00ednia, em 2006, e na Universidade de Berkeley, Calif\u00f3rnia, em 2016. Esta rela\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e pol\u00edtica com intelectuais afro-americanos e de outras minorias nos Estados Unidos tem rendido boas oportunidades de di\u00e1logos e isto tem se refletido tanto no seu trabalho com a classe m\u00e9dia negra quanto nos estudos desenvolvidos sobre g\u00eanero, ra\u00e7a e classe e sobre o feminismo negro. \u00c2ngela \u00e9 coordenadora do Coletivo Angela Davis, um grupo de pesquisa ativista nas \u00e1reas de g\u00eanero, ra\u00e7a e subalternidade e coordenadora da primeira Escola Internacional Black Feminism Thought, criada em 2017. Atualmente, \u00e9 professora associada no centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB) e a primeira pesquisadora da institui\u00e7\u00e3o a conquistar uma bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ2) pelo CNPq na \u00e1rea de Ci\u00eancias Sociais. Atua no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais da UFRB e em dois programas na UFBA: a P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos \u00e9tnicos e Africanos (POSAFRO) e a P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Estudos Interdisciplinares de g\u00eanero (PPGNEIM). Como pesquisadora, tem atuado nas \u00e1reas de desigualdades raciais e de g\u00eanero, cultura negra, classe m\u00e9dia negra, beleza negra, identidade negra, feminismo negro e emprego dom\u00e9stico. Inspirada pela perspectiva do feminismo negro, adota diferentes formas de apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados de suas pesquisas e por isso j\u00e1 realizou dois filmes-document\u00e1rios: Deusa do \u00e9bano (2004) e Di\u00e1logos com o sagrado (2013). O primeiro aborda a noite da beleza negra do bloco afro Il\u00ea Ay\u00ea, enquanto o segundo trata da experi\u00eancia de mulheres rezadeiras no Rec\u00f4ncavo da Bahia. Foi curadora da exposi\u00e7\u00e3o Global African Hair, que ocorreu no Centro Cultural da Caixa Econ\u00f4mica Federal, em Salvador (2012). Realizou o curso de extens\u00e3o sobre empreendedorismo negro em parceria com o Col\u00e9gio Estadual de Cachoeira (2012, 2013 e 2014). Publicou tr\u00eas livros: \u201cNovas elites de cor: um estudo sobre os profissionais negros em Salvador\u201d (2002), \u201cClasse m\u00e9dia negra: Trajet\u00f3rias e perfis\u201d (2012) e \u201cBeleza Negra\u201d (2016). Realiza oficinas e workshops sobre feminismo negro e escrita para as mulheres negras. Nos \u00faltimos anos, publicou artigos nas \u00e1reas de g\u00eanero, ra\u00e7a e feminismo negro. Envolvida nessas tem\u00e1ticas, \u00c2ngela avalia claramente o impacto de sua dupla jornada como pesquisadora e m\u00e3e de dois filhos. Para ela, a presen\u00e7a das mulheres nas ci\u00eancias cresceu, embora nos locais de destaque os homens continuem sendo maioria, uma vez que conseguem um maior n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es. \u201cA desigualdade da socializa\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e ra\u00e7a de algum modo se repercute dentro da Universidade, que reproduz muito da l\u00f3gica da sociedade mais abrangente. \u00c9 um boicote silencioso, as pessoas n\u00e3o ouvem, n\u00e3o nos percebem\u201d, pontua, reafirmando-se como mulher negra e feminista.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6332981346537949\">Curr\u00edculo Lattes.<\/a><\/p>\n<\/p>\n<p>{slider Franceli da Silva &#8211; Biodiversidade e Recursos Naturais}<\/p>\n<p>A professora Franceli da Silva nasceu na cidade de S\u00e3o Paulo, em 16 de mar\u00e7o de 1973. Sua trajet\u00f3ria na ci\u00eancia se inicia ainda no col\u00e9gio, ao ser desafiada pela professora de biologia a montar a Sala do Mel, na Semana de Ci\u00eancias, no Instituto Tecnol\u00f3gico de Osasco (ITO). Foi sua primeira experi\u00eancia com a atividade de pesquisa. Em seguida, na gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Agron\u00f4mica na Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV), conheceu j\u00e1 na semana dos calouros o Grupo Entre Folhas \u2013 Plantas Medicinais. Quando percebeu, estava totalmente inserida no grupo, participando das atividades e reuni\u00f5es. Obteve sua primeira bolsa CNPq de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, que dividia com uma amiga, sob orienta\u00e7\u00e3o do Prof. Dr. Vicente Wagner Dias Casali. E da\u00ed come\u00e7ou sua pesquisa com plantas medicinais. Primeiro o cultivo e secagem e depois p\u00f3s-colheita. A IC rendeu sua primeira publica\u00e7\u00e3o no primeiro n\u00famero da Revista Brasileira de Plantas Medicinais, sua primeira grande conquista na \u00e1rea. Seguiu para o mestrado na mesma institui\u00e7\u00e3o, a UFV, sob orienta\u00e7\u00e3o do Prof. Dr. Ricardo Henrique Silva Santos, que acabava de voltar dos Estados Unidos com informa\u00e7\u00f5es novas a respeito da pesquisa. Finalizado o mestrado, passou no doutorado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), na \u00e1rea de Engenharia Agr\u00edcola, e foi trabalhar com secagem e armazenamento de plantas medicinais. O Prof. Dr. Kil Jin Park foi o seu orientador e, assim como os demais orientadores, foi uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o e aprendizado. Trabalhou neste per\u00edodo no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Qu\u00edmicas, Biol\u00f3gicas e Agr\u00edcolas (CPQBA), onde teve a oportunidade de atuar com pesquisadores que s\u00e3o refer\u00eancias na \u00e1rea de Plantas Medicinais, tais como Pedro Mellilo Magalh\u00e3es, \u00cdlio Mantanari Jr e Glyn Mara Figueira. Finalizada sua forma\u00e7\u00e3o, passou pela empresa Natura, onde prestou consultoria no desenvolvimento de cadeias produtivas de bioativos. Em seguida, passou no concurso na UFRB, e j\u00e1 est\u00e1 na institui\u00e7\u00e3o h\u00e1 12 anos. Ao longo deste per\u00edodo, constituiu o Grupo de Pesquisa em Plantas Medicinais, Condimentares e Arom\u00e1ticas (GEPLAM), no qual orienta alunos de IC, mestrado e doutorado. Durante sua carreira, conseguiu aprovar projetos no CNPq de grande relev\u00e2ncia, tais como o Projeto Ervas \/ Extens\u00e3o Tecnol\u00f3gica. Hoje, tem estabelecida uma parceria forte com outros professores na UFRB e parcerias em Portugal, Espanha e Inglaterra. \u201cA pesquisa requer foco e muita persist\u00eancia, pois os obst\u00e1culos precisam ser vencidos para que se consiga realizar um trabalho de qualidade, por isso, as parcerias nacionais e internacionais s\u00e3o de suma import\u00e2ncia\u201d, destaca. Atualmente, sua pesquisa se concentra no semi\u00e1rido baiano. Ela explica que essa regi\u00e3o \u00e9 promissora com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s esp\u00e9cies medicinais e j\u00e1 tem algumas selecionadas que demonstram potenciais bioativos no controle de fungos fitopatog\u00eanicos e nemat\u00f3ides. Tamb\u00e9m h\u00e1 pesquisas promissoras com uso de bioativos em embalagens inteligentes e ainda aromas que podem inserir servi\u00e7os ecossist\u00eamicos em agroecossitemas produtivos. \u201cTemos muito a pesquisar ainda, mas estamos no caminho. Cada defesa, cada aluno que passa por aqui e continua sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica, empreendedora, enche-me de felicidade e orgulho e me faz relembrar o quanto a viv\u00eancia no ensino, pesquisa e extens\u00e3o ao longo da minha trajet\u00f3ria foram importantes para chegar at\u00e9 aqui\u201d, diz Franceli.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9920522039944455\">Curr\u00edculo Lattes<\/a>.<\/p>\n<\/p>\n<p>{slider Simone Alves &#8211; Melhoramento Gen\u00e9tico}<\/p>\n<p>Simone Alves Silva nasceu em Salvador, Bahia, em 22 de setembro de 1972. Conviveu sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia nos munic\u00edpios de Brumado e Cacul\u00e9, na regi\u00e3o sudoeste da Bahia, e no munic\u00edpio de Novo Acre (Jiquy), na Chapada Diamantina. Come\u00e7ou sua carreira cient\u00edfica na Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na cidade de Cruz das Almas, no ano de 1992. No segundo ano do curso, ingressou na Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica como bolsista do CNPq, orientada pela professora Ana Cristina Vello Loyola Dantas. Desde ent\u00e3o, a ci\u00eancia tornou-se o elo de sua satisfa\u00e7\u00e3o profissional e pessoal e a \u00e1rea de Gen\u00e9tica e Melhoramento de plantas iria percorrer toda sua trajet\u00f3ria em pesquisa. As inquieta\u00e7\u00f5es e o gosto pela \u00e1rea fizeram com que a pesquisadora optasse por se especializar, buscando sua p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o fora do seu Estado. Ingressou na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e l\u00e1 permaneceu pelo per\u00edodo de 1997 a 2002, onde cursou o mestrado e o doutorado. Durante este tempo atuou como Bolsista CAPES, estabelecendo o marco de sua vida cient\u00edfica. Cursou o Programa de Mestrado em Fitomelhoramento e o doutorado vinculado ao Programa de Ci\u00eancia e Tecnologia de Sementes, ambos na \u00e1rea de Gen\u00e9tica e Melhoramento de plantas. Em seguida, fez o P\u00f3s-Doutoramento em Biotecnologia (Marcadores Moleculares) no Laborat\u00f3rio Avan\u00e7ado de Gen\u00f4mica e Melhoramento do Programa de Fitomelhoramento da UFPel, como bolsista da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). Teve como orientadores, neste per\u00edodo, os professores Fernando Iraj\u00e1 F\u00e9lix de Carvalho (<em>in memoriam<\/em>), Ant\u00f4nio Costa de Oliveira e Jorge Luiz Nedel (<em>in memoriam<\/em>) e o pesquisador Vanderlei da Rosa Caetano. Seu retorno \u00e0 Bahia se deu com a sua inser\u00e7\u00e3o na Escola de Agronomia da UFBA, no final de 2002, quando assumiu o Programa ProDoc\/CAPES, vinculado ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Agr\u00e1rias. Em 2004, por meio de concurso p\u00fablico, come\u00e7ou a trabalhar como professora da Escola de Agronomia da UFBA, sendo em 2006 incorporada \u00e0 Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB). Atualmente, \u00e9 Professora Associada da UFRB e, desde ent\u00e3o, se mant\u00e9m por 15 anos na linha de pesquisa em Gen\u00e9tica e Melhoramento de fruteiras e oleaginosas. Foi respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Melhoramento Gen\u00e9tico e Biotecnologia (NBIO) da UFRB, culminando no primeiro laborat\u00f3rio da Institui\u00e7\u00e3o credenciado pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP). Foi coordenadora de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica na Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da UFRB, no per\u00edodo de 2006 a 2011, e atualmente contribui com o N\u00facleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Agronomia (2018 &#8211; atual). Ao longo de sua carreira, orientou 58 alunos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, 18 bolsistas DTI e ITI, 15 alunos de TCC, 25 em n\u00edvel de mestrado, 13 de doutorado e 13 p\u00f3s-doutores. Tem tr\u00eas livros publicados, al\u00e9m de 67 artigos em revistas nacionais e internacionais e mais de 200 trabalhos em anais de eventos nacionais e internacionais. No per\u00edodo de 2012 a 2016 atuou como pesquisadora do CNPq, bolsista de produtividade em pesquisa. No decorrer deste per\u00edodo, viveu sua segunda gesta\u00e7\u00e3o e contou com o apoio da bolsa parturiente, alongando o per\u00edodo da bolsa PQ por mais um ano para favorecer seu retorno \u00e0 pesquisa. \u201cEnfrentaria uma maratona de a\u00e7\u00f5es com duas crian\u00e7as, acrescido do ritmo acelerado das pesquisas, que me fez repensar no papel da \u2018mulher na ci\u00eancia\u2019 e o qu\u00e3o desafiador \u00e9 para atender as demandas e manter todos os segmentos da satisfa\u00e7\u00e3o profissional, pessoal e social\u201d, diz. Hoje, Simone avalia como uma decis\u00e3o acertada, pois atualmente seus filhos t\u00eam seis e nove anos, com sua estrutura familiar e profissional mantida, pronta para novos desafios na ci\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0068632124397779\">&nbsp;Curr\u00edculo Lattes<\/a>.<\/p>\n<\/p>\n<p>{\/sliders}<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB) comemora o Dia Internacional da Mulher (08 de mar\u00e7o) com uma homenagem a cinco pesquisadoras destaques em suas \u00e1reas de conhecimento. Inspirada pela s\u00e9rie Pioneiras da Ci\u00eancia no Brasil, lan\u00e7ada pelo CNPq em 2013, o objetivo desta sequ\u00eancia de relatos \u00e9 contar a hist\u00f3ria dessas mulheres que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28246,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-28247","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28247"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28247\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28246"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}