UFRB coordena ações do programa Mais Ciência na Escola no Recôncavo
A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) constitui uma rede de articulação para implementação do programa Mais Ciência na Escola no Recôncavo Baiano e Vale do Jiquiriçá. A iniciativa busca fortalecer o letramento digital, a educação científica e a cultura maker nas escolas públicas, estimulando estudantes a desenvolverem protótipos, robôs, aplicativos, experimentos e soluções tecnológicas a partir de problemas e desafios vivenciados em seus próprios contextos.
Integrado à Estratégia Nacional de Escolas Conectadas e em diálogo com o Programa Escola em Tempo Integral, o programa busca promover práticas de aprendizagem baseadas em investigação, experimentação científica e abordagem STEAM — sigla para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática — com foco no protagonismo estudantil e no combate à desinformação.
As ações serão desenvolvidas em 11 escolas localizadas nos municípios de Amargosa, Cachoeira, Cruz das Almas, Milagres, Santo Amaro e Santo Antônio de Jesus. Atualmente, a equipe da UFRB, coordenada pelo professor Gabriel Ávila, realiza visitas técnicas e articulações com escolas e secretarias municipais de educação para implantação das atividades e estruturação dos laboratórios.
“O programa fortalece ainda mais os vínculos entre a UFRB e as escolas dos territórios onde atua, aproximando universidade, comunidade e educação básica. Queremos contribuir para despertar em crianças e adolescentes o prazer pela aprendizagem, estimular a curiosidade e ampliar as possibilidades de expressão por meio da tecnologia, sempre com ética, criatividade e senso crítico”, destaca Gabriel Ávila, professor do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL/UFRB) e gestor do Memorial do Ensino Superior Agrícola da Bahia (MEASB).
O programa prevê a criação de laboratórios maker em escolas públicas, especialmente aquelas localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social e que atendem estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. Os espaços serão equipados para estimular a criação de projetos colaborativos, criativos e investigativos, aproximando estudantes das áreas científicas e tecnológicas por meio da prática.
Além da implantação dos laboratórios, o Mais Ciência na Escola também contempla ações de formação inicial e continuada para professores, incentivo à divulgação científica, participação em feiras e mostras de ciência e desenvolvimento de materiais educativos voltados à popularização do conhecimento científico.
Entre os objetivos da iniciativa estão a promoção da inclusão digital e científica, o fortalecimento da cultura maker, a ampliação do acesso às tecnologias assistivas e o incentivo à participação de grupos historicamente sub-representados nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, como pessoas negras, indígenas, quilombolas, mulheres e pessoas com deficiência.
Na Bahia, a implementação da política pública é realizada pela Rede STEAM Bahia, articulação formada por dez Instituições Públicas de Ciência e Tecnologia (ICTs): Instituto Federal da Bahia (IFBA), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
A Rede também conta com a participação de instituições parceiras, como a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Secretaria de Cultura (SECULT), Instituto Anísio Teixeira (IAT), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), Fundação Pedro Calmon (FPC) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME).

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