{"id":43850,"date":"2025-09-02T10:36:24","date_gmt":"2025-09-02T13:36:24","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/?p=43850"},"modified":"2025-09-02T10:36:24","modified_gmt":"2025-09-02T13:36:24","slug":"pesquisas-da-ufrb-com-terras-raras-aliam-sustentabilidade-e-inovacao-tecnologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/pesquisas-da-ufrb-com-terras-raras-aliam-sustentabilidade-e-inovacao-tecnologica\/","title":{"rendered":"Pesquisas da UFRB com Terras Raras aliam sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"\n<p>Recentemente, o termo \u201cterras raras\u201d ganhou proje\u00e7\u00e3o nacional ao ocupar espa\u00e7o nas editorias pol\u00edticas e econ\u00f4micas. O crescente interesse nas reservas brasileiras desses elementos, fundamentais para tecnologias de ponta, reacende debates sobre soberania, desenvolvimento industrial e inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Nesse contexto, a Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB) se destaca ao desenvolver pesquisas que conectam sustentabilidade e alta tecnologia, utilizando terras raras como o eur\u00f3pio (Eu\u00b3\u207a) para criar materiais luminescentes inovadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do nome terras raras, esses elementos n\u00e3o s\u00e3o escassos. Na verdade, trata-se de um conjunto de 17 elementos qu\u00edmicos, com propriedades \u00fanicas que os tornam essenciais para v\u00e1rias tecnologias avan\u00e7adas, como LEDs, lasers e c\u00e9lulas solares. Segundo o professor Jorge Fernando, pesquisador e coordenador do Grupo de Materiais Fot\u00f4nicos da UFRB, \u201cesses elementos, embora chamados de \u2018raros\u2019, n\u00e3o s\u00e3o escassos, mas a sua separa\u00e7\u00e3o \u00e9 complexa, cara e ambientalmente impactante. Eles ocorrem associados e exigem processos qu\u00edmicos sofisticados para a purifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, apesar de possuir grandes reservas dessas subst\u00e2ncias, a explora\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 t\u00edmida frente ao potencial nacional. A Bahia, especialmente, destaca-se pela presen\u00e7a de jazidas em regi\u00f5es como Jequi\u00e9, Uba\u00edra e Jiquiri\u00e7\u00e1, com minerais ricos em lantan\u00eddeos, como c\u00e9rio (Ce), lant\u00e2nio (La) e neod\u00edmio (Nd), essenciais para tecnologias de alta precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o potencial de explora\u00e7\u00e3o desses elementos, o Grupo de Materiais Fot\u00f4nicos da UFRB realiza estudos sobre terras raras em duas frentes principais: a cria\u00e7\u00e3o de nanoceluloses dopadas com complexos luminescentes e a produ\u00e7\u00e3o de filmes finos para aplica\u00e7\u00f5es \u00f3pticas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos em uma fase avan\u00e7ada de desenvolvimento. J\u00e1 conseguimos obter sistemas h\u00edbridos nos quais a matriz de celulose atua como suporte para os \u00edons luminescentes. Esses materiais t\u00eam sido testados tanto em laborat\u00f3rio quanto em aplica\u00e7\u00f5es reais para sensores e embalagens inteligentes\u201d, explica Fernando.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"538\" src=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/terras-raras-1024x538.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43852\" srcset=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/terras-raras-1024x538.png 1024w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/terras-raras-300x158.png 300w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/terras-raras-768x403.png 768w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/terras-raras.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estudantes bolsistas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Danilo Santos, Emilly Santos e Bruna Pereira com o professor Jorge Fernando. Foto: Arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Filmes finos luminescentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os filmes finos luminescentes s\u00e3o&nbsp; camadas nanom\u00e9tricas\/microm\u00e9tricas aplicadas sobre substratos e produzidos por t\u00e9cnicas de baixo custo como dip-coating (imers\u00e3o) e spin-coating (rota\u00e7\u00e3o). Eles s\u00e3o utilizados em dispositivos \u00f3pticos, podendo ser aplicados em &nbsp; LEDs, sensores de seguran\u00e7a, lasers de estado s\u00f3lido, telas e dispositivos antic\u00f3pia. \u201cVemos potencial em \u00e1reas como energia solar (c\u00e9lulas luminescentes fotovoltaicas), bioimagens m\u00e9dicas e marcadores ambientais inteligentes, especialmente se integrados com materiais sustent\u00e1veis como a nanocelulose\u201d, acrescenta o coordenador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nanoceluloses dopadas com \u00edons eur\u00f3pio (Eu\u00b3<\/strong><strong>\u207a<\/strong><strong>)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A nanocelulose \u00e9 um material extra\u00eddo de fibras vegetais, como pinus, sisal ou res\u00edduos agr\u00edcolas. Com dimens\u00f5es nanom\u00e9tricas, ela apresenta alta resist\u00eancia mec\u00e2nica, transpar\u00eancia, leveza e biodegradabilidade. Quando dopada com \u00edons eur\u00f3pio, por meio de complexos organomet\u00e1licos ou ancoragem direta, transforma-se em um material luminescente vermelho de alta intensidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O eur\u00f3pio (Eu\u00b3\u207a) \u00e9 um dos elementos mais eficientes para luminesc\u00eancia, com emiss\u00e3o pura e seletiva \u2014 o que o torna ideal para aplica\u00e7\u00f5es \u00f3pticas e mais eficaz que metais de transi\u00e7\u00e3o tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>As possibilidades de aplica\u00e7\u00e3o incluem sensores ambientais, dispositivos \u00f3pticos, marcadores de seguran\u00e7a, bioimagem m\u00e9dica e c\u00e9lulas solares luminescentes, sempre com foco na sustentabilidade. \u201cElas permitem criar embalagens ativas, capazes de indicar a deteriora\u00e7\u00e3o de alimentos ou medicamentos em tempo real, aumentando a seguran\u00e7a do consumidor e reduzindo desperd\u00edcios\u201d, complementa Fernando.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o pesquisador da UFRB, os estudos sobre as terras raras desenvolvidos na institui\u00e7\u00e3o s\u00e3o relevantes, especialmente, para a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos qualificados, capazes de atuar em toda a cadeia produtiva \u2014 da extra\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento de dispositivos \u2014 e para a gera\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica, pois transforma pesquisa b\u00e1sica em aplica\u00e7\u00f5es com alto valor agregado. Nesse sentido, para ele, a Universidade pode assumir papel central nas pesquisas sobre esses elementos possibilitando que o Brasil agregue valor a esses recursos naturais. \u201cO Brasil precisa deixar de ser apenas exportador de mat\u00e9ria-prima e passar a desenvolver tecnologia de ponta com o que tem no seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio\u201d, defende.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, o termo \u201cterras raras\u201d ganhou proje\u00e7\u00e3o nacional ao ocupar espa\u00e7o nas editorias pol\u00edticas e econ\u00f4micas. O crescente interesse nas reservas brasileiras desses elementos, fundamentais para tecnologias de ponta, reacende debates sobre soberania, desenvolvimento industrial e inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. 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