Filme homenageia legado do professor Fabrício Dalla Vecchia por meio da memória e afeto
O que permanece de uma vida? Quais marcas uma pessoa deixa naqueles com quem convive? O filme O Tom da Doçura, produzido pelo Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), mostra que, no caso do professor Fabrício Dalla Vecchia, permanecem a doçura, a generosidade, a sensibilidade e o afeto que marcaram sua trajetória. Mais do que registrar uma homenagem, a obra transforma memória, afeto e escuta em uma narrativa coletiva sobre a vida do docente.
Professor da UFRB desde 2015, Fabrício Dalla Vecchia atuava no Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT), em Santo Amaro, no curso de Música Popular Brasileira. Trombonista, pesquisador e docente, construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a arte, a educação musical e a formação de estudantes. Fabrício faleceu em agosto de 2025, em decorrência de um episódio de violência. A partir dessa perda, a comunidade acadêmica mobilizou-se para preservar sua memória e celebrar o legado deixado por ele.
Com depoimentos de estudantes, docentes, técnicos e membros da comunidade que conviveram com Fabrício, o filme O Tom da Doçura surgiu como uma resposta coletiva diante da dor da perda e da necessidade de preservar a memória do professor. “Ao saber, com amargor, das mentiras que estavam se espalhando sobre o querido professor Fabrício, precisávamos gritar para o mundo quem era, de fato, esse cara que marcou a vida de tanta gente. Um sujeito delicado, sensível e afetuoso. Para além de uma homenagem, foi um brado da família CECULT sobre um de seus preciosos membros”, explica Eduardo Silva, diretor de programa do CECULT e do filme.
O diretor destaca que cada depoimento revelou diferentes dimensões de Fabrício: “Essas vozes estavam falando de um amor que se foi, de um melhor amigo que se foi, de um pai amado e de um generoso filho que se foi. Mas, ao mesmo tempo, foi libertador. Mesmo na dor, essas vozes se levantaram para expressar todo seu afeto, gratidão e amor por Fabrício”, afirmou.
Para Eduardo, o principal legado preservado pelo filme está sintetizado em seu próprio título: a doçura. “Para muito além de uma justa homenagem, aprendemos que dá para sermos doces uns com os outros”, afirma.
Outras homenagens
Além da produção do filme O Tom da Doçura, o professor Fabrício também recebeu outra homenagem póstuma: seu nome foi dado aos estúdios de música do CECULT, simbolizando sua contribuição para a formação em Música Popular Brasileira e para a história do Centro.
Assista ao filme O Tom da Doçura em https://www.youtube.com/watch?v=4dX9aEJ5mp8