A mais recente edição da Revista Acadêmica GUETO (Volume 11, Número 22, referente a junho de 2026) consolida-se como um marco importante no debate contemporâneo sobre educação, inclusão social e as profundas transformações tecnológicas que impactam a sociedade brasileira. Reunindo pesquisas inéditas de elevada densidade teórica e prática, o número 22 traz à tona reflexões urgentes que perpassam desde a permanência de estudantes com deficiência no ensino superior até as dilemáticas fronteiras da inteligência artificial e do excesso de telas na infância.
O volume abre-se com uma contundente investigação sobre a permanência de estudantes surdos na Educação Superior, assinada por Viviane dos Santos Barreto Diniz e Sátila Souza Ribeiro. Tomando como estudo de caso a trajetória de uma discente do curso de Licenciatura em Biologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em Cruz das Almas, as autoras analisam o papel essencial de ações institucionais como o Núcleo de Políticas de Inclusão (NUPI), os tradutores/intérpretes de Libras e a figura do estudante apoiador. O artigo evidencia que a real inclusão acadêmica ultrapassa a mera garantia de acesso, exigindo flexibilizações metodológicas, sensibilidade humana e compromisso com a acessibilidade linguística.
Na sequência, o debate curricular sobre a formação do pedagogo ganha centralidade no estudo de Eliel Santos Melo, Nicolle Silva Santos e Bernardino Galdino de Sena Neto. A pesquisa discute as tensões entre o educar, o cuidar e o brincar frente aos riscos da escolarização precoce na Educação Infantil, defendendo a urgente reformulação dos currículos universitários para garantir os direitos integrais de aprendizagem e convivência previstos pela BNCC.
Outro ponto culminante da publicação aborda a inserção das tecnologias emergentes na Educação Básica. O pesquisador Weslley Mageski da Silva examina o uso da Inteligência Artificial (IA) na formação inicial e continuada de professores. Fundamentando-se em reflexões freireanas e vygotskianas, o artigo demonstra que a IA deve ser apropriada não como um fim instrumental ou substituto da docência, mas como uma estratégia mediadora, ética e crítica orientada ao fortalecimento da autonomia dos estudantes.
A 22ª edição da Revista GUETO também abre espaço fundamental para a memória e a visibilidade dos povos originários com o estudo sobre as Narrativas Indizíveis e a resistência do povo Kaingang, ressaltando a dimensão intercultural e plural que caracteriza o periódico.
Completando a coletânea, a revista traz importantes contribuições sobre a saúde mental do trabalhador em tempos contemporâneos — com uma análise aprofundada sobre os impactos da Síndrome de Burnout decorrente do trabalho excessivo — e encerra com uma reflexão filosófica e socioeducativa sobre a Sociedade Não Autônoma, problematizando como o excesso de exposição às telas tem provocado a supressão de experiências reais no desenvolvimento humano.
A Revista Acadêmica GUETO, registrada no Centro Brasileiro de ISSN sob o nº 2319-0752 e com periodicidade de publicação semestral, está sob a responsabilidade editorial do Grupo de Pesquisa GUETO, do Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
O seu principal objetivo é publicar artigos, ensaios, debates, entrevistas e resenhas inéditos em qualquer língua sobre temas que contribuam para o desenvolvimento do debate educacional, bem como para a divulgação do conhecimento produzido na área, considerando as perspectivas da Inclusão e Cultura Corporal.
Acesse: V. 11 n. 22 (2026): 22º Edição - Junho 2026.