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Inclusão não acontece apenas porque existem recursos. Ela acontece quando decidimos utilizá-los. Hoje, temos conhecimentos, ferramentas, tecnologias e diferentes estratégias capazes de transformar a experiência de aprendizagem de estudantes com deficiência. Libras, Braille, audiodescrição, comunicação alternativa, orientação e mobilidade, planejamento pedagógico individualizado e tantos outros recursos já fazem parte das possibilidades de uma educação mais acessível.
Mas conhecer esses recursos é só o começo. É preciso querer aprender, experimentar, adaptar práticas e, principalmente, compreender que incluir é responsabilidade de todos nós. É com esse propósito que o CETENS, em parceria com o CAPE DV (Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual Jonathas Telles de Carvalho), realiza o workshop “Caminhos da Inclusão: Práticas Pedagógicas Acessíveis”, uma formação prática voltada para quem deseja ampliar seus conhecimentos e transformar possibilidades em ações concretas no cotidiano educacional.
Serão seis oficinas dedicadas a diferentes dimensões da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, com espaço para conhecer, praticar e pensar caminhos possíveis para eliminar barreiras e garantir a participação e a aprendizagem de todos.
Se antes muitas dessas possibilidades não estavam ao nosso alcance, hoje temos muito mais recursos para fazer diferente. O próximo passo depende de nós. Participe, aprenda e ajude a construir uma comunidade cada vez mais acessível e inclusiva. As inscrições estão abertas e o evento acontece nos dias 6 e 7 de outubro.
Progrmação das Oficinas
Oficina 1: PEI e PAEE – Planejamento Legal e Afetivo
Objetivo: Desmistificar a elaboração do Plano de Desenvolvimento Individualizado (PEI) e a organização do Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE), transformando a burocracia em uma ferramenta viva de aprendizagem.
Conteúdo Programático:
- Marco legal da Educação Inclusiva no Brasil (LBI, Política Nacional de 2008).
- O papel do professor regente em parceria com o professor do AEE.
- Estrutura do PEI: Avaliação diagnóstica pedagógica, metas a curto/médio prazo e critérios de flexibilização curricular.
- O PAEE: Organização de tempos, espaços e recursos na Sala de Recursos Multifuncionais.
- Prática: Estudo de caso coletivo para preenchimento de um modelo humanizado de PEI.
Oficina 2: Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA)
Objetivo: Instrumentalizar os educadores para construir e utilizar sistemas de comunicação que permitam a expressão de alunos com ausência ou limitação da fala oral.
Conteúdo Programático:
- Conceito de CAA e público-alvo (Transtorno do Espectro Autista, Paralisia Cerebral, etc.).
- Sistemas de símbolos de baixa tecnologia (Pranchas de comunicação com pictogramas, cartões de rotina).
- Sistemas de alta tecnologia (aplicativos de voz e softwares acessíveis).
- Como implementar a CAA no planejamento pedagógico diário.
- Prática: Confecção de uma prancha de comunicação temática para uma atividade de sala de aula.
Oficina 3: Introdução ao Sistema Braille
Objetivo: Apresentar a estrutura do Sistema Braille, sensibilizando os educadores para a importância da alfabetização tátil e da acessibilidade textual
Conteúdo Programático:
- Breve contextualização e importância do sistema para a emancipação social.
- A cela Braille e as combinações possíveis.
- Conhecendo os instrumentos: Reglete, Punção e Máquina Perkins e Linha braile.
- Alfabeto e numerais em Braille (leitura visual e tátil básica).
- Prática: Escrita de palavras simples na reglete e adaptação de rótulos/materiais escolares, utilização da linha braile.
Oficina 4: Libras no Cotidiano Escolar
Objetivo: Introduzir os participantes na Língua Brasileira de Sinais, promovendo a comunicação básica e o acolhimento do estudante surdo na comunidade escolar.
Conteúdo Programático:
- Mitos e verdades sobre a Libras (reconhecimento legal como língua).
- Alfabeto Datilológico (Sinalizador) e numerais.
- Sinais de contextualização escolar: cumprimentos, comandos de sala de aula, cores, família e disciplinas.
- Prática: Simulações de diálogos de acolhimento e rotina escolar.
Oficina 5: Audiodescrição
Objetivo: Compreender a audiodescrição como recurso de acessibilidade metodológica e atitudinal, aprendendo a traduzir imagens em palavras para estudantes com deficiência visual.
Conteúdo Programático:
- O que é Audiodescrição (AD) e quem ela beneficia.
- Princípios básicos: clareza, concisão, especificidade e neutralidade.
- Como audiodescrever imagens em livros didáticos, gráficos e mapas.
- Uso da audiodescrição em dinâmicas de sala de aula e vídeos educativos.
- Prática: Elaboração de roteiros simples de AD para materiais pedagógicos.
Oficina 6: Orientação e Mobilidade (OM)
Objetivo: Capacitar a comunidade escolar para auxiliar na locomoção segura, independente e digna do estudante com deficiência visual ou baixa visão no ambiente escolar.
Conteúdo Programático:
- Conceitos fundamentais de Orientação e Mobilidade.
- Técnicas de Guia Cego: como oferecer ajuda de forma correta e respeitosa.
- Reconhecimento de barreiras arquitetônicas e atitudinais na escola.
- O uso da bengala longa e pontos de referência no ambiente escolar.
- Prática: Vivências sensoriais de deslocamento pelo espaço da escola.