{"id":32450,"date":"2023-12-22T17:52:47","date_gmt":"2023-12-22T17:52:47","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2023\/12\/22\/insercao-da-extensao-nos-curriculos-dos-cursos-de-graduacao-aproxima-ufrb-e-comunidade\/"},"modified":"2023-12-22T17:52:47","modified_gmt":"2023-12-22T17:52:47","slug":"insercao-da-extensao-nos-curriculos-dos-cursos-de-graduacao-aproxima-ufrb-e-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/insercao-da-extensao-nos-curriculos-dos-cursos-de-graduacao-aproxima-ufrb-e-comunidade\/","title":{"rendered":"Inser\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o nos curr\u00edculos dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o aproxima UFRB e comunidade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-32449\" src=\"http:\/\/ufrb.edu.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/extensao-feedfim-47c.png\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1350\" srcset=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/12\/extensao-feedfim-47c.png 1080w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/12\/extensao-feedfim-47c-240x300.png 240w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/12\/extensao-feedfim-47c-819x1024.png 819w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2023\/12\/extensao-feedfim-47c-768x960.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/p>\n<p>Reformar os curr\u00edculos com o objetivo de inserir a extens\u00e3o como viv\u00eancia necess\u00e1ria para a gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 um desafio para as universidades brasileiras. Na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), o percurso come\u00e7ou em 2016, como forma de buscar os caminhos para atender \u00e0 meta 12.7 do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE) 2014-2024.&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o&nbsp;da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ufrb.edu.br\/proexc\/components\/com_chronoforms5\/chronoforms\/uploads\/documento\/20230510170741_RESOLUO_UFRB_CONAC_N._025-2021.pdf\">normativa<\/a> que regulamenta&nbsp;a inser\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o nos curr\u00edculos da UFRB, as Pr\u00f3-Reitorias de Extens\u00e3o e Cultura (PROEXC) e de Gradua\u00e7\u00e3o (PROGRAD) lan\u00e7aram,&nbsp;<span>em fevereiro de 2023,<\/span> edital de fomento \u00e0 curriculariza\u00e7\u00e3o. O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ufrb.edu.br\/proexc\/components\/com_chronoforms5\/chronoforms\/uploads\/documentoprosel\/20230213204121_Edital_01.2023.pdf\">Edital 01\/2023<\/a>&nbsp;ofertou bolsas para estudantes graduandos, servi\u00e7os gr\u00e1ficos, di\u00e1rias e material de consumo para oito propostas de extens\u00e3o curricularizada.&nbsp;<\/p>\n<p>O projeto de aquicultura no rio Paragua\u00e7u, coordenado por Bruno Olivetti Mattos, professor de Piscicultura, dos cursos de Engenharia de Pesca e Zootecnia, foi uma das iniciativas apoiadas pelo edital. Essa a\u00e7\u00e3o abrange atividades de ensino, pesquisa e extens\u00e3o, desempenhando um papel fundamental no fortalecimento dos v\u00ednculos entre a UFRB e a&nbsp;comunidade de pescadores da col\u00f4nia Z-92.<\/p>\n<p>Localizada na zona rural de Concei\u00e7\u00e3o da Feira, a sede da col\u00f4nia Z-92 fica no alto de um monte \u00e0s margens do rio Paragua\u00e7u, em uma cabana de madeira e alvenaria. A comunidade, que antes praticava apenas a pesca tradicional, hoje experimenta mais produtividade com a aquicultura em tanques criat\u00f3rios. Os alevinos, peixes juvenis, s\u00e3o alimentados e acompanhados diariamente at\u00e9 que atinjam a condi\u00e7\u00e3o ideal para a comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A iniciativa da comunidade de pescadores \u00e9 apoiada pela UFRB por meio de capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, com tem\u00e1ticas que v\u00e3o desde a instala\u00e7\u00e3o dos tanques at\u00e9 o beneficiamento dos pescados. As forma\u00e7\u00f5es s\u00e3o conduzidas por Bruno Mattos e estudantes de gradua\u00e7\u00e3o de Zootecnia e Engenharia de Pesca. Nos cursos, os pescadores aprendem t\u00e9cnicas de defuma\u00e7\u00e3o, salga, filetagem e prepara\u00e7\u00e3o de postas de til\u00e1pia, al\u00e9m de aprenderem sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de pele, escamas, v\u00edsceras e ossos para criar coprodutos do peixe.<\/p>\n<p>A presidenta da col\u00f4nia de pescadores, Aline Ramos da Silva, afirma que, inicialmente, os pescadores constitu\u00edam uma associa\u00e7\u00e3o que se reunia em um col\u00e9gio p\u00fablico da regi\u00e3o. A mudan\u00e7a da condi\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00e3o para col\u00f4nia ocorreu h\u00e1 sete anos e trouxe crescimento e desafios ao grupo. \u201cA comunidade utilizava a internet para aprender os procedimentos, a gente ia vendo como colocar o tanque na \u00e1gua, como era que colocava os alevinos, aprendemos tudo avulso, e hoje n\u00f3s estamos nos lapidando atrav\u00e9s da parceria com a UFRB\u201d, concluiu Aline Silva.<\/p>\n<p>Marlene Marques, vice-prefeita de Concei\u00e7\u00e3o da Feira, considera que a capacita\u00e7\u00e3o realizada pela UFRB \u00e9 transformadora para a col\u00f4nia, e tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia do olhar cient\u00edfico sobre a comunidade. \u201cQuando a gente consegue ver a comunidade cient\u00edfica vir para uma col\u00f4nia de pescadores, que \u00e9 uma comunidade tradicional, al\u00e9m da capacita\u00e7\u00e3o, a gente tem certeza que v\u00e3o sair daqui dados cient\u00edficos para potencializar as atividades da col\u00f4nia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A intera\u00e7\u00e3o com a comunidade amplia o olhar dos(as) estudantes da Universidade. Para Bruno Mattos, \u201ca extens\u00e3o universit\u00e1ria faz com que o estudante saia das barreiras da universidade, saia dos muros onde s\u00f3 tem teoria e comece a conhecer a realidade local. O estudante tem a oportunidade de ver a dificuldade que o produtor familiar passa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPor mais que a gente venha aqui fazer essa capacita\u00e7\u00e3o, eles j\u00e1 t\u00eam um conhecimento muito pr\u00e1tico do dia a dia, e de gera\u00e7\u00f5es. Eu tenho aprendido na pr\u00e1tica o que, muitas vezes, n\u00e3o consegui na Universidade\u201d, avalia a estudante da UFRB e bolsista de extens\u00e3o do projeto, Milena dos Santos Ferreira, sobre a troca de conhecimentos que o projeto de extens\u00e3o oportuniza.<\/p>\n<p>Bruno Mattos considera que a universidade tamb\u00e9m aprende com o saber tradicional dos pescadores. \u201cNo ano passado, a col\u00f4nia foi \u00e0 universidade e fez uma palestra. A gente trouxe a comunidade pra universidade e a universidade t\u00e1 na comunidade, a troca est\u00e1 sendo muito importante para os dois p\u00fablicos\u201d, avalia o professor.<\/p>\n<p>A UFRB estabeleceu a pol\u00edtica de curriculariza\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o depois de um longo processo de di\u00e1logo junto \u00e0 comunidade acad\u00eamica, baseada no artigo 207 da Constitui\u00e7\u00e3o brasileira e na meta 12.7 do PNE 2014-2024. Essas diretrizes garantem, respectivamente, o princ\u00edpio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens\u00e3o, e a aloca\u00e7\u00e3o de, no m\u00ednimo, 10% da carga hor\u00e1ria total da gradua\u00e7\u00e3o para programas e projetos de extens\u00e3o.<\/p>\n<p>Para auxiliar a comunidade acad\u00eamica no processo de implementa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, a PROEXC disponibilizou o&nbsp; Guia da Curriculariza\u00e7\u00e3o da Extens\u00e3o e uma p\u00e1gina que re\u00fane documentos e palestras sobre o tema.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA extens\u00e3o universit\u00e1ria sempre aconteceu, e acontece muitas vezes, dentro do pr\u00f3prio ensino, dentro da pesquisa, mas ela precisava e precisa desse lugar de destaque. \u00c9 preciso saber onde est\u00e1 a extens\u00e3o. A novidade deste processo \u00e9 a extens\u00e3o de forma sistematizada, dentro do curr\u00edculo\u201d, esclarece T\u00e1bata Figueiredo, Pedagoga da PROEXC.<\/p>\n<p>Para que a extens\u00e3o seja efetivamente curricularizada, \u00e9 necess\u00e1ria a sua inser\u00e7\u00e3o nos Projetos Pedag\u00f3gicos dos Cursos de Gradua\u00e7\u00e3o (PPCs). At\u00e9 o momento, 51% dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o da UFRB deram in\u00edcio ao processo de inser\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o nos curr\u00edculos junto \u00e0 PROGRAD.&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, alguns desafios persistem, a falta de uma pol\u00edtica p\u00fablica de fomento da extens\u00e3o \u00e9 um deles. Outro ponto \u00e9 o prazo para reformula\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos: o prazo se encerrou em dezembro de 2022, mas a maioria dos cursos da Universidade ainda est\u00e1 em fase de revis\u00e3o do curr\u00edculo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 questionamento sobre se devemos inserir ou n\u00e3o a extens\u00e3o no curr\u00edculo, n\u00e3o temos mais esse n\u00edvel de discuss\u00e3o, agora estamos na etapa da execu\u00e7\u00e3o. Os desafios s\u00e3o do ponto de vista da implementa\u00e7\u00e3o: \u00e9 pedag\u00f3gico, concepcional e institucional\u201d, pontua T\u00e1bata Figueiredo.<\/p>\n<p>A Coordenadora de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria da UFRB, Maria da Concei\u00e7\u00e3o Soglia, evidencia o esfor\u00e7o conjunto dos N\u00facleos Docentes Estruturantes (NDEs), dos Colegiados de Cursos, da PROGRAD, da PROEXC e da Comiss\u00e3o de Acompanhamento e de Avalia\u00e7\u00e3o da Curriculariza\u00e7\u00e3o da Extens\u00e3o da UFRB, para ampliar o n\u00famero de cursos que atendam \u00e0s determina\u00e7\u00f5es previstas. \u201cA inser\u00e7\u00e3o curricular da extens\u00e3o tem nos movimentado no sentido de perceber que a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento n\u00e3o se restringe \u00e0 ideia de uma sala de aula encerrada na universidade. Ela faz com que a universidade ganhe novos sentidos sociais, se abrindo ao di\u00e1logo, permitindo a troca entre o saber popular e o acad\u00eamico. A universidade se disp\u00f5e a produzir um conhecimento cient\u00edfico, tecnol\u00f3gico e cultural que estabelece conex\u00f5es com a realidade\u201d, afirma Maria da Concei\u00e7\u00e3o Soglia.<\/p>\n<p>O Pr\u00f3-Reitor de Extens\u00e3o e Cultura da UFRB, Danillo Barata, destaca a import\u00e2ncia de construir uma universidade territorializada, superando o modelo tradicional da educa\u00e7\u00e3o superior no Brasil. \u201c\u00c9 importante que os(as) nossos(as) estudantes tenham uma rela\u00e7\u00e3o mais direta com a comunidade, e que a comunidade veja que a universidade \u00e9 um espa\u00e7o em di\u00e1logo com toda a sociedade. A universidade pensa o territ\u00f3rio como um espa\u00e7o de aprendizagem. E essa mutualidade entre comunidade e universidade \u00e9 um grande diferencial da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia. A UFRB se pensa no territ\u00f3rio, se pensa nesse lugar, se pensa na dialogia entre os saberes da universidade e os saberes do territ\u00f3rio\u201d, declara o Pr\u00f3-Reitor.&nbsp;<\/p>\n<p>A experi\u00eancia da Col\u00f4nia Z-92 \u00e9 um exemplo de como a parceria entre a comunidade e a universidade, por meio do trip\u00e9 ensino-pesquisa-extens\u00e3o, pode transformar comunidades tradicionais e a pr\u00f3pria universidade. A partir desta rela\u00e7\u00e3o, o conhecimento acad\u00eamico se torna mais conectado \u00e0 realidade dos seus territ\u00f3rios de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>{lightgallery type=local path=images\/noticias2023\/pescadores previewWidth=200}{\/lightgallery}<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reformar os curr\u00edculos com o objetivo de inserir a extens\u00e3o como viv\u00eancia necess\u00e1ria para a gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 um desafio para as universidades brasileiras. 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