{"id":45118,"date":"2025-12-09T08:22:58","date_gmt":"2025-12-09T11:22:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/?p=45118"},"modified":"2025-12-16T14:32:07","modified_gmt":"2025-12-16T17:32:07","slug":"pesquisa-da-ufrb-discute-acessibilidade-da-comunidade-surda-no-atendimento-psicologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/noticias\/pesquisa-da-ufrb-discute-acessibilidade-da-comunidade-surda-no-atendimento-psicologico\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UFRB discute acessibilidade da comunidade surda no atendimento psicol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"\n<p>Na psicologia, a comunica\u00e7\u00e3o entre paciente\/cliente e profissional \u00e9 elemento fundamental do processo terap\u00eautico. Mas, e quando esse di\u00e1logo n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel devido \u00e0 falta de familiaridade com a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras) por parte do psic\u00f3logo e pela inexist\u00eancia de pr\u00e1ticas institucionalizadas que garantam a acessibilidade da comunidade surda? Essa pergunta norteia o Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC) da psic\u00f3loga Gabriela Coelho, egressa da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante sua pesquisa, Gabriela analisou como a Psicologia tem produzido conhecimento sobre o uso de Libras e as condi\u00e7\u00f5es de acolhimento no atendimento cl\u00ednico. \u201cO objetivo do meu trabalho foi analisar a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sobre o acolhimento ao surdo e a utiliza\u00e7\u00e3o da Libras no contexto cl\u00ednico psicol\u00f3gico\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"538\" src=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/12\/atendimentopsicologico1-1024x538.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-45120\" srcset=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/12\/atendimentopsicologico1-1024x538.png 1024w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/12\/atendimentopsicologico1-300x158.png 300w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/12\/atendimentopsicologico1-768x403.png 768w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/12\/atendimentopsicologico1.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os resultados encontrados apontam que a forma\u00e7\u00e3o em Psicologia no Brasil n\u00e3o prepara adequadamente os futuros profissionais para atender pessoas surdas. Isso acontece porque a oferta de Libras n\u00e3o \u00e9 uma exig\u00eancia legal nas grades curriculares do curso, muitas vezes acontecendo apenas de forma optativa. \u201cA aus\u00eancia de psic\u00f3logos fluentes em Libras compromete o acesso ao atendimento e o direito do surdo ao acolhimento, j\u00e1 que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 o principal instrumento de trabalho da Psicologia\u201d, ressalta a egressa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro desafio trazido pela pesquisa \u00e9 a presen\u00e7a do int\u00e9rprete no atendimento terap\u00eautico. \u201cA presen\u00e7a de uma terceira pessoa modifica a din\u00e2mica do atendimento, gerando desafios \u00e9ticos, como o sigilo, e relacionais, como a constru\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo, espontaneidade na comunica\u00e7\u00e3o e qualidade da escuta cl\u00ednica\u201d, analisa Gabriela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de acessibilidade constatada pela egressa n\u00e3o surpreende Josineide Vieira Alves, conhecida como J\u00f4 Alves, pesquisadora e professora do curso de Psicologia da UFRB. Para ela, a aus\u00eancia de profissionais capacitados para um atendimento inclusivo repercute diretamente na garantia de direitos dos usu\u00e1rios. \u201cUma das implica\u00e7\u00f5es do trabalho de Gabriela \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o para a nega\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o surda, na medida em que n\u00e3o falamos sua l\u00edngua materna e impossibilitamos seu acesso ao atendimento psicol\u00f3gico e aos servi\u00e7os de sa\u00fade\u201d, reflete J\u00f4, que orientou Gabriela em sua pesquisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o diferenciada na UFRB<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da aus\u00eancia de Libras como disciplina obrigat\u00f3ria, o curso de Psicologia da UFRB tem buscado incluir o debate sobre surdez em sua forma\u00e7\u00e3o. \u201cO nosso curso tem um diferencial, que s\u00e3o os componentes que ministro: Psicologia, Educa\u00e7\u00e3o Especial e Inclus\u00e3o, que discute a surdez, e o componente optativo \u2018Surdez e suas implica\u00e7\u00f5es\u2019\u201d, explica J\u00f4 Alves. Foi nesse componente, inclusive, que Gabriela despertou seu interesse pelo tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das discuss\u00f5es te\u00f3ricas, a professora promove encontros dos estudantes com a comunidade surda e profissionais bil\u00edngues para sensibilizar sobre a necessidade de aprender Libras. Para J\u00f4, no entanto, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 estrutural. \u201cO que devemos reivindicar \u00e9 que o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o estabele\u00e7a a obrigatoriedade do ensino de Libras para todos os cursos de sa\u00fade, e que os curr\u00edculos contemplem discuss\u00f5es sobre cultura e identidade surdas\u201d, defende.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Gabriela, o contato com Libras foi um diferencial na forma\u00e7\u00e3o. Ela pretende seguir estudando a l\u00edngua com objetivo de se tornar uma profissional bil\u00edngue. \u201cO aprendizado da Libras e o contato com essa tem\u00e1tica podem despertar o interesse dos futuros profissionais em aprofundar seus conhecimentos e contribuir para pr\u00e1ticas mais acess\u00edveis e inclusivas, assim como aconteceu comigo\u201d, afirma a psic\u00f3loga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na psicologia, a comunica\u00e7\u00e3o entre paciente\/cliente e profissional \u00e9 elemento fundamental do processo terap\u00eautico. Mas, e quando esse di\u00e1logo n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel devido \u00e0 falta de familiaridade com a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras) por parte do psic\u00f3logo e pela inexist\u00eancia de pr\u00e1ticas institucionalizadas que garantam a acessibilidade da comunidade surda? 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