{"id":30866,"date":"2022-05-16T10:48:06","date_gmt":"2022-05-16T10:48:06","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2022\/05\/16\/mec-avalia-com-nota-maxima-curso-superior-de-tecnologia-em-alimentos-da-ufrb\/"},"modified":"2022-05-16T10:48:06","modified_gmt":"2022-05-16T10:48:06","slug":"mec-avalia-com-nota-maxima-curso-superior-de-tecnologia-em-alimentos-da-ufrb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/mec-avalia-com-nota-maxima-curso-superior-de-tecnologia-em-alimentos-da-ufrb\/","title":{"rendered":"MEC avalia com nota m\u00e1xima curso superior de Tecnologia em Alimentos da UFRB"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-30865\" src=\"http:\/\/ufrb.edu.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/feed-tec-alimentos-718.png\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1350\" srcset=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/05\/feed-tec-alimentos-718.png 1080w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/05\/feed-tec-alimentos-718-240x300.png 240w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/05\/feed-tec-alimentos-718-819x1024.png 819w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/05\/feed-tec-alimentos-718-768x960.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/p>\n<p>Avaliadoras do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) conclu\u00edram o processo preliminar de reconhecimento do curso superior de Tecnologia em Alimentos da Educa\u00e7\u00e3o do Campo da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), com nota m\u00e1xima, conceito 5. A escala de notas vai de 1 a 5 e avalia os crit\u00e9rios como infraestrutura, corpo docente, projeto pedag\u00f3gico, desempenho do estudante, entre outros fatores. A avalia\u00e7\u00e3o do MEC aconteceu entre os dias 04 e 06 de maio.<\/p>\n<p>\u201cEssa avalia\u00e7\u00e3o representa para todos n\u00f3s o reconhecimento do esfor\u00e7o di\u00e1rio daqueles que lutam na constru\u00e7\u00e3o e efetiva\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o do Campo e pelos direitos dos povos do campo, das \u00e1guas e das florestas. Constru\u00edmos a muitas m\u00e3os e, com o apoio das organiza\u00e7\u00f5es e movimentos sociais do campo, o projeto de Educa\u00e7\u00e3o do Campo na UFRB e a cada reconhecimento de curso, celebramos mais uma vit\u00f3ria. Somos um curso ainda novo, portanto, que sigamos na constru\u00e7\u00e3o coletiva da Educa\u00e7\u00e3o e que a qualidade do ensino e trabalho docente continuem sendo pautas defendidas no \u00e2mbito da UFRB e do Centro de Ci\u00eancias e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS)\u201d, disse a coordenadora do curso, professora Liz Oliveira.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia em Alimentos<\/strong><\/p>\n<p>O curso de Tecnologia em Alimentos, vinculado \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o do Campo, comp\u00f5e a grade de cursos do Centro de Ci\u00eancias e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS), campus Feira de Santana.&nbsp;O curso funciona no per\u00edodo diurno, com previs\u00e3o de&nbsp;seis&nbsp;semestres \u2013 o equivalente ao cumprimento de 2.550 horas de atividades&nbsp;na modalidade da Pedagogia da Altern\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O curso tem como foco promover a forma\u00e7\u00e3o e a qualifica\u00e7\u00e3o de processamento e de beneficiamento de alimentos da agricultura familiar, na promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento territorial, a partir dos princ\u00edpios da agroecologia e da organiza\u00e7\u00e3o coletiva, voltada para a soberania, a seguran\u00e7a alimentar e nutricional e a economia solid\u00e1ria.<\/p>\n<p>A vice-coordenadora do curso, Samantha Costa, comenta sobre o diferencial do curso. &#8220;A forma\u00e7\u00e3o de profissionais habilitados e qualificados na \u00e1rea de Tecnologia em Alimentos que podem contribuir diretamente para o planejamento, gest\u00e3o e operacionaliza\u00e7\u00e3o das agroind\u00fastrias da agricultura familiar existentes, muitas delas nas suas pr\u00f3prias comunidades. Os discentes do curso t\u00eam uma forma\u00e7\u00e3o diferenciada&nbsp;e contextualizada, de base agroecol\u00f3gica e de organiza\u00e7\u00e3o coletiva e solid\u00e1ria, com habilidades sociopol\u00edticas capazes de planejar, implementar, administrar, gerenciar, promover e aprimorar a \u00e1rea de alimentos da agricultura familiar\u201d.<\/p>\n<p>Os componentes curriculares s\u00e3o ofertados em dois tempos formativos&nbsp;na modalidade da Pedagogia da Altern\u00e2ncia: o tempo universidade, que corresponde a 70% da carga hor\u00e1ria dos componentes curriculares; e o tempo comunidade, que corresponde a 30% da carga hor\u00e1ria dos componentes curriculares, e tem suas atividades desenvolvidas de maneira integrada entre o ensino, pesquisa e extens\u00e3o, principalmente com a constru\u00e7\u00e3o de Projetos de Interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O curso tem conv\u00eanios com institui\u00e7\u00f5es e ambientes profissionais, para coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, como associa\u00e7\u00f5es e cooperativas, vinculadas a grupos produtivos e agroind\u00fastrias da agricultura familiar, visando, entre outras a\u00e7\u00f5es,&nbsp;a vincula\u00e7\u00e3o com os tempos formativos da Pedagogia da Altern\u00e2ncia, no tempo universidade com a&nbsp;realiza\u00e7\u00e3o das aulas pr\u00e1ticas de processamento de alimentos para os estudantes do cursos e das atividades&nbsp;dos projetos de interven\u00e7\u00e3o do tempo comunidade.<\/p>\n<p>Entre os conveniados est\u00e3o a Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria da Matinha (ACOMA), a Associa\u00e7\u00e3o Regional dos Grupos Solid\u00e1rios de Gera\u00e7\u00e3o de Renda (ARESOL), a Associa\u00e7\u00e3o Rural Quilombola de Paus Altos, Santa Cruz e Adjac\u00eancias (ARQUIPASCA), o Centro de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura Vale do Iguape (CECVI) e a Associa\u00e7\u00e3o dos Pequenos Agricultores do Munic\u00edpio de Feira de Santana (APAEB \u2013 Feira de Santana).<\/p>\n<p>O curso de Tecnologia em Alimentos, em processo de finaliza\u00e7\u00e3o do reconhecimento junto ao MEC, tem 80% dos professores com t\u00edtulo de doutorado \u2013 os outros 20% t\u00eam t\u00edtulo de mestre.&nbsp;Os docentes t\u00eam&nbsp;experi\u00eancias&nbsp;acad\u00eamicas e profissionais&nbsp;nas&nbsp;\u00e1reas&nbsp;de produ\u00e7\u00e3o de alimentos&nbsp;e de gest\u00e3o de empreendimentos agroindustriais da agricultura familiar.<\/p>\n<p>Das turmas ingressantes no per\u00edodo de 2018 a 2021, o curso conta com 103 alunos matriculados ativamente, dos quais 18 s\u00e3o participantes em projetos de pesquisa; 9 participantes em programas internos e\/ou externos de financiamento; 21 participantes em projetos de ensino;&nbsp;e todos os estudantes est\u00e3o vinculados com a\u00e7\u00f5es de extens\u00e3o, a partir dos projetos de interven\u00e7\u00e3o, sendo que&nbsp;8 s\u00e3o bolsistas em programas\/projetos de extens\u00e3o.<\/p>\n<p>O vice-diretor do CETENS, Odair Vieira, comemorou a obten\u00e7\u00e3o da nota m\u00e1xima. &#8220;Uma nota 5 no Curso Superior de Tecnologia de Alimentos na Educa\u00e7\u00e3o do Campo permite que o curso entre numa rota de atra\u00e7\u00e3o de mais investimentos, mais estudantes, mais pesquisa, mais extens\u00e3o, mais docentes, al\u00e9m de colocar o CETENS e consequentemente a UFRB em visibilidade a n\u00edvel nacional&#8221;.<\/p>\n<p>Para ele, o curso de Tecnologia em Alimentos \u00e9 importante tamb\u00e9m para o estado da Bahia, por ser um curso que tem como prop\u00f3sito contribuir com o desenvolvimento da agricultura familiar, atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o de profissionais alinhados com a organiza\u00e7\u00e3o coletiva da produ\u00e7\u00e3o, do beneficiamento, do armazenamento e da comercializa\u00e7\u00e3o que geram riquezas dentro da realidade brasileira, dentro dos princ\u00edpios da agroecologia e da economia solid\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Contribui\u00e7\u00e3o para a agricultura familiar<\/strong><\/p>\n<p>Entre as demandas apresentadas no contexto da Educa\u00e7\u00e3o do Campo est\u00e1 a de contribuir com os povos do campo no processo de produ\u00e7\u00e3o e de processamento de alimentos nas unidades familiares. Estas unidades s\u00e3o resilientes ao modelo de desenvolvimento excludente, e que mesmo com as adversidades, garantem a produ\u00e7\u00e3o e o abastecimento de alimentos para 70% da popula\u00e7\u00e3o brasileira,&nbsp;mesmo ocupando apenas 23% da \u00e1rea total dos estabelecimentos rurais. Esses dados revelam \u201ca import\u00e2ncia da agricultura familiar no contexto brasileiro e baiano com a gera\u00e7\u00e3o de riquezas e a promo\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a alimentar e nutricional, em que a universidade assume um curr\u00edculo que promove a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico, cient\u00edfico e cultural de caracter\u00edsticas estruturantes para o enfrentamento das desigualdades sociais e da exclus\u00e3o no mundo rural, a partir do respeito a trajet\u00f3ria, o modo de viver e de produzir de sujeitos do campo com import\u00e2ncia hist\u00f3rica no desenvolvimento territorial\u201d, explica a pr\u00f3-reitora de Extens\u00e3o, Tatiana Velloso, presidente do NDE.<\/p>\n<p>Este debate da produ\u00e7\u00e3o e do abastecimento de alimentos pela agricultura familiar se entrela\u00e7a na din\u00e2mica da Educa\u00e7\u00e3o do Campo na garantia das condi\u00e7\u00f5es dignas e sustent\u00e1veis de cidadania, como o direito&nbsp;a terra,&nbsp;as pol\u00edticas agr\u00e1rias, educacionais, agr\u00edcolas, entre outros.&nbsp;Segundo o Censo Agropecu\u00e1rio do IBGE (2017), a agricultura familiar exerce uma import\u00e2ncia pela exist\u00eancia de 3,9 milh\u00f5es de estabelecimentos agropecu\u00e1rios da agricultura familiar, que representam 77% do total no Brasil, com 67% do pessoal ocupado em agropecu\u00e1ria no Brasil, em que 46,6% localizam-se na regi\u00e3o Nordeste e 13,9% na Bahia. Portanto, a Bahia \u00e9 o estado com o maior n\u00famero de agricultores familiares do pa\u00eds. Essa din\u00e2mica \u00e9 vista nas agroind\u00fastrias rurais, com&nbsp;1.527.056 unidades distribu\u00eddas nos estabelecimentos agropecu\u00e1rios, em que 85,9% s\u00e3o da agricultura familiar e o estado da Bahia representa 10,7% destas agroind\u00fastrias.<\/p>\n<p>Neste contexto, a implanta\u00e7\u00e3o de um Curso Superior de Tecnologia em Alimentos na Educa\u00e7\u00e3o do Campo surge como oportunidade de estruturar e de fortalecer os sujeitos da agricultura familiar que vivem e trabalham no campo na produ\u00e7\u00e3o e no processamento de alimentos no contexto da soberania e da seguran\u00e7a alimentar e nutricional,&nbsp;mediante a import\u00e2ncia deste segmento na realidade brasileira e baiana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avaliadoras do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) conclu\u00edram o processo preliminar de reconhecimento do curso superior de Tecnologia em Alimentos da Educa\u00e7\u00e3o do Campo da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), com nota m\u00e1xima, conceito 5. 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