{"id":36443,"date":"2025-01-14T10:52:27","date_gmt":"2025-01-14T13:52:27","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/?p=36443"},"modified":"2025-01-14T10:52:27","modified_gmt":"2025-01-14T13:52:27","slug":"professora-da-ufrb-e-homenageada-em-nome-de-nova-especie-de-planta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/professora-da-ufrb-e-homenageada-em-nome-de-nova-especie-de-planta\/","title":{"rendered":"Professora da UFRB \u00e9 homenageada em nome de nova esp\u00e9cie de planta"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores descobriram uma nova esp\u00e9cie de planta do g\u00eanero&nbsp;<em>Lippia<\/em>, no Parque Estadual Serra Nova e Talhado, na regi\u00e3o norte de Minas Gerais. A nova esp\u00e9cie, batizada de&nbsp;<em>Lippia aonae<\/em>, foi nomeada em homenagem \u00e0 professora&nbsp; Lidyanne Yuriko Saleme Aona Pinheiro, da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB).&nbsp; O estudo que descreve a planta foi publicado na revista internacional&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/abb\/a\/PjnRdfhLfCLzXZSZkfq4CTm\/abstract\/?lang=en\">Acta Botanica Brasilica<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto de partida para a descoberta da\u00a0<em>Lippia aonae<\/em>\u00a0aconteceu no\u00a0 herb\u00e1rio da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi l\u00e1 que Pedro Cardoso, durante an\u00e1lises para a pesquisa do seu doutorado em 2021, encontrou dois esp\u00e9cimes (indiv\u00edduos coletados no campo e herborizados), provenientes de Monte Azul (MG) e regi\u00e3o. A\u00a0 partir da\u00ed, o pesquisador levantou a hip\u00f3tese de que as amostras\u00a0 encontradas poderiam representar uma esp\u00e9cie ainda n\u00e3o descrita. \u201cIniciei um trabalho de busca por outros esp\u00e9cimes, consultando outros herb\u00e1rios brasileiros e plataformas virtuais que cont\u00e9m imagens de exsicatas em alta resolu\u00e7\u00e3o\u201d, relata Cardoso. Segundo ele, a dificuldade em encontrar mais amostras foi devido ao fato de a regi\u00e3o norte mineira ser pouco estudada, o que resulta em uma biodiversidade ainda pouco conhecida. Al\u00e9m disso, as caracter\u00edsticas da planta dificultam sua localiza\u00e7\u00e3o: trata-se de uma esp\u00e9cie de pequeno porte, com cerca de 50 cent\u00edmetros de altura, que cresce principalmente em fendas de rochas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para driblar essas dificuldades, Cardoso buscou a&nbsp; parceria de Danilo Zavatin, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que com a equipe do projeto Planos de A\u00e7\u00e3o Territoriais (PAT)&nbsp; Espinha\u00e7o Mineiro, realiza expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas peri\u00f3dicas na regi\u00e3o onde a&nbsp;<em>Lippia&nbsp;<\/em>ocorre. \u201cCompartilhei com ele todas as informa\u00e7\u00f5es sobre a planta, incluindo suas caracter\u00edsticas e poss\u00edveis localidades de ocorr\u00eancia, buscando apoio para coletar novos indiv\u00edduos e obter dados mais completos e valiosos sobre a esp\u00e9cie\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s v\u00e1rias tentativas, Zavatin conseguiu encontrar uma subpopula\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>Lippia<\/em>&nbsp;no Parque Estadual Serra Nova e Talhado. Ele coletou algumas amostras e, com isso, \u201ccome\u00e7amos a trabalhar juntos na an\u00e1lise morfol\u00f3gica detalhada e foi poss\u00edvel constatar que a planta se tratava de uma nova esp\u00e9cie\u201d, explica Cardoso. Juntos, eles coletaram informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre a planta, como as cores das flores, o tamanho da subpopula\u00e7\u00e3o e, al\u00e9m disso, produziram ilustra\u00e7\u00f5es com fotografias de alta qualidade para acompanhar a descri\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Homenagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a confirma\u00e7\u00e3o da nova esp\u00e9cie, o pr\u00f3ximo passo dos pesquisadores foi nome\u00e1-la. A nomea\u00e7\u00e3o segue as regras da nomeclatura binominal, que consiste em duas palavras. A primeira corresponde ao g\u00eanero ao qual pertence, e a segunda ao ep\u00edteto espec\u00edfico, que identifica a esp\u00e9cie dentro do g\u00eanero e pode fazer refer\u00eancia a uma pessoa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De forma consensual, eles escolheram homenagear a professora Lidyanne Aona. \u201cEssa homenagem \u00e9, para n\u00f3s, uma forma de expressar nosso carinho e reconhecimento pelo trabalho de bot\u00e2nicos t\u00e3o competentes, como ela, que dedicam suas vidas ao ensino e \u00e0 pesquisa da biodiversidade brasileira \u2013que ainda guarda muitas esp\u00e9cies por descobrir\u201d, explicou Cardoso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Lidyanne, receber a homenagem \u00e9 \u201cuma alegria e uma responsabilidade para que a esp\u00e9cie n\u00e3o se perca na natureza. Me sinto honrada e muito feliz por ser uma nova esp\u00e9cie de um dos lugares de Minas Gerais bem pouco explorado, em termos bot\u00e2nicos\u201d. Ela ressalta que a descoberta reflete a import\u00e2ncia de continuar pesquisando porque \u201cainda temos muito a conhecer sobre a flora do norte de Minas Gerais e em outras \u00e1reas pouco estudadas e coletadas, como ocorre aqui na Bahia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da&nbsp;<em>Lippia<\/em>&nbsp;<em>aonae<\/em>, outras duas esp\u00e9cies j\u00e1 foram nomeadas em homenagem a Lidyanne: Physeterostemon aonae Amorim, Michelang. &amp; R.Goldenb, da fam\u00edlia Melastomataceae, publicada em 2016, e Dichorisandra aonae M.Pell. &amp; Q.S.Moraes, da fam\u00edlia Commelinaceae, publicada em 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores descobriram uma nova esp\u00e9cie de planta do g\u00eanero&nbsp;Lippia, no Parque Estadual Serra Nova e Talhado, na regi\u00e3o norte de Minas Gerais. 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