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Professor da UFRB é selecionado para a Bienal de Veneza 2026 com instalação de arte afro-brasileira

Pela segunda vez, a Bienal de Veneza, na Itália, terá um professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) entre os seus expositores.  Ayrson Heráclito, professor do curso de Artes Visuais do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) e artista visual, integrará a 61ª Exposição Internacional de Arte, que ocorrerá de 9 de maio a 22 de novembro de 2026 e é considerada uma das mais importantes mostras internacionais de artes visuais do mundo.

Nesta edição, Heráclito compõe o grupo de 111 artistas convidados para a mostra central “In Minor Keys”, concebida pela curadora camaronense Koyo Kouoh. Além dele, apenas outros dois brasileiros foram selecionados para a exposição central.  

Para a Bienal de 2026, o artista apresenta uma instalação da série “Juntó”. A obra é composta por 20 esculturas em aço inox e 238 desenhos que sistematizam as combinações entre dois diferentes orixás, representados por meio de suas ferramentas e insígnias. 

“Na tradição das religiões afro-brasileiras, cada pessoa é regida por um orixá principal, o Ori, e por um orixá adjunto, chamado juntó. A instalação reúne, de forma inédita, todas as possíveis combinações entre os 16 principais orixás cultuados no Brasil, criando um sistema visual e simbólico que traduz a complexidade dessa cosmologia”, explica o artista e professor.

Além da exposição, Heráclito lançará, durante a Bienal, o livro “Juntó”, que apresenta parte da pesquisa iniciada em 2020 e amplia o diálogo entre arte contemporânea e tradição afro-brasileira.

Experiente em eventos internacionais, o artista retorna a Veneza pela terceira vez, após participar da 57ª Exposição Internacional de Arte, em 2017, e da 18ª Bienal Internacional de Arquitetura, em 2023. Heráclito destaca a alegria pelo novo convite. “Sinto-me honrado pelo reconhecimento da vitalidade e relevância da minha obra no cenário internacional. Esta participação representa não apenas um marco significativo na minha trajetória artística, mas também uma afirmação da presença da arte contemporânea brasileira no panorama mundial”, afirmou.

O momento coincide com um marco simbólico em sua carreira: a celebração de 40 anos de vida profissional. Segundo o professor, trata-se de uma oportunidade singular de compartilhar com uma audiência qualificada e internacional a pesquisa que vem desenvolvendo desde 2020. “Estar novamente na Bienal de Veneza é mais do que uma conquista individual: é um reconhecimento da consistência da minha obra e da relevância da arte contemporânea afro-brasileira no grande sistema global de legitimação artística”, avalia.

Conheça mais sobre o trabalho de  Ayrson Heráclito visitando seu site oficial e na rede social.

Detalhes sobre a 61ª Exposição Internacional de Arte e a mostra “In Minor Keys” estão disponíveis na página oficial da Bienal de Veneza.

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