Documentário produzido por professor da UFRB sobre sítio de Piragiba está disponível na web

{youtube}DEHqgGCHVFY{/youtube}Produto de uma série de pesquisas arqueológicas, o documentário “Piragiba: Escavacando uma História” de direção do professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Luydy Fernandes, e do pesquisador Anderson Silveira está disponível na internet. Com duração de aproximadamente 46 minutos, o filme aborda a interação entre a vila de Piragiba, município de Muquém do São Francisco, no oeste da Bahia, e a equipe de arqueólogos que pesquisou aquela área desde 1996.

Realizado com o apoio do Edital FAPESB 11/2011 entre os anos de 2012 e 2013, o documentário produzido pelos grupos de pesquisa e extensão Recôncavo Arqueológico, da UFRB, e Bahia Arqueológica, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), trata sobre o sítio arqueológico de Piragiba e evidencia a visão que a comunidade teve sobre a chegada e as atividades dos arqueólogos.

Segundo o diretor e coordenador do projeto, Luydy Fernandes, no solo da vila de Piragiba estão os vestígios de uma antiga e grande aldeia indígena de aproximadamente mil anos. “Dentre os contextos e artefatos encontrados os que mais chamam a atenção são as muitas urnas funerárias. Tratam-se de grandes potes de barro nos quais aqueles índios do passado enterravam seus mortos e que, mesmo depois de tanto tempo, ainda conservam os seus esqueletos”, explica.

O professor Luydy Fernandes iniciou suas pesquisas sobre o sitio arqueológico de Piragiba em 1996, quando integrou uma equipe ainda na condição de estudante bolsista da graduação. O professor Carlos Costa, também do curso de Museologia da UFRB e integrante do projeto, prestou um depoimento para o documentário. “É interessante a experiência de sair de um museu e ir para um lugar distante da capital para fazer uma pesquisa científica. Primeiro, porque é uma comunidade distante de tudo e, segundo, pelas dificuldades que atravessamos. Um solo extremamente argiloso, compactado e duro torna a posição de trabalho muito difícil, porque as urnas funerárias estão no solo e daí a necessidade de escavar com muita força. As condições de trabalho não são simples, porém nós fizemos uma pesquisa que já dura mais de quinze anos na mesma localidade”, conclui Costa.        

O documentário pode ser conferido na plataforma YouTube.    

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