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NOTÍCIA

Exposição itinerante aposta em acessibilidade, tecnologia e novas formas de experimentar a arte

Publicado: Sexta, 14 Agosto 2026 08:33

O Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), recebe, até 24 de agosto, a exposição “Rota da Arte Inglesa – Um acervo em movimento”. A mostra apresenta réplicas de obras que integram a coleção inglesa pertencente ao Museu Regional de Feira de Santana, ligado ao Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA/UEFS), e chega à Universidade como parte de um percurso que já passou por outros espaços de Feira de Santana.

A exposição teve como primeiro ponto a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), seguida pelo Centro Estadual de Educação Profissional de Feira de Santana (CEEP). Depois da passagem pela UFRB, a mostra seguirá para a Feira do Livro de Feira de Santana (FLIFS), a partir de 25 de agosto.

A proposta da Rota da Arte Inglesa é colocar o acervo em movimento, ampliando seu alcance e permitindo que ele estabeleça novas relações a cada local por onde passa. A cada novo espaço, as obras encontram outras atmosferas, públicos e possibilidades de interpretação, fazendo com que o acervo seja constantemente ressignificado.

Arte em movimento e acessível

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A coleção que dá origem à exposição reúne obras de grande valor artístico e histórico. Segundo Júlia Pinho, integrante da equipe técnica da exposição, algumas das obras originais possuem valores que chegam a milhões de dólares. A produção de réplicas possibilita, assim, que esse patrimônio seja apresentado a um público mais amplo.

A acessibilidade é um dos elementos centrais da proposta. A exposição conta com reproduções táteis em 3D, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão possam explorar as obras pelo toque. As peças também possuem informações em Braille, com dados como título, autor e ano da obra, além da audiodescrição. Os recursos buscam oferecer possibilidades de percepção e interpretação, permitindo que o visitante construa sua própria relação com a obra.

Tecnologia e acessibilidade transformam a experiência de visitar a exposição

Na UFRB, a proposta de ampliar a acessibilidade da exposição também se relaciona ao desenvolvimento de tecnologias voltadas à experiência de pessoas com deficiência visual. No Lab Maker da Universidade, o estudante Rafael Bessa desenvolveu as reproduções tridimensionais e táteis das obras de arte, transformando imagens originalmente bidimensionais em peças físicas que podem ser exploradas pelo toque. O trabalho tem como objetivo possibilitar que pessoas com deficiência visual possam experienciar a arte de maneira direta.

O processo desenvolvido no laboratório começa com a seleção e digitalização da imagem original. A partir do arquivo bidimensional, são utilizadas ferramentas de criação para gerar um modelo em alto-relevo. O arquivo é então exportado em formato adequado para a modelagem tridimensional, preparado no software da impressora e, posteriormente, transformado em uma peça física por meio da impressão 3D.

O trabalho desenvolvido no Lab Maker amplia a proposta da exposição de criar diferentes formas de contato com o acervo. As reproduções táteis, as informações em Braille e a audiodescrição fazem parte de uma experiência que busca ampliar as possibilidades de percepção e interpretação das obras, para além da observação visual, contribuindo para uma experiência mais inclusiva.

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