{"id":33142,"date":"2024-08-14T11:05:42","date_gmt":"2024-08-14T11:05:42","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/2024\/08\/14\/professora-da-ufrb-e-aprovada-em-programa-de-mulheres-na-ciencia-com-pesquisa-sobre-turismo-cultural\/"},"modified":"2024-08-14T11:05:42","modified_gmt":"2024-08-14T11:05:42","slug":"professora-da-ufrb-e-aprovada-em-programa-de-mulheres-na-ciencia-com-pesquisa-sobre-turismo-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/professora-da-ufrb-e-aprovada-em-programa-de-mulheres-na-ciencia-com-pesquisa-sobre-turismo-cultural\/","title":{"rendered":"Professora da UFRB \u00e9 aprovada em programa de mulheres na ci\u00eancia com pesquisa sobre turismo cultural"},"content":{"rendered":"<p>Com a pesquisa &#8220;Turismo-Cultural, Saberes Locais, Educa\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Comunit\u00e1rio: contribui\u00e7\u00f5es mo\u00e7ambicanas para comunidades quilombolas do Rec\u00f4ncavo baiano&#8221;, a professora e pesquisadora L\u00facia Maria Aquino de Queiroz, da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), foi aprovada na Chamada Atl\u00e2nticas &#8211; Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ci\u00eancia, promovida pelo CNPq.<\/p>\n<p>L\u00facia Queiroz \u00e9 professora do curso de Servi\u00e7o Social e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Pol\u00edtica Social e Territ\u00f3rios, do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), em Cachoeira\/S\u00e3o F\u00e9lix, e ir\u00e1 desenvolver sua pesquisa de p\u00f3s-doutoramento na Universidade de Licungo, em Mo\u00e7ambique. O estudo, de acordo com ela, \u201capresenta uma abordagem inovadora, decolonial e interdisciplinar, centrada em experi\u00eancias que v\u00eam sendo realizadas em Mo\u00e7ambique, direcionadas ao desenvolvimento comunit\u00e1rio a partir da cultura e da educa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a professora, o objetivo da pesquisa \u00e9 investigar como a comunidade quilombola do Tabuleiro da Vit\u00f3ria, localizada no distrito do Iguape, munic\u00edpio de Cachoeira,&nbsp; pode usar&nbsp; seus saberes culturais para fortalecer o turismo cultural, tendo como refer\u00eancia as experi\u00eancias mo\u00e7ambicanas. Ela tamb\u00e9m ir\u00e1 pesquisar como a educa\u00e7\u00e3o pode contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o dos saberes tradicionais, quando estes s\u00e3o inseridos no curr\u00edculo escolar.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o e cultura \u00e9 um ponto importante na pesquisa de Queiroz, isso porque ela entende educa\u00e7\u00e3o como cultura e, portanto, \u201c<em>l\u00f3cus <\/em>onde est\u00e3o inscritas as identidades sociais dos sujeitos comunit\u00e1rios\u201d, o que de acordo com ela, \u201cpossibilita a difus\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o dos saberes e fazeres locais e a sua utiliza\u00e7\u00e3o em roteiros de turismo cultural geridos pela comunidade\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>Os estudos realizados em Mo\u00e7ambique tamb\u00e9m ser\u00e3o usados para investigar quest\u00f5es de g\u00eanero que perpassam as rela\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias no Tabuleiro da Vit\u00f3ria. Por se tratar de um&nbsp; territ\u00f3rio em que mulheres negras, com baixa escolaridade, s\u00e3o chefes de fam\u00edlia que assumem a lideran\u00e7a de grande parte das refer\u00eancias culturais, das organiza\u00e7\u00f5es associativas e das atividades laborais, a pesquisa espera contribuir para que a comunidade alcance novos patamares de desenvolvimento local, atrav\u00e9s do fortalecimento do turismo cultural, respaldado pelas novas propostas direcionadas \u00e0 cultura, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o do patrim\u00f4nio imaterial. Al\u00e9m do Tabuleiro da Vit\u00f3ria, Queiroz espera que, posteriormente, outras comunidades quilombolas do Rec\u00f4ncavo Baiano possam adotar proposta similar, ampliando e consolidando as rotas de turismo cultural existentes no distrito do Iguape.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m da pesquisadora L\u00facia Queiroz, a professora Regina Marques de Souza Oliveira, do Centro de Ci\u00eancias e Sa\u00fade, em Santo Ant\u00f4nio de Jesus, tamb\u00e9m foi aprovada na mesma Chamada.<\/p>\n<p>Confira o <a href=\"http:\/\/memoria2.cnpq.br\/web\/guest\/chamadas-publicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&amp;filtro=encerradas&amp;detalha=chamadaDivulgada&amp;idDivulgacao=11825\">resultado<\/a><\/p>\n<p><strong>Sobre a Chamada Atl\u00e2nticas<\/strong><\/p>\n<p>A Chamada Atl\u00e2nticas &#8211; Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ci\u00eancia tem como objetivo ampliar a participa\u00e7\u00e3o de mulheres negras, ciganas, quilombolas e ind\u00edgenas na ci\u00eancia. Trata-se de uma iniciativa do&nbsp; Minist\u00e9rio da Igualdade Racial, em parceria com os minist\u00e9rios das Mulheres, dos Povos Ind\u00edgenas, e da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, com o apoio do CNPq. O programa contempla bolsas de doutorado sandu\u00edche e de p\u00f3s-doutorado no exterior.<\/p>\n<p><strong>Beatriz Nascimento<\/strong><\/p>\n<p>O nome do programa presta homenagem \u00e0 professora e historiadora sergipana Beatriz Nascimento, que sempre aliou a luta antirracista com a vida acad\u00eamica. Enquanto pesquisadora, Beatriz estudou as forma\u00e7\u00f5es dos quilombos no Brasil por duas d\u00e9cadas e foi expoente do feminismo negro, pesquisando as pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias que pesam sobre os corpos das mulheres negras.<\/p>\n<p>A pesquisadora faleceu, v\u00edtima de feminic\u00eddio, em janeiro de 1995. Na \u00e9poca, ela cursava mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2021, Beatriz Nascimento se tornou doutora honoris causa in memoriam pela UFRJ.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a pesquisa &#8220;Turismo-Cultural, Saberes Locais, Educa\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Comunit\u00e1rio: contribui\u00e7\u00f5es mo\u00e7ambicanas para comunidades quilombolas do Rec\u00f4ncavo baiano&#8221;, a professora e pesquisadora L\u00facia Maria Aquino de Queiroz, da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), foi aprovada na Chamada Atl\u00e2nticas &#8211; Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ci\u00eancia, promovida pelo CNPq. 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