{"id":30772,"date":"2022-04-19T14:56:08","date_gmt":"2022-04-19T14:56:08","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2022\/04\/19\/familia-de-diplomata-da-onu-doa-acervo-com-pecas-africanas-para-ufrb\/"},"modified":"2022-04-19T14:56:08","modified_gmt":"2022-04-19T14:56:08","slug":"familia-de-diplomata-da-onu-doa-acervo-com-pecas-africanas-para-ufrb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/familia-de-diplomata-da-onu-doa-acervo-com-pecas-africanas-para-ufrb\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia de diplomata da ONU doa acervo com pe\u00e7as africanas para UFRB"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-30771\" src=\"http:\/\/ufrb.edu.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/gerson-505.png\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"925\" srcset=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/04\/gerson-505.png 900w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/04\/gerson-505-292x300.png 292w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/04\/gerson-505-768x789.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n<p>Uma cole\u00e7\u00e3o de arte contempor\u00e2nea et\u00edope, com 35 pe\u00e7as, foi doada pela fam\u00edlia do diplomata das Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), Gersoney Brand\u00e3o, para a CAsA do DUCA (Centro de Artes de Amargosa &#8211; Diversidade, Universidade, Cultura e Ancestralidade), do Programa Permanente de extens\u00e3o da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo (UFRB\/CFP). A CAsA do DUCA abriga os projetos de extens\u00e3o do Centro de Forma\u00e7\u00e3o de Professores (CFP), bem como seus grupos de pesquisa e as atividades culturais ligadas a eventos, cinema e teatro.<\/p>\n<p>As pe\u00e7as doadas s\u00e3o origin\u00e1rias da capital da Eti\u00f3pia, Adis Abeba, que \u00e9 um grande centro comercial e cultual do pa\u00eds, e tamb\u00e9m foram esculpidas por artistas que vivem no sudoeste do pa\u00eds, no Estado de Kaffa, onde supostamente os primeiros gr\u00e3os de caf\u00e9 foram \u201cdescobertos\u201d, no s\u00e9culo IX. Estima-se que, originalmente, esta cole\u00e7\u00e3o continha 60 pe\u00e7as.<\/p>\n<p>As pe\u00e7as, com predomin\u00e2ncia de madeira, retratam o Ano Novo et\u00edope, que passou a ser celebrado no momento em que a Rainha de Sab\u00e1 retorna de Jerusal\u00e9m, quando a mesma visitou o rei Salom\u00e3o, por volta de 950 antes de Cristo (aC). \u201cAssim como aprendemos sobre o caf\u00e9, que faz parte do nosso dia-a-dia e que foi \u201cdescoberto\u201d na Eti\u00f3pia, no s\u00e9culo IX, na cole\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m h\u00e1 instrumentos musicais antigos e pe\u00e7as que definem como a m\u00fasica \u00e9 um elemento importante para nossa sa\u00fade mental e for\u00e7a interior\u201d, afirmou o diplomata Gerson Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>Gerson explicou que as pe\u00e7as adquiridas recentemente, entre julho e dezembro de 2020, enquanto ele coordenava a prepara\u00e7\u00e3o do plano de resposta humanit\u00e1ria da ONU, visando proporcionar algum al\u00edvio \u00e0s v\u00edtimas das v\u00e1rias crises que assolavam e ainda assolam a Eti\u00f3pia. Para ele, o acervo certamente contribuir\u00e1 para que os visitantes da CAsA do DUCA, possam compreender a dimens\u00e3o hist\u00f3rica da Eti\u00f3pia e sua import\u00e2ncia global. \u201cS\u00e3o pe\u00e7as que revivem v\u00e1rias tradi\u00e7\u00f5es et\u00edopes e, ao mesmo tempo, nos fazem entender porque a Eti\u00f3pia \u00e9 reconhecidamente o ber\u00e7o da humanidade. Conhecendo um pouco da hist\u00f3ria da Eti\u00f3pia e das diversas etnias presentes no pa\u00eds, terminamos por melhor entender a import\u00e2ncia da \u00c1frica para o mundo\u201d.<\/p>\n<p>E foi pensando nesta conex\u00e3o entre \u00c1frica e a Bahia e suas rela\u00e7\u00f5es inter\u00e9tnicas, que o diplomata, criado \u00e0s margens do Rio Lucaia, em Salvador, e og\u00e3 do Il\u00ea Ax\u00e9 I\u00e1 Nass\u00f4 Ok\u00e1 (Terreiro da Casa Branca), juntamente com sua m\u00e3e biol\u00f3gica, Ekedy Sinha, sua esposa e filhos, resolveram doar a cole\u00e7\u00e3o para a CAsA do DUCA. \u201cEu, minha esposa Naile e a minha m\u00e3e Ekedy Sinha gostamos de contar hist\u00f3rias, porque acreditamos na import\u00e2ncia de informar as pessoas. Acreditamos que o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o nos faz pessoas mais solid\u00e1rias, mais humanas, e n\u00e3o h\u00e1 lugar melhor do que a sala de aula para a divulga\u00e7\u00e3o do conhecimento e para a partilha de hist\u00f3rias saud\u00e1veis. Por isso, achamos que a CAsA do DUCA, o Centro de Forma\u00e7\u00e3o de Professores, \u00e9 um lugar que deve contar com o apoio de todos n\u00f3s!\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>A coordenadora da CAsA do DUCA, professora Alessandra Gomes, disse que UFRB e, em especial, o CFP, por meio da CAsA do DUCA, tem dado uma forte contribui\u00e7\u00e3o ao problematizar o racismo, ao trazer para diversas atividades e debates, quest\u00f5es da afro-descend\u00eancia, das suas lutas, saberes e da beleza negra presente na arte, na intelectualidade e nos afetos. Para ela, o acervo s\u00f3 ir\u00e1 fortalecer&nbsp; todo este movimento.<\/p>\n<p>&#8220;Receber essas obras \u00e9 uma honra e uma alegria muito grande. As obras que nos chegam agora da Eti\u00f3pia, al\u00e9m de objetos art\u00edsticos, s\u00e3o tamb\u00e9m ve\u00edculos de forma\u00e7\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o humana; de conhecimento e reconhecimento de uma parte da nossa hist\u00f3ria tamb\u00e9m. E sendo este campus voltado para a forma\u00e7\u00e3o docente, possuir este acervo, nos direciona \u00e0 infinitas possibilidades formativas junto a nossas alunas e alunos, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o conjunta de outras narrativas, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o est\u00e9tica da popula\u00e7\u00e3o mais ampla da cidade e de todos aqueles que frequentarem a CAsA do DUCA. Assim como Gersoney Brand\u00e3o e sua fam\u00edlia, tamb\u00e9m gostamos muito de contar hist\u00f3rias, seja por meio do cinema, seja por meio da literatura, do teatro, da m\u00fasica e das muitas outras linguagens art\u00edsticas que comp\u00f5em nossas atividades. Assim, as obras et\u00edopes nos auxiliar\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o de outras narrativas, sejam elas hist\u00f3ricas, culturais ou est\u00e9ticas&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Para contato e informa\u00e7\u00f5es acesse:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/casadoduca\/\">instagram.com\/casadoduca<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/casadoducaamargosa\">facebook.com\/casadoducaamargosa<\/a>.<\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es de Claudia Oliveira.<\/em><\/p>\n<p>Confira fotos do acervo:<\/p>\n<p>{gallery}noticias2022\/acervo-duca{\/gallery}<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma cole\u00e7\u00e3o de arte contempor\u00e2nea et\u00edope, com 35 pe\u00e7as, foi doada pela fam\u00edlia do diplomata das Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), Gersoney Brand\u00e3o, para a CAsA do DUCA (Centro de Artes de Amargosa &#8211; Diversidade, Universidade, Cultura e Ancestralidade), do Programa Permanente de extens\u00e3o da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo (UFRB\/CFP). 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