UFRB celebra termo de cooperação técnica para resgate de material fóssil
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) celebra com a VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. – um Termo de Cooperação Técnica para realização de um projeto de Prospecção e Salvamento de Fósseis e Educação Patrimonial na área de influência da ferrovia de integração oeste-leste (FIOL). É o primeiro termo de cooperação firmado com o objetivo de fomentar pesquisas paleontológicas em obras de infraestrutura no país.
O projeto, cujo plano de trabalho foi apresentado pela UFRB, conta ainda com a parceria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). O objetivo do trabalho é a realização do resgate de material fóssil encontrado e prospecção de novos sítios fossilíferos na área de abrangência da FIOL, bem como ações de educação patrimonial à comunidade envolvida na construção da ferrovia. Coordenado pela professora do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB/UFRB), Carolina Scherer, outros professores e estudantes das quatro instituições de ensino compõem a equipe do projeto. O valor total do investimento será de R$ 3.188.215,59 e o Termo de Cooperação Técnica terá vigência de 36 meses.
“O conhecimento paleontológico proporciona ao ser humano uma compreensão da história da Terra e de seu processo evolutivo, já que os fósseis, ao serem interpretados, possibilitam quebras e construções de realidades ao reconstituírem diferentes formas de vida e ambientes. Deste modo, a Paleontologia permite um novo olhar e perspectiva sobre a Terra, alertando para a necessidade de um equilíbrio com os demais seres e uma integração de seus interesses/necessidades com a preservação ambiental, o que claramente justifica a sua inclusão como temática habitual para a formação cultural”, relata o documento do projeto.
Sobre as ações de educação patrimonial para professores e líderes comunitários da área de influência da Ferrovia e para os funcionários da VALEC, de acordo com a descrição no plano de trabalho, o intuito é fornecer os conceitos de Geologia, Paleontologia e Patrimônio para possibilitar a percepção da importância dos registros fósseis da Bahia: “essa iniciativa é crucial para o presente trabalho, pois através do conhecimento da população, a mesma poderá ser co-responsável não somente pela preservação deste patrimônio, mas também pela localização dos fósseis em campo”.
Na próxima segunda-feira, 16 de dezembro, profissionais da Superintendência de Desapropriação e Arqueologia da Valec estarão reunidos com a professora Carolina Scherer para fazer o reconhecimento da área e estabelecer o cronograma de trabalho. A previsão é que o projeto inicie suas atividades em janeiro de 2014.
“Acho que o engenheiro deve ser mais completo e menos especialista. Esse é nosso desafio. Não dá para formar profissionais muito compartimentados para o mercado”, disse o presidente do SENGE, Ubiratan Félix, em sua palestra “A formação do Engenheiro e as demandas do mercado de trabalho”. O sindicalista destacou que o segmento é considerado hoje um dos mais importantes para o crescimento econômico e social do país. Entre as oportunidades, ele citou as obras da Copa do Mundo, das Olimpíadas, do PAC, do Pré-Sal e do programa Minha Casa Minha Vida. “Nós temos tudo a fazer. Existe um mercado em potencial para a Engenharia”, disse. E parabenizou os engenheiros pela data comemorativa da profissão, 11 de dezembro.
“Entendo que esse conceito representa o equilíbrio do padrão de qualidade institucional, uma vez que, nos anos anteriores, os cursos de graduação utilizados como referência foram outros e, embora a divulgação do conceito seja anual, a definição dos índices é calculada a partir da avaliação trienal de cursos. No caso do IGC 2012, o triênio de referência é 2010-2011- 2012”, pontua Caroline Fonseca, superintendente de Regulação e Registros Acadêmicos.
As organizações políticas dos pesquisadores do Nordeste e as articulações nacionais, as relações entre gênero e políticas públicas, e a questão da violência para com a juventude negra foram alguns dos temas em debate nas mesas redondas. Também como parte da programação foi realizada uma série de minicursos e oficinas com foco na cultura afro-brasileira, relações etnicorraciais, identidade, literatura e ensino das culturas negras.
“Podemos perceber claramente como os pesquisadores ficam motivados quando vêem os resultados, eles vibram e têm uma sede de aprofundar nas investigações. Executando um projeto desta natureza, o aluno entende todo o processo de desenvolvimento e descoberta”, destaca o professor Nilton Silva. Em sua opinião, todo projeto requer uma base teórica e conhecimentos científico do estudante para modelar, no entanto, enfatiza que muitos problemas da pesquisa referem-se a conhecimentos interdisciplinares.