{"id":33046,"date":"2024-07-16T18:48:35","date_gmt":"2024-07-16T18:48:35","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2024\/07\/16\/walter-fraga-e-um-dos-10-semifinalistas-da-categoria-historia-e-arqueologia-do-premio-jabuti-academico\/"},"modified":"2024-07-16T18:48:35","modified_gmt":"2024-07-16T18:48:35","slug":"walter-fraga-e-um-dos-10-semifinalistas-da-categoria-historia-e-arqueologia-do-premio-jabuti-academico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/walter-fraga-e-um-dos-10-semifinalistas-da-categoria-historia-e-arqueologia-do-premio-jabuti-academico\/","title":{"rendered":"Professor da UFRB \u00e9 semifinalista na categoria Hist\u00f3ria e Arqueologia do pr\u00eamio Jabuti Acad\u00eamico"},"content":{"rendered":"<p>O jornalista, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), Walter Fraga, \u00e9 um dos semifinalistas do 1\u00ba Pr\u00eamio Jabuti Acad\u00eamico com o livro &#8220;Longe, muito longe: Manoel Ben\u00edcio dos Passos, um capoeira no ativismo do p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o&#8221; (Zahar, 2023, 376 p\u00e1ginas). O Pr\u00eamio Jabuti Acad\u00eamico, realizado pela C\u00e2mara Brasileira do Livro, com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC) e da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC), \u00e9 uma distin\u00e7\u00e3o anual in\u00e9dita destinada a obras acad\u00eamicas publicadas em l\u00edngua portuguesa no Brasil.<\/p>\n<p>O livro de Walter Fraga concorre com outros nove livros na categoria Hist\u00f3ria e Arqueologia. Os 5 finalistas das 27 categorias, ser\u00e3o anunciados na pr\u00f3xima quinta-feira, 18, \u00e0s 12h. J\u00e1 as obras vencedoras ser\u00e3o reveladas em uma cerim\u00f4nia oficial no Teatro S\u00e9rgio Cardoso, em S\u00e3o Paulo, em 6 de agosto. Em 2010, em parceria com a historiadora, pesquisadora e professora Wlamyra Albuquerque (UFBA), Walter Fraga venceu o pr\u00eamio Jabuti, como melhor livro did\u00e1tico e paradid\u00e1tico, com &#8220;Uma hist\u00f3ria da cultura afro-brasileira&#8221; (Moderna, 2009).<\/p>\n<p><strong>Sobre o livro<\/strong><\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria singular do capoeira baiano Manoel Ben\u00edcio dos Passos, representa\u00e7\u00e3o encarnada do ativismo pol\u00edtico negro e popular em um momento crucial da hist\u00f3ria do Brasil. O livro reconstitui a vida de Manoel Ben\u00edcio dos Passos (1866-1898), um homem negro, que nas ruas de Salvador ficou conhecido pelo curioso apelido de Macaco Beleza. Ao longo de 32 anos, viveu acontecimentos cruciais da Hist\u00f3ria do Brasil, ou por eles foi diretamente afetado, como a Guerra do Paraguai, o Movimento Abolucionista, a consequente aboli\u00e7\u00e3o da escravatura e os tormentos que se seguiram aos anos iniciais ap\u00f3s a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Manoel Ben\u00edcio foi preso por &#8220;desordem&#8221; aos 14 anos; militou no abolucionismo (distribuindo jornais abolucionistas e se tornando porta-voz da causa e militante ao realizar o enfretamento com as elites ao ler em voz alta em locais de grande movimenta\u00e7\u00e3o de escravos e cativos, do teor das not\u00edcias que defendiam a causa). <br \/>Em 13 de maio de 1888, a esmagadora maioria da popula\u00e7\u00e3o negra n\u00e3o vivia mais sob o status legal de escrava; era livre ou liberta. Com a Lei \u00c1urea, as elites jogavam a toalha diante de um processo irrevers\u00edvel, e que haviam feito de tudo para retardar. Restava decidir sobre o sistema pol\u00edtico: Monarquia ou Rep\u00fablica? Qual dos dois regimes serviria melhor \u00e0 na\u00e7\u00e3o?<br \/>Nos primeiros dias de 1889, aos 23 anos, Manoel Ben\u00edcio passa a figurar como uma lideran\u00e7a da chamada Guarda Negra, uma organiza\u00e7\u00e3o formada por libertos monarquistas que em muitas cidades do Brasil sa\u00edram \u00e0s ruas em defesa do trono contra ataques desferidos pela propaganda republicana &#8211; a Rep\u00fablica foi proclamada em 15 de novembro de 1889.<br \/>Entender o papel de Manoel Ben\u00edcio e seu ativismo pol\u00edtico que lhe rendeu dois anos de pris\u00e3o no Amazonas e em Fernando de Noronha e a sua posterior liberta\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o em movimentos de rua em Salvador em 1892 e 1893, \u00e9 parte da hist\u00f3ria reconstitu\u00edda pelo jornalista, professor e pesquisador Walter Fraga, autor de livros como &#8220;Mendigos, moleques e vadios na Bahia do s\u00e9culo XIX&#8221; (Hucitec\/Edufba, 1996) e &#8220;Encruzilhadas da liberdade: hist\u00f3rias de escravos e libertos na Bahia, 1870-1910&#8221; (Ed. Unicamp, 2006).<\/p>\n<p>Jabuti Acad\u00eamico &#8211; O Pr\u00eamio Jabuti e o Pr\u00eamio Jabuti Acad\u00eamico compartilham uma base comum, mas divergem em suas abordagens. Enquanto o Pr\u00eamio Jabuti abra\u00e7a uma variedade de categorias liter\u00e1rias, o Pr\u00eamio Jabuti Acad\u00eamico concentra-se exclusivamente em obras acad\u00eamicas, cient\u00edficas e profissionais. Essa diferen\u00e7a fundamental se reflete na estrutura dos pr\u00eamios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalista, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), Walter Fraga, \u00e9 um dos semifinalistas do 1\u00ba Pr\u00eamio Jabuti Acad\u00eamico com o livro &#8220;Longe, muito longe: Manoel Ben\u00edcio dos Passos, um capoeira no ativismo do p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o&#8221; (Zahar, 2023, 376 p\u00e1ginas). 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