Legado de Chico Mendes é tema de palestras na UFRB
O legado de Chico Mendes: dignidade, território e agricultura. Este é o tema de uma série de palestras promovida pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em homenagem aos 25 anos da morte do ambientalista Francisco Alves Mendes, mais conhecido no país como Chico Mendes. O anfiteatro da Reitoria, campus de Cruz das Almas, é o palco do evento que teve início na última terça-feira, 17, e segue até esta quarta, 18 de dezembro.
Uma iniciativa da Assessoria Especial para Projetos Estratégicos (ASSEPE), em seu primeiro dia, teve como convidados o professor Manoel Andrade da Universidade de Brasília (UnB), que falou sobre o legado de Chico Mendes, e o diretor executivo do Grupo de Defesa e Promoção Socioambiental (GERMEN), Cláudio Mascarenhas, que abordou a temática “Chico Mendes e as lutas de resistências a um modelo predatório, entreguista e alienígena”. Como mediador, o assessor da ASSEPE, Geraldo Sampaio. O reitor Paulo Gabriel Nacif também fez parte da mesa de abertura do evento.
Ao fazer uma análise biográfica de Chico Mendes, o professor Manoel Andrade destacou sua atuação enquanto militante: “ser militante significa trabalhar mais de 8h por dia para ter que dar conta de uma série de tarefas quase simultâneas. Chico Mendes fazia isso de forma organizada. Ele ainda buscava incluir o máximo de pessoas nesse processo, olhando para maior quantidade possível de peças da realidade a sua volta”. Segundo Andrade, desde sua entrada no sindicato em 1976 até sua morte, foram 15 anos de muitas realizações. “Nós ficamos 15 anos parados em um lugar e não fazemos nada, ele trouxe a questão ambiental em uma época em que quase ninguém fazia isso”.
“O que nos dá força é a história de Chico Mendes. Ele trouxe o conceito de floresta e desenvolvimento sustentável. Não acredito que o capitalismo seja verdadeiro quando fala em desenvolvimento sustentável”, afirma Cláudio Mascarenhas, no que ele disse ser um desabafo, enumerando diversos problemas ambientais na Bahia. Em sua opinião, a promoção socioambiental deve considerar diferentes meios. “Tudo veio da natureza, por isso temos que respeitar e não desperdiçar. Precisamos de uma nação Brasileira soberana e solidária. Politicamente verdadeira, democrática e participativa. Socialmente justa e inclusiva. Ambientalmente responsável e equilibrada. É fundamental que participemos de conselhos. O cidadão precisa exigir que o dinheiro seja corretamente aplicado”, aponta Mascarenhas.
Nesta quarta-feira, o professor Gerônimo Rodrigues da Universidade Estadual de Feira de Santana e Ademilson da Rocha são os palestrantes convidados, às 19h, no anfiteatro da Reitoria. Uma exposição de Quadros em Arte Francesa de Anete Fiuza também faz parte do evento, com temas floral, afro, religiosa e natural.
O Clube de Choro leva música aos dois dias do evento. Além de difundir o choro, o grupo ajuda a manter uma escola de música, no bairro da URBIS 4, em Santo Antônio de Jesus. No local, 60 crianças carentes aprendem instrumentos de sopro, corda e percussão. Toda a renda em shows é destinada a esta escola.
Chico Mendes: Líder seringueiro da Amazônia, ele foi assassinado em 22 de dezembro de 1988, aos 44 anos, com um tiro no peito na porta de sua casa, no município de Xapuri (AC). Nesta segunda, 16 de dezembro, a presidente Dilma Roussef sancionou um projeto de lei que torna Chico Mendes patrono nacional do meio ambiente.
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“Acho que o engenheiro deve ser mais completo e menos especialista. Esse é nosso desafio. Não dá para formar profissionais muito compartimentados para o mercado”, disse o presidente do SENGE, Ubiratan Félix, em sua palestra “A formação do Engenheiro e as demandas do mercado de trabalho”. O sindicalista destacou que o segmento é considerado hoje um dos mais importantes para o crescimento econômico e social do país. Entre as oportunidades, ele citou as obras da Copa do Mundo, das Olimpíadas, do PAC, do Pré-Sal e do programa Minha Casa Minha Vida. “Nós temos tudo a fazer. Existe um mercado em potencial para a Engenharia”, disse. E parabenizou os engenheiros pela data comemorativa da profissão, 11 de dezembro.
“Entendo que esse conceito representa o equilíbrio do padrão de qualidade institucional, uma vez que, nos anos anteriores, os cursos de graduação utilizados como referência foram outros e, embora a divulgação do conceito seja anual, a definição dos índices é calculada a partir da avaliação trienal de cursos. No caso do IGC 2012, o triênio de referência é 2010-2011- 2012”, pontua Caroline Fonseca, superintendente de Regulação e Registros Acadêmicos.
As organizações políticas dos pesquisadores do Nordeste e as articulações nacionais, as relações entre gênero e políticas públicas, e a questão da violência para com a juventude negra foram alguns dos temas em debate nas mesas redondas. Também como parte da programação foi realizada uma série de minicursos e oficinas com foco na cultura afro-brasileira, relações etnicorraciais, identidade, literatura e ensino das culturas negras.
“Podemos perceber claramente como os pesquisadores ficam motivados quando vêem os resultados, eles vibram e têm uma sede de aprofundar nas investigações. Executando um projeto desta natureza, o aluno entende todo o processo de desenvolvimento e descoberta”, destaca o professor Nilton Silva. Em sua opinião, todo projeto requer uma base teórica e conhecimentos científico do estudante para modelar, no entanto, enfatiza que muitos problemas da pesquisa referem-se a conhecimentos interdisciplinares.