{"id":28487,"date":"2019-05-18T21:58:37","date_gmt":"2019-05-18T21:58:37","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2019\/05\/18\/kabengele-munanga-professor-visitante-da-ufrb-e-homenageado-na-faculdade-de-direito-da-usp\/"},"modified":"2019-05-18T21:58:37","modified_gmt":"2019-05-18T21:58:37","slug":"kabengele-munanga-professor-visitante-da-ufrb-e-homenageado-na-faculdade-de-direito-da-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/kabengele-munanga-professor-visitante-da-ufrb-e-homenageado-na-faculdade-de-direito-da-usp\/","title":{"rendered":"Professor visitante da UFRB \u00e9 homenageado pela Faculdade de Direito da USP"},"content":{"rendered":"<p>O antrop\u00f3logo e professor visitante da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), Kabengele Munanga, foi homenageado pela luta contra todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o racial, pela \u00c1rea de Direitos Humanos da Faculdade de Direito, da Universidade de S\u00e3o Paulo(USP). O ato integrou parte da programa\u00e7\u00e3o do <em>Simp\u00f3sio de Estudos em homenagem ao professor Kabengele Munanga, <\/em>ocorrido nos dias 13 e 14 de maio, no audit\u00f3rio Rui Barbosa, da Faculdade de Direito da USP, localizado no Largo S\u00e3o Francisco, no centro de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O evento marcou tamb\u00e9m os 50 anos da assinatura, pelo Brasil, da Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o Racial.<\/p>\n<p>O tributo ao professor destaca a luta no decorrer de sua trajet\u00f3ria de vida e profissional, contra o racismo e em defesa dos direitos humanos.&nbsp;Kabengele Munanga, natural do Congo, \u00e9 um dos protagonistas no debate nacional em defesa da implanta\u00e7\u00e3o das cotas e a\u00e7\u00f5es afirmativas.<\/p>\n<\/p>\n<p>No mesmo evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski abordou as pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa que foram aprovadas no Supremo &#8211; as quais votou a favor na ocasi\u00e3o, em abril de 2012.<\/p>\n<p>Estiveram presente ao simp\u00f3sio em homenagem a&nbsp;Kabengele Munanga, o diretor da Faculdade de Direito da USP, Floriano Azevedo Marques; o professor dos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Faculdade de Direito da USP, Calixto Salom\u00e3o; os ex-ministros Jos\u00e9 Greg\u00f3rio (Justi\u00e7a) atual presidente da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da Universidade de S\u00e3o Paulo; e Celso Lafer (Rela\u00e7\u00f5es Exteriores); a atual chefe do Centro de Estudos Africanos da USP, Leila Maria Gon\u00e7alves Leite Hernandez; o fundador da Universidade Zumbi dos Palmares, soci\u00f3logo Jos\u00e9 Vicente; a professora doutora da Faculdade de Direito da USP e coordenadora&nbsp; dos trabalhos da mesa, Eunice Aparecida de Jesus Prudente, entre outros.<em> <\/em><\/p>\n<p>Ao comparar as discrimina\u00e7\u00f5es contra negros e ind\u00edgenas no Brasil, Munanga afirmou que uma das peculiaridades desses processo no pa\u00eds \u00e9 \u201co sil\u00eancio, o n\u00e3o dito, que confunde todos os brasileiros e brasileiras v\u00edtimas e n\u00e3o v\u00edtimas.\u201d<\/p>\n<p>Para Munanga, o \u201cracismo \u00e0 brasileira mata duas vezes\u201d. \u201cMata fisicamente, como mostram as estat\u00edsticas do genoc\u00eddio da juventude negra em nossas periferias, mata na inibi\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia de todos, brancos e negros, sobre a exist\u00eancia do racismo em nossa sociedade\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Falta no pa\u00eds, na avalia\u00e7\u00e3o dele, a consci\u00eancia sobre a dimens\u00e3o do problema. O que \u00e9, segundo o antrop\u00f3logo, um obst\u00e1culo ao enfrentamento do racismo no pa\u00eds. \u201cDa\u00ed a dificuldade de lutar contra uma injusti\u00e7a social n\u00e3o admitida pela maioria da popula\u00e7\u00e3o, por alguns de seus dirigentes, alguns intelectuais e pela grande imprensa formadora de opini\u00e3o formadora de opini\u00e3o sobre os problemas da sociedade\u201d, destacou.<\/p>\n<p><em><strong>Trajet\u00f3ria<\/strong><br \/><\/em><\/p>\n<p>Desde 2017,&nbsp;Munanga \u00e9 professor visitante da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB). H\u00e1 menos de um ano, ele recebeu o 15\u00ba Pr\u00eamio USP de Direitos Humanos, em cerim\u00f4nia realizada no dia 29 de junho, na Sala do Conselho Universit\u00e1rio. Ao longo de sua carreira, tamb\u00e9m foi agraciado com diversos pr\u00eamios e t\u00edtulos.<\/p>\n<p>Em 2002, o professor recebeu a Ordem do M\u00e9rito Cultural, pelo Minist\u00e9rio da Cultura; no ano de 2008, ganhou homenagem como Decano em Estudos Antropol\u00f3gicos, do Departamento de Antropologia da FFLCH; recebeu o Trof\u00e9u Ra\u00e7a Negra 2011, pela Afrobras e pela Faculdade Zumbi dos Palmares.<\/p>\n<p>Em 2012,&nbsp;Munanga foi agraciado com o Pr\u00eamio Benedito Galv\u00e3o, da Ordem dos Advogados do Estado de S\u00e3o Paulo (OAB-SP) e, no mesmo ano, foi homenageado pela Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da Universidade de S\u00e3o Paulo (Adusp). Em 2013, recebeu o Grau de Oficial da Ordem do Rio Branco, outorgada pelo Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. Em setembro de 2016, foi homenageado com o t\u00edtulo de cidadania baiana, pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.<\/p>\n<p>Antrop\u00f3logo e professor, Munanga desenvolve pesquisas sobre popula\u00e7\u00f5es afro-brasileiras desde a d\u00e9cada de 1970, quando trabalhou na USP. Seus estudos foram respons\u00e1veis por romper a vis\u00e3o euroc\u00eantrica da antropologia, repensar a participa\u00e7\u00e3o dos negros na hist\u00f3ria do pa\u00eds e, ainda, consolidar os estudos preparat\u00f3rios para a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, no eixo que tange os Diretos Humanos e combate \u00e0 toda a forma de racismo no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Trechos do discurso<\/strong><\/p>\n<p>A seguir, os principais trechos do discurso de Kabengele Munanga realizado durante o evento em sua homenagem:<\/p>\n<p><em>O sil\u00eancio e o n\u00e3o dito sobre o racismo brasileiro marca o preconceito da educa\u00e7\u00e3o e da forma\u00e7\u00e3o da cidadania em toda as dire\u00e7\u00f5es. Como escreveu Eliane Cavalleiro, esse sil\u00eancio come\u00e7a no lar e se prolonga na educa\u00e7\u00e3o infantil, desde a escola.<\/em><em>Foi com essa consci\u00eancia, com a consci\u00eancia dessa lacuna, que organizei o livro Superando o racismo na escola, a pedido do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, cuja a primeira edi\u00e7\u00e3o, em 1999, contou com o pref\u00e1cio do ent\u00e3o Ministro da Educa\u00e7\u00e3o Paulo Renato Souza, e a segunda impress\u00e3o, em 2001, com o pref\u00e1cio do ent\u00e3o Presidente da Rep\u00fablica, Fernando Henrique Cardoso. Outras edi\u00e7\u00f5es certamente vieram no governo do ex-presidente Lula.<\/em><\/p>\n<p><em>Desde ent\u00e3o, os convites come\u00e7aram a chover de v\u00e1rias escolas, para dar palestras e confer\u00eancias sobre o tema. Me lembro de uma aula marcada com educadores de uma escola p\u00fablica da periferia de S\u00e3o Paulo, acho que era em Cap\u00e3o Redondo, se n\u00e3o me falha a mem\u00f3ria. Me chegou um convite da Unesco, para ir \u00e0 Paris, na Semana da \u00c1frica, que cai em maio de cada ano, para participar de uma mesa sobre a negritude, por causa de um pequeno livro que escrevi a respeito do Brasil.<\/em><\/p>\n<p><em>A data da minha aula na periferia coincidia, infelizmente, com a data do embarque para Paris. Naquele dia pesou a consci\u00eancia. Eu preferi declinar o convite da Unesco para honrar meu compromisso com os educadores da escola da periferia de S\u00e3o Paulo.<\/em><em>N\u00e3o conto isso como autopromo\u00e7\u00e3o, mas apenas como exemplo de como a consci\u00eancia pode pesar quando se trata de escolher entre interesses individuais e coletivos<\/em><\/p>\n<p><em>Sem d\u00favida, todos os racismos s\u00e3o abomin\u00e1veis e cada um faz as sua v\u00edtimas do seu modo. O brasileiro n\u00e3o \u00e9 o pior, nem o melhor, mas ele tem as suas peculiaridades, entre as quais o sil\u00eancio, o n\u00e3o dito, que confunde todos os brasileiros e brasileiras v\u00edtimas e n\u00e3o v\u00edtimas.<\/em><em>Como disse Ali Wiesel, judeu Nobel da Paz, o carrasco sempre mata duas vezes, a segunda \u00e9 pelo sil\u00eancio, pr\u00e1tica caracter\u00edstica do racismos brasileiro que sempre mata duas vezes: mata fisicamente, como mostra as estat\u00edsticas sobre a genoc\u00eddio da juventude negra em nossas periferias; mata na inibi\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia de todos, brancos e negros, sobre a exist\u00eancia do racismo em nossa sociedade. <\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 por isso que eu costumo dizer que o racismos brasileiro \u00e9 um crime perfeito.<\/em><\/p>\n<p><em>Eu poderia ficar indiferente, me esconder no mundo dos brancos onde tenho amigos, n\u00e3o apenas no Brasil, mas tamb\u00e9m em outros pa\u00edses ocidentais. Digo com muito orgulho que minhas rela\u00e7\u00f5es de amizade n\u00e3o t\u00eam fronteiras raciais, mas nem por isso vou negar uma realidade crua e chocante que, infelizmente, muitos brasileiros n\u00e3o enxergam pois confundem mitos e realidades.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 claro que as coisas est\u00e3o mudando, a consci\u00eancia vem crescendo, como mostrado aqui nas falas do ministro Lewandowski, do ex-ministro Jos\u00e9 Greg\u00f3rio e professor Celso Lafer.<\/em><\/p>\n<p><em>Num trecho de entrevista em minha homenagem, publicado na revista USP de agosto de 2017, as intelectuais pesquisadoras Silvia Dantas, L\u00edgia Pereira e Maura V\u00e9ras, me consideram como um int\u00e9rprete africano no Brasil, porque perceberam que eu tenho um olhar diferente, uma leitura diferente de muitos brasileiros sobre a quest\u00e3o racial no pa\u00eds.<\/em><em>Mas esse olhar n\u00e3o \u00e9 distante, frio, neutro (como diriam alguns, um olhar objetivo), \u00e9 um olhar subjetivo, engajado, afetivo e apaixonado, um olhar de solidariedade que me acompanha cotidianamente no meu estilo de vida, nas minhas aulas e, sobretudo, nos meus textos.<\/em><\/p>\n<p><em>O mito da democracia brasileira, apesar de j\u00e1 ter sido destru\u00eddo pol\u00edtica e cientificamente, tem uma forma inercial dif\u00edcil de desmantelar. Se perguntarmos hoje aos norte-americanos, sul-africanos, europeus e brasileiros sobre a exist\u00eancia de preconceitos e discrimina\u00e7\u00e3o racial em suas respectivas sociedades, teremos respostas diferentes a serem interpretadas de acordo com a \u00e9poca, a hist\u00f3ria de cada pa\u00eds e sua estrutura de poder.<\/em><\/p>\n<p><em>Os norte-americanos, brancos e negros, poder\u00e3o dar respostas claras e diretas. Atualmente alguns deles podem at\u00e9 dizer que os preconceitos raciais recuaram porque elegeram um presidente negro, al\u00e9m de apresentar hoje mobilidade social, na qual nota-se uma pequena burguesia. <\/em><\/p>\n<p><em>O sul-africano tamb\u00e9m n\u00e3o teria dificuldade para confirmar a exist\u00eancia do racismo e de suas pr\u00e1ticas em sua sociedade. Alguns podem at\u00e9 dizer que esse fen\u00f4meno recuou com a supress\u00e3o das leis do apartheid e pelo fato de os negros estarem no comando pol\u00edtico do pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<p><em>Alguns franceses, alem\u00e3es poder\u00e3o dizer que em sua sociedade exista apenas a xenofobia em rela\u00e7\u00e3o aos imigrantes e, n\u00e3o necessariamente, o preconceito racial.<\/em><\/p>\n<p><em>A mesma pergunta feita aos brasileiros pareceria inconveniente, inc\u00f4moda e at\u00e9 mesmo perturbadora. Muitos, comparativamente aos americanos, sul-africanos, n\u00e3o teriam respostas claras e diretas, suas respostas seriam amb\u00edguas e fugitivas .<\/em><em>Para muitos, o Brasil n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds preconceituoso e racista, sendo as viol\u00eancias sofridas pelos negros e n\u00e3o brancos, em geral, apenas uma quest\u00e3o econ\u00f4mica ou de classe social, que nada tem a ver com os mitos de superioridades e de inferioridade racial. <\/em><\/p>\n<p><em>Nesse sentido, os negros, ind\u00edgenas e outros, n\u00e3o brancos, s\u00e3o discriminados porque s\u00e3o pobres. Em outros termos, negros, brancos e pobres, negros e brancos da classe m\u00e9dia, negros e brancos ricos (n\u00e3o sei quantos negros ricos tem nessa sociedade), n\u00e3o se discriminam entre si, tendo em vista que eles pertencem todos \u00e0 mesma classe social. Uma bela mentira.<\/em><\/p>\n<p><em>Para algumas pessoas mais esclarecidas, e mais sens\u00edveis ao cotidiano brasileiro, existe sim preconceitos e pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias no Brasil, em rela\u00e7\u00e3o aos negros, povos ind\u00edgenas e outros.<\/em><em>No caso dos resultados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha, de 1995, que resultou na edi\u00e7\u00e3o do livro Racismo Cordial, de Cleusa Turra e Gustavo Venturi, publicado pela \u00c1tica, seria interessante interrogar-se como o racismo pode ser cordial apenas no Brasil, e n\u00e3o em outro canto do mundo.<\/em><\/p>\n<p><em>Nessa pesquisa, 89% dos brasileiros aceitaram a exist\u00eancia do racismo no pa\u00eds, embora apenas 10% tivesse confessado que conhecem pessoas que discriminam, ou que eles mesmo j\u00e1 teriam sido discriminados.<\/em><em>Perguntaram para as mesmas pessoas se elas n\u00e3o se importariam se suas filhas, seus filhos se casassem com uma pessoa negra. As respostas revelaram contradi\u00e7\u00f5es at\u00e9 entre as pessoas que declararam que n\u00e3o s\u00e3o racistas, na medida em que n\u00e3o viam com bons olhos casamento inter-racial entre pessoas brancas e negras. Elas mostraram preocupa\u00e7\u00e3o em ter netos negros ou mesti\u00e7os que sofrer\u00e3o tamb\u00e9m preconceitos raciais na sociedade. Reprovaram o casamento inter-racial deixando claro a ambiguidade que permeia a apologia da mesti\u00e7agem como s\u00edmbolo da identidade nacional brasileira.<\/em><\/p>\n<p><em>A dificuldade de combater o racismo brasileiro est\u00e1 justamente nas suas peculiaridades, que o diferenciam de outras formas de manifesta\u00e7\u00e3o de racismo, conhecida na hist\u00f3ria como, por exemplo, o regime nazista ou o apartheid na \u00c1frica do Sul, para citar apenas os mais conhecidos. Nesses modelos, o racismo foi expl\u00edcito, institucionalizado e oficializado pelas leis naqueles pa\u00edses. Praticou-se o racismo do estado.<\/em><\/p>\n<p><em>No Brasil o racismo \u00e9 impl\u00edcito. De fato, ele nunca foi oficializado nos princ\u00edpios da pureza de sangue, da superioridade e da inferioridade racial. Por causa dessa aus\u00eancia de leis segregacionistas, os brasileiros n\u00e3o se consideram racistas, quando se comparam aos demais pa\u00edses.<\/em><em>Os brasileiros se olham nos espelhos sul-africanos, americanos e nazistas e se percebem sem nenhuma m\u00e1cula, em vez de se olharem em seu pr\u00f3prio espelho. Assim ecoa, dentro de muitos brasileiros, uma voz muito forte que grita \u2018n\u00e3o somos racistas! racistas s\u00e3o os outros!\u2019. Essa voz forte e poderosa \u00e9 o que chamo in\u00e9rcia do mito da democracia racial.<\/em><\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es de Faculdade de Filosofia, Letras e&nbsp;Ci\u00eancias Humanas da USP e Carta Maior.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O antrop\u00f3logo e professor visitante da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), Kabengele Munanga, foi homenageado pela luta contra todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o racial, pela \u00c1rea de Direitos Humanos da Faculdade de Direito, da Universidade de S\u00e3o Paulo(USP). 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