{"id":31857,"date":"2023-05-26T12:01:33","date_gmt":"2023-05-26T12:01:33","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2023\/05\/26\/professor-da-ufrb-e-parceiros-vencem-leao-de-ouro-na-8-bienal-de-arquitetura-de-veneza\/"},"modified":"2023-05-26T12:01:33","modified_gmt":"2023-05-26T12:01:33","slug":"professor-da-ufrb-e-parceiros-vencem-leao-de-ouro-na-8-bienal-de-arquitetura-de-veneza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/professor-da-ufrb-e-parceiros-vencem-leao-de-ouro-na-8-bienal-de-arquitetura-de-veneza\/","title":{"rendered":"Professor da UFRB e parceiros vencem Le\u00e3o de Ouro na 8\u00aa Bienal de Arquitetura de Veneza"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-31856\" src=\"http:\/\/ufrb.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ayrson-feed-e18.png\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1350\" srcset=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/05\/ayrson-feed-e18.png 1080w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/05\/ayrson-feed-e18-240x300.png 240w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/05\/ayrson-feed-e18-819x1024.png 819w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/05\/ayrson-feed-e18-768x960.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/p>\n<p>O professor e pesquisador Ayrson Her\u00e1clito Novato Ferreira, da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), Campus Cachoeira\/S\u00e3o F\u00e9lix, integra a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Csdwdj6rb9T\/\">equipe vencedora do pr\u00eamio Le\u00e3o de Ouro<\/a>, da 8\u00aa Bienal de Arquitetura de Veneza, It\u00e1lia, com o trabalho coletivo \u201cTerra\u201d. Her\u00e1clito, al\u00e9m de professor do curso de Artes Visuais, \u00e9 artista pl\u00e1stico e curador.<\/p>\n<p>O Brasil conquistou, pela primeira vez, o Le\u00e3o de Ouro. Segundo o j\u00fari da Bienal de Veneza, o Pavilh\u00e3o do Brasil foi vitorioso por apresentar \u201cuma exposi\u00e7\u00e3o de pesquisa e interven\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica que levam ao centro as filosofias e imagin\u00e1rios de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e negras em dire\u00e7\u00e3o a modos de repara\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O trof\u00e9u foi entregue pelo ministro da Cultura da It\u00e1lia Gennaro Sangiuliano e pelo presidente da Bienal, Roberto Cicutto, nas m\u00e3os dos curadores Paulo Tavares e Gabriela de Matos, do Pavilh\u00e3o do Brasil, no s\u00e1bado, dia 20, no pal\u00e1cio Ca\u2019 Giustinian, numa cerim\u00f4nia que marcou a abertura Bienal de Veneza. O evento prossegue at\u00e9 o dia 26 de maio.<\/p>\n<p>A mostra tem a participa\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas Mbya-Guarani, Tukano, Arawak e Maku; Tecel\u00e3s do Alak\u00e1 (Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1), Il\u00ea Ax\u00e9 Iy\u00e1 Nass\u00f4 Ok\u00e1 (Casa Branca do Engenho Velho), Ana Fl\u00e1via Magalh\u00e3es Pinto, Ayrson Her\u00e1clito, Day Rodrigues com colabora\u00e7\u00e3o de Vilma Patr\u00edcia Santana Silva (Grupo Etnicidades FAU-UFBA), coletivo Fissura, Juliana Vicente, Thierry Oussou e V\u00eddeo nas Aldeias.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o do Pavilh\u00e3o do Brasil na Bienal de Veneza \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Cultura, Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo e Ita\u00fa. Entre as autoridades presentes na abertura da bienal, o presidente da Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo, Jos\u00e9 Olympio da Veiga Pereira e a ministra da Cultura Margareth Menezes.<\/p>\n<p>\u201cA Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Venezia \u00e9 um espa\u00e7o privilegiado para o debate das quest\u00f5es mais urgentes em arquitetura e urbanismo, campo que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, reflete sobre nossas din\u00e2micas de vida a partir do uso e compartilhamento de espa\u00e7os comuns, enquanto sociedade\u201d, reflete Jos\u00e9 Olympio, em entrevista para Casa Vogue. Segundo a publica\u00e7\u00e3o, a mostra \u00e9 uma boa oportunidade para, em tempos de grandes desafios globais, dar visibilidade a pesquisas e pr\u00e1ticas que podem contribuir para a elabora\u00e7\u00e3o coletiva de um futuro melhor.<\/p>\n<p><strong>Lugares de Origem&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>O professor e pesquisador Ayrson Her\u00e1clito \u00e9 o respons\u00e1vel pela segunda galeria do pavilh\u00e3o, chamada de Lugares de Origem, Arqueologias do Futuro. No espa\u00e7o, tudo come\u00e7a com proje\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo &#8220;O Sacudimento da Casa da Torre&#8221; e o &#8220;Sacudimento da Maison des Esclaves em Gor\u00e9e&#8221;. A ideia \u00e9 destacar a import\u00e2ncia da ancestralidade e arqueologia da mem\u00f3ria. A galeria re\u00fane projetos e pr\u00e1ticas socioespaciais dos saberes ind\u00edgenas e afro-brasileiros sobre a terra e seu extenso territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Para isso utiliza como refer\u00eancias a Casa da Tia Ciata, no contexto urbano da Pequena \u00c1frica no Rio de Janeiro; a Tava, como os \u00edndios Guarani chamam as ru\u00ednas das miss\u00f5es jesu\u00edtas no Rio Grande do Sul; o complexo etnogeogr\u00e1fico de terreiros em Salvador; os Sistemas Agroflorestais do Rio Negro na Amaz\u00f4nia; e a Cachoeira do Iauaret\u00ea dos povos Tukano, Arawak e Maku.<\/p>\n<p>Segundo a curadoria, a exibi\u00e7\u00e3o demonstra o que v\u00e1rias pesquisas cient\u00edficas comprovam: que terras ind\u00edgenas e quilombolas s\u00e3o os territ\u00f3rios mais preservados do Brasil e, assim, aponta para um futuro p\u00f3s-mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em que \u201cde-coloniza\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cdescarboniza\u00e7\u00e3o\u201d caminham de m\u00e3os dadas.<\/p>\n<p>Sacudimento &#8211; O Sacudimento \u00e9 uma pr\u00e1tica nas religi\u00f5es de matriz africana com intuito de exorcizar ambientes dom\u00e9sticos passando folhas sagradas em todo o edif\u00edcio, o que afasta os mortos e os eguns.<br \/>&nbsp;<br \/>Nesta performance, o artista exorciza dois monumentos arquitet\u00f4nicos ligados ao tr\u00e1fico de pessoas escravizadas na \u00c1frica e \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o brasileira, a Casa da Torre, na costa da Bahia, e a Maison des Esclaves em Gor\u00e9e, na ilha de Gor\u00e9e, poucos quil\u00f4metros al\u00e9m da costa da cidade de Dacar, Senegal.<br \/>&nbsp;<br \/>Pelas palavras de Her\u00e1clito \u201cnesta performance, a morte a ser afastada definitivamente de n\u00f3s \u00e9 da hist\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o e da escraviza\u00e7\u00e3o. Suas consequ\u00eancias s\u00e3o atual\u00edssimas em lugares como a Bahia e a \u00c1frica. [&#8230;] E que nos legou o racismo, as desigualdades e a pobreza para as popula\u00e7\u00f5es pretas do mundo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Perfil&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Her\u00e1clito tem suas obras de instala\u00e7\u00f5es, performances, fotografias e audiovisuais, que lidam com elementos da cultura afro-brasileira e suas conex\u00f5es entre a \u00c1frica e a sua di\u00e1spora na Am\u00e9rica. Ele participou da Trienal de Luanda em Angola, 2010, Bienal de Fotografia de Bamako no Mali, 2015 e em 2017 da 57 Bienal de Veneza na It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Possui obras em acervos do Musem der Weltkulturen em Frankfurt, Museu de Arte do Rio (MAR), Museu de Arte Moderna da Bahia, Videobrasil e Cole\u00e7\u00e3o Ita\u00fa. Foi um dos curadores-chefe da 3\u00aa Bienal da Bahia, curador convidado do n\u00facleo \u201cRotas e Transes: \u00c1fricas, Jamaica e Bahia\u201d no projeto Hist\u00f3rias Afro-Atl\u00e2nticas no MASP e recebeu o pr\u00eamio de Resid\u00eancia Art\u00edstica em Dakar do Sesc_Videobrasil e a Raw Material Company, Senegal.<\/p>\n<p>Her\u00e1clito integra, como pesquisador, o [Re]image &#8211; Grupo de Pesquisa em Artes Visuais. Suas obras de instala\u00e7\u00f5es, performances, fotografias e audiovisuais lidam com elementos da cultura afro-brasileira e suas conex\u00f5es entre a \u00c1frica e a sua di\u00e1spora na Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es em <a href=\"https:\/\/terra.bienal.org.br\/Ayrson-Heraclito\">terra.bienal.org.br\/Ayrson-Heraclito<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor e pesquisador Ayrson Her\u00e1clito Novato Ferreira, da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), Campus Cachoeira\/S\u00e3o F\u00e9lix, integra a equipe vencedora do pr\u00eamio Le\u00e3o de Ouro, da 8\u00aa Bienal de Arquitetura de Veneza, It\u00e1lia, com o trabalho coletivo \u201cTerra\u201d. Her\u00e1clito, al\u00e9m de professor do curso de Artes Visuais, \u00e9 artista pl\u00e1stico e curador. 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