{"id":47514,"date":"2026-10-27T09:47:27","date_gmt":"2026-10-27T12:47:27","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/?p=47514"},"modified":"2026-10-27T09:47:27","modified_gmt":"2026-10-27T12:47:27","slug":"pesquisadores-da-ufrb-e-de-instituicoes-parceiras-descrevem-nova-especie-de-bromelia-na-serra-da-jiboia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/destaque-interno\/pesquisadores-da-ufrb-e-de-instituicoes-parceiras-descrevem-nova-especie-de-bromelia-na-serra-da-jiboia\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UFRB e de institui\u00e7\u00f5es parceiras descrevem nova esp\u00e9cie de brom\u00e9lia na Serra da Jiboia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nova esp\u00e9cie de brom\u00e9lias foi descrita por pesquisadores da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), a partir de exemplares encontrados na Serra da Jiboia, na Bahia. Batizada de <em>Racinaea nana<\/em>, a planta \u00e9 considerada criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o (CR) e tem ocorr\u00eancia em uma \u00e1rea restrita no topo da serra, no munic\u00edpio de El\u00edsio Medrado (BA).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi conduzida por&nbsp; Everton Hillo de Souza e Lidyanne Aona, da UFRB, em parceria com pesquisadores(as) do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro (JBRJ\/CNCFlora) e da Embrapa Mandioca e Fruticultura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A identifica\u00e7\u00e3o da <em>Racinaea nana<\/em> faz parte de um estudo muito maior. Entre 2019 e 2025, a pesquisa de campo do levantamento registrou 61 esp\u00e9cies de brom\u00e9lias na Serra da Jiboia, distribu\u00eddas em tr\u00eas grupos (Bromelioideae, Tillandsioideae e Pitcairnioideae). Do total, 20 s\u00e3o end\u00eamicas da Bahia, ou seja, n\u00e3o existem em nenhum outro lugar do mundo, e dez t\u00eam a serra como local onde foram identificadas pela primeira vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pequena e rara<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pertencente \u00e0 subfam\u00edlia Tillandsioideae, a <em>Racinaea nana<\/em> mede apenas entre 12 e 16 cent\u00edmetros de altura, e \u00e9 da\u00ed que vem o nome:&nbsp; <em>nana<\/em> vem do latim e significa &#8220;an\u00e3&#8221;. \u00c9 uma planta epif\u00edtica: cresce sobre o tronco e galhos de outras plantas sem parasit\u00e1-las. No caso da nova esp\u00e9cie, ela ocupa pequenos ramos de arbustos, em \u00e1reas de floresta nas partes mais altas da serra. Tamb\u00e9m \u00e9 microend\u00eamica, ou seja, s\u00f3 \u00e9 encontrada na Serra da Jiboia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"538\" src=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/10\/rnanaambiente-1024x538.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-47516\" srcset=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/10\/rnanaambiente-1024x538.png 1024w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/10\/rnanaambiente-300x158.png 300w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/10\/rnanaambiente-768x403.png 768w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/10\/rnanaambiente.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens da <em>Racinaea nana<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas somente essas caracter\u00edsticas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para identificar a <em>Racinaea nana<\/em> como uma nova esp\u00e9cie. Segundo o coordenador da pesquisa, Everton Hillo, para reconhecer uma planta in\u00e9dita \u00e9 preciso an\u00e1lises minuciosas de estrutura, folhas, flores e infloresc\u00eancia e comparar o material com esp\u00e9cies j\u00e1 conhecidas. &#8220;[No caso da Racinaea nana] a compara\u00e7\u00e3o revelou um conjunto consistente de caracter\u00edsticas que diferenciava aquela popula\u00e7\u00e3o: o porte muito menor, as folhas menores, a infloresc\u00eancia geralmente simples e a por\u00e7\u00e3o f\u00e9rtil mais curta. Esse conjunto de caracter\u00edsticas permitiu reconhecer a planta como uma esp\u00e9cie distinta&#8221;, explica&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora s\u00f3 tenha sido descrita agora, a planta j\u00e1 havia sido coletada anos atr\u00e1s. O pesquisador explica que foi necess\u00e1rio aguardar at\u00e9 que a planta florescesse em cultivo e produzisse material reprodutivo adequado para confirmar sua identidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova esp\u00e9cie j\u00e1 \u00e9 classificada como Criticamente Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o (CR) devido a sua distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica extremamente restrita. Sua \u00e1rea de ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 estimada em apenas 4 km\u00b2, no cume da serra, em uma regi\u00e3o sem prote\u00e7\u00e3o por Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o oficiais e sujeita a queimadas e \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para preservar seu registro cient\u00edfico, os esp\u00e9cimes coletados foram depositados no <a href=\"http:\/\/@herbariohurb\">Herb\u00e1rio do Rec\u00f4ncavo da Bahia (HURB)<\/a>, localizado no campus da UFRB, em Cruz das Almas. O acervo \u00e9 fundamental para a documenta\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o da flora baiana e estudos futuros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alerta para a conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"538\" src=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/10\/serrajiboia-1-1024x538.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-47519\" srcset=\"https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/10\/serrajiboia-1-1024x538.png 1024w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/10\/serrajiboia-1-300x158.png 300w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/10\/serrajiboia-1-768x403.png 768w, https:\/\/ufrb.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/10\/serrajiboia-1.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa da Serra da Jiboia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Serra da Jiboia abrange munic\u00edpios do Rec\u00f4ncavo e do Vale do Jiquiri\u00e7\u00e1, como El\u00edsio Medrado, Santa Teresinha, Amargosa, Varzedo, S\u00e3o Miguel das Matas e Castro Alves. A rela\u00e7\u00e3o da UFRB com a regi\u00e3o \u00e9 antiga, com pesquisas sendo feitas desde 2002, antes mesmo da cria\u00e7\u00e3o da universidade, conduzidas por pesquisadores que hoje atuam nela. Para Everton Hillo, a serra \u00e9 \u201co nosso laborat\u00f3rio de campo\u201d, onde s\u00e3o realizadas aulas pr\u00e1ticas para estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dessa import\u00e2ncia, a regi\u00e3o ainda n\u00e3o possui Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o oficial. A situa\u00e7\u00e3o da nova esp\u00e9cie refor\u00e7a a necessidade de ampliar as a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o, e os dados produzidos pela UFRB podem contribuir para o Plano de A\u00e7\u00e3o Territorial para a Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas (PAT-CDSJ), ajudando a orientar o monitoramento e a conserva\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Everton Hillo, a descoberta e descri\u00e7\u00e3o da <em>Racinaea nana<\/em> mostram que a Serra da Jiboia ainda guarda segredos bot\u00e2nicos e exige medidas imediatas de prote\u00e7\u00e3o ambiental. &#8220;N\u00e3o podemos esperar conhecer absolutamente tudo para come\u00e7ar a proteger uma \u00e1rea\u201d, defende o pesquisador.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova esp\u00e9cie de brom\u00e9lias foi descrita por pesquisadores da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), a partir de exemplares encontrados na Serra da Jiboia, na Bahia. 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