{"id":32575,"date":"2024-02-08T16:48:27","date_gmt":"2024-02-08T16:48:27","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2024\/02\/08\/pesquisadores-da-ufrb-realizam-inventario-inedito-da-fauna-do-parque-estadual-morro-do-chapeu\/"},"modified":"2024-02-08T16:48:27","modified_gmt":"2024-02-08T16:48:27","slug":"pesquisadores-da-ufrb-realizam-inventario-inedito-da-fauna-do-parque-estadual-morro-do-chapeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/pesquisadores-da-ufrb-realizam-inventario-inedito-da-fauna-do-parque-estadual-morro-do-chapeu\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UFRB realizam invent\u00e1rio in\u00e9dito da fauna do Parque Estadual Morro do Chap\u00e9u"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-32574\" src=\"http:\/\/ufrb.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/chapeu-feed-d19.png\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1350\" srcset=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2024\/02\/chapeu-feed-d19.png 1080w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2024\/02\/chapeu-feed-d19-240x300.png 240w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2024\/02\/chapeu-feed-d19-819x1024.png 819w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2024\/02\/chapeu-feed-d19-768x960.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/p>\n<p>Pesquisadores e estudantes de gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), juntos a parceiros associados, executaram um invent\u00e1rio&nbsp;dos mam\u00edferos&nbsp;de m\u00e9dio e grande porte existentes no Parque Estadual Morro do Chap\u00e9u (PEMC) e seu entorno. A regi\u00e3o, de 46 mil hectares, \u00e9 rica em biodiversidade e considerada Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Integral de administra\u00e7\u00e3o estadual. Morro do Chap\u00e9u \u00e9 um munic\u00edpio situado a 384 km de Salvador, na zona oriental da Chapada Diamantina.&nbsp;<\/p>\n<p>O levantamento dos mam\u00edferos buscou relacionar a presen\u00e7a das esp\u00e9cies aos tipos de ambiente, indicando poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es entre maior ou menor ocorr\u00eancia em \u00e1reas antropizadas do parque e do seu entorno, com presen\u00e7a de usinas e\u00f3licas. \u00c1reas antropizadas s\u00e3o \u00e1reas cujas caracter\u00edsticas originais foram alteradas pela ocupa\u00e7\u00e3o humana, com o exerc\u00edcio de atividades sociais, econ\u00f4micas e culturais sobre o ambiente.&nbsp;<\/p>\n<p>O PEMC e seu entorno possuem remanescentes de Caatinga, Cerrado e Campo Rupestre, ambientes de diversas esp\u00e9cies animais e vegetais nativas e em risco de extin\u00e7\u00e3o, com destaque para o beija-flor-gravatinha-vermelha, p\u00e1ssaro s\u00f3 encontrado nos campos rupestres da Chapada Diamantina.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A regi\u00e3o da Chapada sofre diversos impactos ambientais, decorrentes de a\u00e7\u00f5es humanas que v\u00e3o desde a produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica at\u00e9 o abate ilegal de animais silvestres.&nbsp; Essa foi a realidade encontrada pelos pesquisadores da UFRB vinculados ao Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias, Ambientais e Biol\u00f3gicas (CCAAB), ao iniciarem o processo de invent\u00e1rio do PEMC e seu entorno.&nbsp;<\/p>\n<p>Para produzir o invent\u00e1rio, a equipe&nbsp;da UFRB e seus colaboradores instalaram, em \u00e1rvores, c\u00e2meras trap (equipamento&nbsp;que captura apenas o registro dos animais em&nbsp;v\u00eddeo ou foto), para catalogar as esp\u00e9cies em diferentes tipos de vegeta\u00e7\u00e3o.&nbsp;Essas informa\u00e7\u00f5es foram complementadas pelo&nbsp;registro de vest\u00edgios de pegadas, carca\u00e7as e fezes, al\u00e9m de entrevistas com&nbsp;moradores sobre animais vistos na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>As imagens capturadas pelas c\u00e2meras serviram para criar o projeto de extens\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bichosdomorro\">@BichosdoMorro<\/a>, destinado \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da fauna de vertebrados do PEMC, com \u00eanfase para os mam\u00edferos de m\u00e9dio e grande porte.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A presen\u00e7a dos pesquisadores em campo e a repercuss\u00e3o das descobertas na m\u00eddia social despertaram o interesse e o apoio formal do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Bahia (MP-BA), por meio do Programa Biomas da Bahia e da Promotoria de Justi\u00e7a Especializada em Meio Ambiente (sede em Jacobina); da Prefeitura de Morro do Chap\u00e9u; do Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos do Estado da Bahia (INEMA); do Instituto \u00c1gua Boa; e do Instituto Pr\u00f3-Carn\u00edvoros, por meio do Programa Amigos da On\u00e7a. &#8220;Todas essas entidades nos ajudaram com apoio log\u00edstico ou doa\u00e7\u00e3o e empr\u00e9stimo de equipamentos&#8221;, afirma Gustavo Luis Schacht, professor e um dos coordenadores da pesquisa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>O projeto recebeu bolsas para estudantes provenientes do Programa Institucional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Extens\u00e3o (PIBEX), esta, respons\u00e1vel pelo conte\u00fado digital do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bichosdomorro\">@BichosdoMorro<\/a>.&nbsp;<\/p>\n<p>Participam da pesquisa, al\u00e9m do professor Gustavo, o professor&nbsp;Vanderlei da Concei\u00e7\u00e3o Veloso J\u00fanior (tamb\u00e9m coordenador),&nbsp;as estudantes P\u00e2mella dos Santos e Lorrane Vieira, do curso de gradua\u00e7\u00e3o em Bacharelado Interdisciplinar em Ci\u00eancias Ambientais (BCA); as estudantes Pietra Martins e Tainara Pereira, do Bacharelado em Biologia; e os bi\u00f3logos parceiros Carolina Esteves e Lucas Romano.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p><strong>Esp\u00e9cies encontradas e amea\u00e7adas<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o das c\u00e2meras trap em \u00e1rvores, s\u00e3o feitas visitas regulares a esses equipamentos para coletar os dados armazenados&nbsp;&nbsp;e realizar as manuten\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. Os dados coletados s\u00e3o trazidos para a UFRB, Campus Cruz das Almas, onde os pesquisadores e estudantes realizam o processo de triagem e identifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies registradas nas imagens.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>O&nbsp;projeto conseguiu registrar um total de 28 esp\u00e9cies,&nbsp;com uma descoberta sobre a morfologia do Veado Catingueiro.&nbsp;Os dados levantados est\u00e3o em prepara\u00e7\u00e3o para publica\u00e7\u00e3o, segundo Gustavo, pois n\u00e3o h\u00e1 ainda lista publicada das esp\u00e9cies do Morro do Chap\u00e9u.&nbsp;<\/p>\n<p>Entre as 28 esp\u00e9cies de animais identificadas, est\u00e3o Cachorro-do-mato, Jaritataca, Veado-Catingueiro, Moc\u00f3, Jaguatirica, Guaxinins da esp\u00e9cie M\u00e3o-pelada, Cutia, On\u00e7a-parda, Fur\u00e3o, Caititu, Gato-mourisco, Tatu-bola e Gato-do-mato-pequeno, o menor dos gatos malhados da Am\u00e9rica do Sul, entre outros. &#8220;Destaco&nbsp;Tatu-bola e Gato-do-Mato-Pequeno, pois s\u00e3o esp\u00e9cies em perigo de extin\u00e7\u00e3o e com baixo n\u00famero de registros&#8221;, explica Gustavo. &#8220;Infelizmente tamb\u00e9m temos registrado alto \u00edndice de ca\u00e7adores nas \u00e1reas estudadas, o que evidencia ainda mais a import\u00e2ncia de conhecermos e preservarmos essa biodiversidade&#8221;, alerta o pesquisador.&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda segundo Gustavo, al\u00e9m do n\u00famero de esp\u00e9cies, &#8220;outro fato importante foi o registro (tamb\u00e9m em vias de publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica) de uma altera\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica no Veado-Catingueiro, esp\u00e9cie comumente registrada no projeto&#8221;. O pesquisador&nbsp;detalha que &#8220;os registros mostraram que, para um ponto espec\u00edfico inventariado, um alto percentual dos indiv\u00edduos machos est\u00e1 com os chifres bifurcados, o que n\u00e3o \u00e9 comum para a esp\u00e9cie. Esta \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o nova para a ci\u00eancia, e que estamos discutindo junto com especialistas, para pensarmos no desdobramento desta frente do projeto&#8221;.&nbsp;<\/p>\n<p>Os resultados encontrados at\u00e9 ent\u00e3o s\u00e3o objeto de palestras,&nbsp;projetos de educa\u00e7\u00e3o ambiental e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, entrevistas, mesas redondas e programas da m\u00eddia.&nbsp;O projeto tamb\u00e9m foi contemplado por edital da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RPPN e mais descobertas<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN) \u00e9 uma \u00e1rea protegida que \u00e9 administrada n\u00e3o pelo poder p\u00fablico, mas por particulares interessados na conserva\u00e7\u00e3o ambiental.&nbsp;Foi a partir de 2023 que o projeto passou a inventariar tamb\u00e9m o entorno do PEMC, especialmente dentro das suas tr\u00eas RPPNs.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Para Gustavo, o n\u00famero de&nbsp;esp\u00e9cies&nbsp;a serem registradas tende a crescer ao longo das pr\u00f3ximas coletas nas tr\u00eas reservas. Atualmente, os pesquisadores e estudantes da UFRB est\u00e3o fazendo o levantamento dentro da RPPN Lagoa da Velha &#8211; Fazenda Martim Afonso, com apoio do produtor e bi\u00f3logo Edgard Navarro, propriet\u00e1rio rural. O&nbsp;trabalho da equipe da Universidade foi tema de uma reportagem do jornal digital &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;. A reportagem &#8220;<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/sustentabilidade\/programa-incentiva-fazendeiros-a-criarem-reservas-ambientais-particulares-na-bahia\/\">Programa incentiva fazendeiros a criarem reservas ambientais particulares na Bahia<\/a>&#8220;, publicada em 26 de janeiro de 2024, descreve resultados preliminares de a\u00e7\u00f5es do projeto da UFRB dentro da referida RPPN.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>O projeto&nbsp;est\u00e1 passando por mudan\u00e7as, conforme destaca Gustavo. &#8220;Estamos passando de um invent\u00e1rio para um monitoramento, que pretendemos manter em m\u00e9dio e longo prazo, especialmente para entender a din\u00e2mica da fauna local em um cen\u00e1rio de expans\u00e3o da energia e\u00f3lica na regi\u00e3o&#8221;, afirmou.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Parque Estadual Morro do Chap\u00e9u<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>O Parque Estadual Morro do Chap\u00e9u, o primeiro da Bahia, integra o Sistema Nacional de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (SNUC) na categoria de Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Integral. Devido \u00e0 riqueza biol\u00f3gica, a regi\u00e3o do Morro do Chap\u00e9u foi classificada pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente como de import\u00e2ncia extremamente alta para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Foram recomendadas como a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias a manuten\u00e7\u00e3o das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o ali existentes \u2013 como o Parque Estadual Morro do Chap\u00e9u e o Monumento Natural Cachoeira do Ferro Doido \u2013, a recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas e a forma\u00e7\u00e3o de corredores ecol\u00f3gicos.&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos aspectos biol\u00f3gicos, o parque foi criado em fun\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos das Lajes e das Serras Isabel Dias, das Carna\u00fabas, do Estreito e do&nbsp;Badeco, com pinturas rupestres, alguns j\u00e1 s\u00e3o cadastrados pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN).&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.inema.ba.gov.br\/wp-content\/files\/Resumo_Executivo_-_PE_Morro_do_Chapu_PDF.pdf\">Mais sobre o Parque<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores e estudantes de gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), juntos a parceiros associados, executaram um invent\u00e1rio&nbsp;dos mam\u00edferos&nbsp;de m\u00e9dio e grande porte existentes no Parque Estadual Morro do Chap\u00e9u (PEMC) e seu entorno. 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