{"id":46859,"date":"2026-08-25T14:18:42","date_gmt":"2026-08-25T17:18:42","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/?p=46859"},"modified":"2026-08-25T14:18:43","modified_gmt":"2026-08-25T17:18:43","slug":"ufrb-amplia-participacao-em-editais-da-finep-e-fortalece-redes-e-infraestrutura-de-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/destaque-secundario\/ufrb-amplia-participacao-em-editais-da-finep-e-fortalece-redes-e-infraestrutura-de-pesquisa\/","title":{"rendered":"UFRB amplia participa\u00e7\u00e3o em editais da Finep e fortalece redes e infraestrutura de pesquisa"},"content":{"rendered":"\n<p>Fortalecer a infraestrutura de pesquisa tamb\u00e9m passa pela capacidade de captar recursos em editais de financiamento. Nesse movimento, a Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB) n\u00e3o apenas tem mantido presen\u00e7a nessas chamadas, como tamb\u00e9m tem ampliado o n\u00famero de iniciativas aprovadas. No cen\u00e1rio mais recente, dois projetos voltados ao fortalecimento de estruturas de pesquisa de uso compartilhado e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o de parcerias entre pesquisadores e institui\u00e7\u00f5es foram contemplados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).<\/p>\n\n\n\n<p>Os projetos Central Anal\u00edtica Multiusu\u00e1ria do Rec\u00f4ncavo (CAMUR) e N\u00facleo Multiusu\u00e1rio para Conserva\u00e7\u00e3o, Melhoramento e Uso Sustent\u00e1vel de Recursos Gen\u00e9ticos Vegetais (NUBAG), ambos do Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias, Ambientais e Biol\u00f3gicas (CCAAB\/UFRB),  foram aprovados no <a href=\"https:\/\/www.finep.gov.br\/e\/chamada-publica\/222684\/750366\">edital Proinfra Desenvolvimento Regional \u2013 2024<\/a>, destinado a institui\u00e7\u00f5es das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e juntos somam R$ 5,5 milh\u00f5es em recursos. As propostas foram formalizadas em mar\u00e7o deste ano, durante o evento Mais Inova\u00e7\u00e3o, promovido pela Finep no Senai Cimatec, em Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas iniciativas partem de estruturas e grupos de pesquisa j\u00e1 existentes na UFRB. O financiamento, portanto, n\u00e3o representa a cria\u00e7\u00e3o de projetos do zero, mas um novo aporte para ampliar e qualificar estruturas que v\u00eam sendo constru\u00eddas ao longo dos anos com apoio de diferentes fontes de fomento.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes desses dois novos projetos, a UFRB j\u00e1 havia sido contemplada na chamada Pr\u00f3-Infra Expans\u00e3o e Desenvolvimento de Infraestrutura de Pesquisa, em 2023, com o projeto Fortalecimento e Expans\u00e3o do Complexo Multidisciplinar de Estudos e Pesquisas em Sa\u00fade, e no Proinfra Expans\u00e3o 2024, com o projeto Equipamentos Estrat\u00e9gicos para o Fortalecimento da Pesquisa. Com a aprova\u00e7\u00e3o da CAMUR e do NUBAG, a institui\u00e7\u00e3o soma quatro projetos contemplados pela Finep nos \u00faltimos tr\u00eas anos, totalizando R$ 18 milh\u00f5es em recursos, resultado de uma estrat\u00e9gia institucional de articula\u00e7\u00e3o e fortalecimento das redes de pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a pr\u00f3-reitora de Pesquisa, P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o, Simone Alves, o resultado est\u00e1 relacionado a um processo de organiza\u00e7\u00e3o interna e de articula\u00e7\u00e3o dos(as) pesquisadores(as) em torno de propostas institucionais mais robustas. \u201cUm projeto para ter \u00eaxito na Finep tem que ser bastante articulado, porque tem que envolver bolsistas de produtividade e pesquisa, para mostrar que o grupo \u00e9 fortalecido e est\u00e1 consolidado. Tem tamb\u00e9m que ter um projeto robusto, bastante eficiente, para que ele seja competitivo, porque a competi\u00e7\u00e3o ocorre em n\u00edvel nacional\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia tamb\u00e9m envolve o fortalecimento dos(as) pr\u00f3prios(as) pesquisadores(as) e dos grupos de pesquisa. Para Simone, o crescimento do n\u00famero de bolsistas de produtividade amplia a capacidade da Universidade de disputar recursos, j\u00e1 que esses(as) pesquisadores(as), em geral, atuam na lideran\u00e7a de grupos consolidados. Um dos pesquisadores da UFRB recentemente contemplados com a bolsa PQ \u00e9 justamente o professor Toshiki Iarley, coordenador da CAMUR. Em 2026, a institui\u00e7\u00e3o conta com 28 bolsistas de produtividade ativos, entre as modalidades de Produtividade em Pesquisa (PQ) e Produtividade em Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico e Extens\u00e3o Inovadora (DT). O crescimento desse n\u00famero tamb\u00e9m acompanha uma maior diversidade de \u00e1reas e centros de ensino representados entre os(as) pesquisadores(as) contemplados(as).<\/p>\n\n\n\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o das redes de pesquisa \u00e9 outro elemento, apontado pela pr\u00f3-reitora, dessa estrat\u00e9gia. Os projetos submetidos \u00e0 Finep articulam pesquisadores(as) da UFRB e, em alguns casos, institui\u00e7\u00f5es parceiras, reunindo compet\u00eancias e estruturas que podem ser compartilhadas entre diferentes grupos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Simone, esse movimento ganha import\u00e2ncia quando considerado o perfil da Universidade e o car\u00e1ter nacional da disputa pelos recursos. \u201cA gente \u00e9 uma universidade de 20 anos, interiorizada, nova comparada com as demais. Ent\u00e3o, a gente conseguir um aporte de 18 milh\u00f5es \u00e9 um grande feito, porque a gente voltou a competir bastante no cen\u00e1rio nacional de pesquisa\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A articula\u00e7\u00e3o entre pesquisa, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o, segundo a pr\u00f3-reitora, tem como objetivo ampliar a capacidade da UFRB de participar dessas redes e apresentar projetos competitivos \u00e0s ag\u00eancias de fomento. \u201c\u00c9 uma pol\u00edtica de di\u00e1logo e de articula\u00e7\u00e3o com as ag\u00eancias de fomento e com institui\u00e7\u00f5es que possam fortalecer cada vez mais a pesquisa da Universidade e dar visibilidade \u00e0 nossa potencialidade\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Central anal\u00edtica multiusu\u00e1ria do Rec\u00f4ncavo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos projetos aprovados \u00e9 a Central Anal\u00edtica Multiusu\u00e1ria do Rec\u00f4ncavo (CAMUR), conduzida por uma equipe liderada pelo professor Toshiki Iarley. A iniciativa fortalece a infraestrutura destinada a pesquisas que envolvem plantas, solo e \u00e1gua, com destaque para estudos sobre os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na fisiologia vegetal.<\/p>\n\n\n\n<p>O financiamento permitir\u00e1 a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos de maior complexidade, que podem chegar \u00e0 casa de R$ 1 milh\u00e3o ou mais, dependendo da tecnologia e das especifica\u00e7\u00f5es, e que ampliam as possibilidades de realiza\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises na pr\u00f3pria Universidade. Entre os equipamentos, Tishoki cita o exemplo do IRGA, utilizado para medir as trocas gasosas das plantas e obter informa\u00e7\u00f5es relacionadas a processos como fotoss\u00edntese e funcionamento dos est\u00f4matos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o pesquisador, a disponibilidade desses equipamentos \u00e9 fundamental para ampliar a qualidade e a precis\u00e3o das pesquisas desenvolvidas pelo grupo. \u201cPara a gente ter uma an\u00e1lise mais acurada, para ter um fator de impacto maior, a gente precisa de an\u00e1lises mais precisas. E, para que a gente tenha isso, \u00e9 necess\u00e1rio equipamentos de alto padr\u00e3o, equipamentos que s\u00e3o extremamente caros\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta \u00e9 que a estrutura tenha car\u00e1ter multiusu\u00e1rio, permitindo que equipamentos e laborat\u00f3rios sejam utilizados por diferentes pesquisadores e grupos de pesquisa. A iniciativa tamb\u00e9m amplia as possibilidades de colabora\u00e7\u00e3o com outras institui\u00e7\u00f5es. Toshiki cita parcerias j\u00e1 estabelecidas pela equipe com as Universidades Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), do Estado da Bahia (UNEB), Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e da Bahia (UFBA), cujos pesquisadores poder\u00e3o ter acesso \u00e0 estrutura conforme as regras de utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de fortalecer as pesquisas em andamento, a estrutura dever\u00e1 contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, possibilitando a realiza\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises que, em alguns casos, precisam atualmente ser encaminhadas para institui\u00e7\u00f5es externas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Toshiki, a expectativa \u00e9 que, futuramente, a estrutura tamb\u00e9m possa oferecer suporte \u00e0 comunidade externa, incluindo produtores rurais que necessitam de an\u00e1lises de solo e plantas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fortalecimento dos Recursos Gen\u00e9ticos Vegetais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O segundo projeto \u00e9 voltado ao Fortalecimento do Programa de Recursos Gen\u00e9ticos Vegetais (RGV), por meio do N\u00facleo Multiusu\u00e1rio para Conserva\u00e7\u00e3o, Melhoramento e Uso Sustent\u00e1vel de Recursos Gen\u00e9ticos Vegetais (NUBAG). \u00c0 frente da coordena\u00e7\u00e3o est\u00e1 a pr\u00f3-reitora Simone Alves, tamb\u00e9m professora vinculada ao programa. Assim como no CAMUR, a iniciativa re\u00fane uma equipe de pesquisadores que j\u00e1 desenvolve diferentes projetos relacionados \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e ao melhoramento de esp\u00e9cies vegetais na UFRB.<\/p>\n\n\n\n<p>Simone conta que a Universidade possui bancos de germoplasma voltados a diferentes esp\u00e9cies e finalidades. Entre eles est\u00e3o o BAG Mamona, o BAG Pinh\u00e3o-Manso e o BAG do Inhame. H\u00e1 ainda um banco voltado a esp\u00e9cies de interesse florestal. Essas estruturas est\u00e3o vinculadas a projetos e pesquisadores que j\u00e1 atuam na conserva\u00e7\u00e3o e no melhoramento gen\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta foi reunir essas iniciativas em uma estrutura articulada, com a participa\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es parceiras, como as Universidades Estaduais do Sudoeste da Bahia (UESB) e de Feira de Santana (UEFS). \u201cEssa estrutura j\u00e1 existia. Ela j\u00e1 teve apoio da Petrobras, do CNPq, da Capes e da Fapesb. Agora entra mais um aporte financeiro, no caso da Finep, para continuar fortalecendo essa estrutura, para que os grupos de pesquisa possam utilizar esse recurso de forma multiusu\u00e1ria e criar parcerias\u201d, afirma Simone.<\/p>\n\n\n\n<p>O car\u00e1ter multiusu\u00e1rio permite que pesquisadores de diferentes projetos utilizem os equipamentos e a infraestrutura dispon\u00edveis para desenvolver suas pesquisas. A atua\u00e7\u00e3o em rede tamb\u00e9m amplia as possibilidades de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e de colabora\u00e7\u00e3o entre grupos. \u201cO mesmo produto, a mesma pesquisa, pode gerar v\u00e1rios produtos, porque \u00e9 trabalhado em rede\u201d, explica a pr\u00f3-reitora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fortalecer a infraestrutura de pesquisa tamb\u00e9m passa pela capacidade de captar recursos em editais de financiamento. 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